Economia

Bolsas da Europa recuam com Brent acima de US$ 100

ResumoAs bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (9), com o índice Stoxx 600 recuando 1,41%, pressionado pela escalada entre EUA e Irã e pelo petróleo Brent acima de US$ 100. O movimento ocorreu na véspera da decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deve sinalizar política monetária restritiva.

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (9), pressionadas pela escalada entre EUA e Irã e pelo Brent acima de US$ 100. Stoxx 600 recuou 1,41%, na véspera da decisão do BCE.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 09 de setembro de 2026
Bolsas da Europa recuam com Brent acima de US$ 100

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (9), pressionadas pela nova escalada entre Estados Unidos e Irã e pelo avanço do petróleo e do gás natural. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,41%, aos 640,41 pontos, no nível mais baixo desde o final de julho.

Com a escalada das tensões no Oriente Médio, o petróleo tipo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, reforçando receios de inflação persistente e juros elevados por mais tempo, na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,31%, aos 10.670,06 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,66%, aos 25.576,45 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve baixa de 1,94%, a 8.156,67 pontos.

O que dizem os bancos sobre o impacto do petróleo

"Preços mais altos do petróleo significam expectativas de inflação mais elevadas, o que também implica maiores chances de aumentos nas taxas de juros e rendimentos mais altos dos títulos", afirmou Kiran Ganesh, diretor-gerente e chefe global de comunicações de investimento do UBS. "Portanto, o petróleo é o principal fator impulsionador e vem causando um impacto negativo cumulativo sobre as ações nos últimos dias", acrescentou.

O ING avaliou que os novos ataques afastam uma retomada das negociações entre Washington e Teerã, elevando temores inflacionários. Já o Deutsche Bank alertou que o choque de energia, somado à seca e às ondas de calor, tende a pressionar a inflação de alimentos nos próximos trimestres.

Com isso, o mercado praticamente precifica alta de 25 pontos-base pelo BCE nesta quinta-feira (10), para 2,5% na taxa de depósito.

Bancos pressionam, energia sobe

Entre os destaques corporativos, os bancos estiveram entre os principais focos de pressão, com o setor em queda de 1,77%. Santander recuou 1,11%, BNP Paribas perdeu cerca de 1,87% e HSBC recuou perto de 2%, em meio também a receios de maior tributação sobre o setor na Europa.

O setor de energia foi o único em território positivo, com alta de 0,3%, enquanto todos os outros principais setores registraram queda. O índice de volatilidade Euro Stoxx subiu 2,17 pontos, atingindo seu nível mais alto em uma semana.

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