Cota de carne dos EUA beneficia Brasil e mitiga taxa da China
A ampliação temporária de cota dos EUA para carne bovina magra deve beneficiar exportações brasileiras, ajudando a mitigar tarifas chinesas, diz Abrafrigo. Medida começa em 1º de setembro.
A ampliação temporária de uma cota dos Estados Unidos para importação de carne bovina magra deve beneficiar as exportações brasileiras, o que ajuda a mitigar o efeito de tarifas chinesas que afetam os embarques do maior exportador global. A avaliação é da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), divulgada nesta quinta-feira (27).
Na véspera, a Casa Branca anunciou a decisão do governo Trump de ampliar temporariamente em 300 mil toneladas a cota para importação de carne bovina magra, incluindo aparas ("trimmings") destinadas principalmente à produção de carne moída, com tarifa reduzida, por 90 dias. A medida começa a vigorar em 1º de setembro e será distribuída em três parcelas mensais de 100 mil toneladas.
Para o presidente-executivo da Abrafrigo, Paulo Mustefaga, a medida "poderá contribuir para mitigar os efeitos do esgotamento da cota de exportação para a China, abrindo uma alternativa adicional para a carne bovina brasileira no mercado norte-americano justamente em um período de maior pressão sobre o comércio internacional".
A associação ressalta que, ainda que temporária, a ampliação poderá melhorar as condições de competitividade da carne brasileira nos EUA, que hoje é o segundo importador do produto, atrás apenas da China. impacto da tarifa chinesa sobre exportações de carne
A medida chega em momento de pressão sobre o comércio internacional, com a China, principal destino da carne bovina brasileira, aplicando tarifas que afetam os embarques. A alternativa norte-americana, mesmo que por prazo limitado, oferece uma rota adicional para o escoamento da produção nacional.
Para o consumidor, o efeito prático é indireto: ao manter o fluxo de exportações, a medida contribui para equilibrar a oferta interna e os preços no mercado doméstico, embora o impacto dependa da dinâmica de cada frigorífico. como tarifas afetam preço da carne no Brasil