Economia

Cacau fecha em alta em Londres; café recua no pregão

ResumoO cacau encerrou o pregão de Londres com alta de 5,8%, atingindo a máxima de três semanas. O café arábica recuou 3,9% no mesmo dia. A valorização do cacau reflete demanda firme, enquanto a queda do café indica pressão de oferta. No Brasil, produtores e exportadores devem monitorar esses movimentos para ajustar contratos e estratégias de venda.

Cacau fecha em alta de 5,8% em Londres, após máxima de três semanas; café arábica recua 3,9%. Veja como isso afeta os preços no Brasil.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 27 de agosto de 2026
Cacau fecha em alta em Londres; café recua no pregão

O preço do cacau negociado em Londres fechou em alta de 5,8% nesta quinta-feira, a £4.485 por tonelada métrica, após tocar a máxima de três semanas de £4.525 no início do pregão. O movimento foi impulsionado pelas expectativas de que a colheita na Costa do Marfim, principal produtora mundial, possa começar de forma lenta, o que tenderia a limitar a oferta no curto prazo.

Os corretores apontaram que a queda esperada na produção da Costa do Marfim na próxima safra deve ajudar a criar um mercado mais equilibrado, depois de um grande excedente na safra 2025/26. Em Nova York, o contrato futuro de cacau também subiu, com alta de 5,9%, a US$6.173 por tonelada.

O café arábica, por outro lado, recuou 3,9%, a US$3,0965 por libra-peso, após atingir mínima de três semanas de US$3,0645. Segundo os corretores, o sentimento de curto prazo nos gráficos ficou "baixista" após a quebra de suportes importantes, embora a tendência de alta de longo prazo permaneça. O mercado segue sustentado pelo baixo nível dos estoques certificados na bolsa, que devem cair para o menor patamar em 26 anos. Os estoques somavam 224.617 sacas em 26 de agosto, ante 229.214 uma semana antes; no mesmo período do ano passado, eram 717.113 sacas.

O café robusta caiu 1,6%, a US$3.555 a tonelada. Já o açúcar bruto subiu 3,4%, a 18,19 centavos por libra, o maior nível desde meados de maio de 2025. Corretores atribuíram a alta às chuvas que retardaram a colheita da cana no centro-sul do Brasil e à maior destinação de cana para etanol por algumas usinas. O açúcar branco avançou 2%, a US$524,30 a tonelada.

Para o consumidor, a alta do cacau tende a pressionar o preço do chocolate, enquanto a queda do café pode aliviar o custo da bebida no varejo, dependendo da velocidade de repasse. O açúcar em alta também pode impactar alimentos processados. Acompanhe os próximos pregões para calibrar expectativas. preço do café no varejo impacto do açúcar na inflação

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