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Caiado evita plano econômico e diz ter medo de 'iluminados'

Ronaldo Caiado (PSD) terminou a sabatina do Jornal Nacional, nesta terça-feira, 25, sem detalhar medidas concretas para as principais questões econômicas que enfrentaria se eleito presidente. O candidato afirmou que não mexeria nos pisos de saúde e educação nem no salário mínimo. "Pelo amor de Deus, isso é muito importante... eu jamais (mexeria) na minha vida... eu sou um médico, um cirurgião!", disse.

Quando os entrevistadores Cesar Tralli e Renata Vasconcellos perguntaram quais seriam as prioridades de corte de verba e o quanto seria economizado, Caiado mencionou uma proposta genérica de limitar despesas à correção da inflação. Ele listou categorias amplas a serem "adequadas": subvenções, incentivos fiscais, corrupção, salários em excesso e emendas impositivas.

Perguntado de forma direta sobre como garantir a sustentabilidade da previdência diante do envelhecimento populacional, Caiado recusou-se a dar detalhes técnicos: "Nós não estamos aqui numa mesa examinadora". Os entrevistadores perguntaram três vezes se ele alteraria a idade mínima para a aposentadoria. Na última vez, ele argumentou que seu plano de governo define apenas "metas" e "parâmetros máximos" gerais.

Ao final, para justificar a ausência de uma proposta estruturada, afirmou ter "medo de iluminados". Defendeu que deve ter humildade para chamar especialistas e servidores públicos para construir as propostas após sua possível eleição.

Caiado foi mais enfático sobre a anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a medida será enviada ao Congresso para "pacificar o País": "encaminharei sim ao Congresso Nacional um projeto para que haja uma anistia geral ampla e irrestrita".

Na área de Segurança Pública, ele afirmou que o Brasil está "todo dominado pelas facções criminosas" e é "a Disneylândia do narcotráfico". O crime organizado operaria com "conivência" do governo federal, mantendo cerca de 60 milhões de brasileiros "escravizados", dado sem fonte apresentada. A principal proposta é uma polícia unificada permanente com o Brasil e os 10 países da América do Sul que fazem fronteira, com "toda a liberdade de adentrar", comparada à Europol, mas com poder de prisões em campo e entrega dos detidos às autoridades locais.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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