Bacalhau produz perto do platô de 220 mil barris, diz Equinor
O campo de petróleo Bacalhau, operado pela Equinor na costa do Brasil, está produzindo atualmente a um volume próximo de sua capacidade de 220 mil barris por dia. A informação foi dada pelo CEO da companhia norueguesa, Anders Opedal, durante uma conferência sobre energia realizada em Oslo nesta quarta-feira.
Segundo Opedal, o campo deve atingir o nível de platô, ou seja, o patamar máximo e estável de produção, ainda este ano. A declaração foi feita em evento do setor energético na capital norueguesa.
A produção próxima do teto operacional indica que o ativo entrou em fase de maturação, quando a curva de extração se aproxima do topo. Para o mercado, o dado interessa porque sinaliza volume previsível de oferta adicional no curto prazo, sem necessidade de novos aportes de capacidade no campo.
A trajetória até o platô costuma ser acompanhada de perto por analistas de óleo e gás, que usam esse marco para calibrar projeções de fluxo de caixa de operadoras e de receita de royalties. No caso de Bacalhau, a referência de 220 mil barris por dia é o parâmetro que baliza essa leitura.
A fala do CEO ocorre em um momento em que a indústria acompanha os planos de produção da Equinor no Brasil, onde a companhia mantém presença relevante no pré-sal. A confirmação de que o campo se aproxima do platô reforça a expectativa de estabilidade operacional do ativo ao longo do ano.
O anúncio foi feito durante conferência em Oslo e divulgado pela Reuters. Não foram detalhados prazos adicionais, metas de produção futuras ou eventuais ajustes no cronograma do campo.