Caiado anuncia Aldo Rebelo como coordenador político da campanha
A campanha de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência anunciou nesta quinta-feira, 30, o ex-ministro Aldo Rebelo como coordenador político. A escolha visa ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade e reunir quadros experientes na formulação de propostas para o País.
Caiado anuncia Aldo Rebelo como coordenador político da campanha à Presidência
A campanha do ex-governador e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) anunciou nesta quinta-feira, 30, o ex-ministro Aldo Rebelo como coordenador político da disputa ao Palácio do Planalto. A informação foi divulgada em nota encaminhada à imprensa.
A escolha de Rebelo, segundo a campanha, "reforça a estratégia de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade e reunir quadros de reconhecida experiência na formulação de propostas para o País". O convite partiu de Caiado e de Gilberto Kassab, que compõe a chapa como vice e é presidente nacional do PSD.
A definição ocorreu durante reunião com o coordenador político do PSD, Heráclito Fortes, realizada em São Paulo, e representa "mais um passo na estruturação da campanha de Caiado", conforme a nota.
Quem é Aldo Rebelo e qual sua trajetória política
Aldo Rebelo participou da convenção nacional do PSD que oficializou a chapa de Caiado à Presidência. Na ocasião, o ex-ministro defendeu um projeto nacional voltado ao desenvolvimento, à soberania e ao fortalecimento da capacidade de planejamento do País.
A trajetória de Rebelo, porém, foi marcada por reviravoltas e guinadas na carreira política. Nos últimos dias de 2025, ele anunciou sua pré-candidatura à Presidência pelo Democracia Cristã (DC), tendo como plataforma o antipetismo.
Antes disso, Rebelo passou por diferentes governos e partidos. Foi ministro da Coordenação Política no primeiro mandato de Lula e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007. No governo Dilma Rousseff, comandou os ministérios do Esporte, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa.
Filiado ao PCdoB por 40 anos, Rebelo deixou o partido em 2017 e passou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB. Nesse período, se afastou da esquerda e se aproximou do bolsonarismo. Rompido com Lula, critica o atual governo e afirmou, no anúncio da candidatura, que o petista está "refém do STF e sequestrado pela sua própria fraqueza".
A crise no DC e a saída de Rebelo
A candidatura de Rebelo ao Palácio do Planalto não vingou e gerou uma crise no DC. A briga começou em 16 de maio, quando o partido filiou Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e o apresentou como pré-candidato à Presidência no lugar de Rebelo. O presidente da sigla, João Caldas, afirmou na época que a troca "foi feita pelo povo", já que Rebelo não pontuava nas pesquisas.
A decisão não agradou Rebelo, que reagiu mantendo a pré-candidatura e chamou Barbosa de "nome clandestino". Segundo ele, a troca teria relação com o temor de Caldas de que o caso do Banco Master atingisse a família do cacique em Alagoas.
Em 22 de maio, a direção nacional do DC decidiu, por unanimidade, expulsar Rebelo da legenda. Caldas classificou a conduta e declarações do ex-ministro como algo que "passou de todos os limites". Rebelo contestou a expulsão, alegou não ter sido notificado oficialmente e seguiu se apresentando como pré-candidato.
A disputa na Justiça e o desfecho
O imbróglio chegou à Justiça. Após a comunicação da direção do DC à Justiça Eleitoral, o juiz Tiago Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, oficializou o cancelamento da filiação de Rebelo, com data retroativa a 22 de maio. O ex-ministro recorreu, argumentando haver "irregularidades" no processo.
Em 9 de junho, porém, a Justiça do Distrito Federal reverteu o quadro: a juíza Gabriela Jardon Guimarães de Faria, da 6ª Vara Cível de Brasília, determinou a suspensão imediata da expulsão e deu ao DC prazo de 72 horas para reintegrar Rebelo ao partido, sob multa de R$ 50 mil. A magistrada entendeu que a legenda não comprovou ter aberto o devido processo disciplinar antes de expulsá-lo.
Ao Estadão, Rebelo afirmou na época que as tratativas do DC para retirar ou impedir sua candidatura "estão eivadas de ilegalidades e irregularidades e serão derrubadas na Justiça". Até então, ele seguia se apresentando como pré-candidato à Presidência.
Joaquim Barbosa, por sua vez, desistiu da candidatura apesar de ter tirado o lugar de Rebelo. O DC agora tem uma nova pré-candidata: a advogada Clariana Barão. Houve, ainda, tratativas para retirar o nome da advogada e lançar Barbosa como vice de Zema, mas as articulações fracassaram.
O que muda na campanha de Caiado
A chegada de Aldo Rebelo como coordenador político sinaliza a intenção da campanha de Caiado de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade. A experiência do ex-ministro em diferentes governos e partidos pode contribuir para a formulação de propostas, embora sua trajetória recente tenha sido marcada por instabilidade partidária.
Para o eleitor, a nomeação indica uma aposta na articulação política como pilar da campanha. Resta observar como Rebelo exercerá o papel e qual impacto terá na estratégia eleitoral de Caiado. Eleições 2026: cenário e desafios Reforma política: o que está em jogo
Perguntas Frequentes
Quando foi anunciada a nomeação de Aldo Rebelo?
A nomeação foi anunciada nesta quinta-feira, 30, pela campanha de Ronaldo Caiado.
Quem fez o convite a Aldo Rebelo?
O convite partiu de Ronaldo Caiado e de Gilberto Kassab, vice na chapa e presidente nacional do PSD.
Qual foi o motivo da crise de Aldo Rebelo com o DC?
O DC trocou Rebelo por Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência em 16 de maio, gerando uma crise que culminou na expulsão do ex-ministro.
Aldo Rebelo está filiado a qual partido agora?
A fonte não informa a filiação atual de Aldo Rebelo. Ele foi expulso do DC em 22 de maio, mas a Justiça do DF suspendeu a expulsão em 9 de junho.