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Brava (BRAV3) tem lucro líquido de R$ 871 mi no 2º tri, queda de 17%

Brava (BRAV3) tem lucro líquido de R$ 871 mi no 2º tri, queda anual de 17%

A Brava Energia (BRAV3) divulgou nesta quarta-feira (5) seu balanço do segundo trimestre. A petroleira brasileira, controlada por Votorantim e CPP Investments, registrou lucro líquido de R$ 871 milhões, queda de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado veio acompanhado de recordes de receita e Ebitda ajustado, graças ao maior preço de venda do petróleo, ao avanço operacional e à melhora no desempenho comercial.

O que explica a queda do lucro da Brava no 2º tri?

Apesar do lucro menor na base anual, o trimestre teve pontos fortes. O Ebitda ajustado somou R$ 1,774 bilhão entre abril e junho, alta de 33% ante o mesmo período de 2025 e de 9% frente ao primeiro trimestre. A receita líquida alcançou R$ 3,6 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e de 15% na base trimestral.

Em dólar, a receita líquida atingiu recorde de US$ 712 milhões no segundo trimestre. O Ebitda ajustado chegou a US$ 341 milhões, também um recorde para a companhia, segundo a empresa.

Recordes de produção e preço do petróleo

A produção média total ficou em 81,7 mil barris de óleo equivalente por dia no trimestre. O número representa crescimento de 8% ante o primeiro trimestre, embora tenha recuado 5% na comparação anual.

O preço médio de venda do petróleo subiu para US$ 91,4 por barril, alta de 46% na comparação anual e de 23% frente ao primeiro trimestre. Esse avanço foi um dos principais motores do desempenho, segundo a companhia.

Rentabilidade e caixa: o que mudou?

A companhia apurou índice de rentabilidade (ROAE) de 21,6%, queda de 19,6 pontos percentuais. A posição de caixa encerrou junho em US$ 965 milhões.

O lifting cost, excluindo custos de afretamento, ficou em US$ 16,3 por barril de óleo equivalente no trimestre. O valor compara com US$ 15,0 um ano antes e US$ 14,2 no primeiro trimestre.

Dívida em queda: quinto trimestre consecutivo de redução

A Brava afirmou ter completado o quinto trimestre consecutivo de redução da dívida líquida. O índice de alavancagem encerrou o período em 1,97 vez, ou 1,55 vez excluindo o impacto de hedge. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 3,11 vezes.

O que vem pela frente: Papa-Terra, Atlanta e Ecopetrol

A campanha de perfuração em Papa-Terra e Atlanta segue dentro do cronograma e do orçamento, após marcos operacionais obtidos em julho. A empresa também inaugurou seu Centro de Operações Integradas na Bacia Potiguar.

A oferta pública da Ecopetrol foi concluída, com liquidação prevista para 17 de agosto. Para quem acompanha o setor de óleo e gás, os próximos balanços devem mostrar se a tendência de receita recorde se mantém.

Perguntas Frequentes

A Brava teve prejuízo no segundo trimestre?

Não. A Brava teve lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre, embora 17% menor que o do mesmo período do ano passado. A queda reflete uma base de comparação elevada, não um resultado negativo.

O que foi destaque no balanço da Brava?

Os recordes de receita líquida (US$ 712 milhões) e Ebitda ajustado (US$ 341 milhões) em dólar, além do preço médio do petróleo em US$ 91,4 por barril.

Como está a dívida da Brava?

A alavancagem caiu para 1,97 vez, ou 1,55 vez excluindo hedge, completando o quinto trimestre consecutivo de redução da dívida líquida.

Quando a oferta da Ecopetrol será liquidada?

A liquidação está prevista para 17 de agosto, conforme informou a Brava.

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Bianca Solano
Repórter de finanças pessoais
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