China planeja veículos autônomos em larga escala até 2030
O Ministério da Indústria da China divulgou um plano de ação para fortalecer o setor de veículos elétricos inteligentes, com o objetivo de implantar em larga escala unidades com direção autônoma até 2030. A informação é da Reuters, que teve acesso ao anúncio feito em Pequim.
O plano prevê que veículos com capacidade de direção autônoma passarão a ser implantados em larga escala, segundo o ministério. A direção automatizada será adotada em rodovias, vias expressas urbanas e determinadas vias municipais.
O que o plano prevê
A China planeja atuar para que várias montadoras fiquem entre as dez maiores do mundo em vendas. O governo também quer aumentar o apelo global das marcas automotivas chinesas e fortalecer a voz do país nas normas automotivas internacionais.
O ministério pretende reforçar o papel do setor automotivo como pilar econômico, com veículos autônomos atingindo níveis de segurança mais elevados do que os motoristas humanos. A meta é ambiciosa: substituir parte da condução humana por sistemas automatizados em vias selecionadas.
Regras mais rígidas e supervisão
O plano tornará mais rigorosas as regras relativas à produção de veículos, segurança viária, direção autônoma e atualizações de software. Ao mesmo tempo, o governo explorará vias especiais de aprovação para componentes-chave e veículos de baixo volume.
A supervisão da capacidade de produção de veículos e baterias também será ampliada. O objetivo é coibir o excesso de investimentos, incentivar a consolidação do setor e eliminar a capacidade ociosa.
Outro ponto inclui fortalecer a fiscalização antitruste, melhorar a supervisão da qualidade dos produtos e promover a concorrência leal, coibindo incentivos inadequados por parte dos governos locais.
Cooperação internacional
Conforme o ministério, serão introduzidas diretrizes para ajudar as montadoras a cumprir as regras ao se expandirem no exterior. O Ministério da Indústria também planeja incentivar uma cooperação mais profunda entre empresas chinesas e estrangeiras em pesquisa, investimento e expansão no mercado global de veículos e componentes-chave.
A medida sinaliza que a China não quer apenas produzir veículos autônomos em escala, mas também participar ativamente da definição de padrões internacionais para a tecnologia. Para quem acompanha o setor, o plano representa um passo além da eletrificação: agora a disputa é pela direção autônoma.