BofA gasta US$ 250 mi por ano com GLP-1: impacto nos funcionários
BofA gasta US$ 250 mi por ano com GLP-1 para seus funcionários: "Grande impacto"
O Bank of America está desembolsando US$ 250 milhões ou mais por ano com medicamentos GLP-1 para seus funcionários, e o CEO Brian Moynihan afirma que o benefício vale o custo elevado. O valor integra um pacote anual de US$ 2 bilhões em saúde para os colaboradores do banco, que tem US$ 436 bilhões em ativos. Os funcionários podem arcar com o prêmio ou copagamento, mas o gigante de Wall Street cobre o restante da conta, o equivalente a quase um quarto de bilhão de dólares por ano.
O que o BofA diz sobre o custo dos GLP-1
"O que vemos é um grande impacto nos colaboradores", disse Moynihan recentemente em entrevista à CNBC. "Sempre nos preocupamos com o bem-estar mental e físico." O executivo destacou que o investimento em saúde vale a pena para manter uma força de trabalho mais saudável.
"Está reduzindo a incidência de problemas cardíacos no curto prazo entre as pessoas que tomam, mesmo que não tenham todas as características de risco", continuou o CEO. "Esse é o retorno." Moynihan reconheceu que o banco pode não perceber todos os benefícios de longo prazo, já que alguns funcionários podem sentir os efeitos à saúde apenas anos depois de deixarem a empresa.
"É a coisa certa a fazer pelos seus colegas de equipe... Fazemos isso porque queremos ser um ótimo lugar para trabalhar", afirmou. "Tem sido fascinante observar o comportamento dos nossos colegas com esses ajustes, a perda de peso. Monitoramos isso, damos a eles coaches e tudo mais, e é um bom investimento da nossa parte."
GLP-1 como benefício corporativo: o cenário atual
Os medicamentos para emagrecimento se tornaram um benefício corporativo popular. Quase um terço dos trabalhadores diz que trocaria de emprego para ter cobertura de GLP-1, segundo pesquisa da corretora de seguros NFP. Cerca de 11% dos adultos nos EUA atualmente tomam esses medicamentos para perda de peso, um salto em relação aos 3% de dois anos atrás, de acordo com análise recente da Gallup.
Embora 60% dos empregadores digam que oferecem cobertura de GLP-1 apenas para diabetes, cerca de 36% também cobrem para diabetes e perda de peso, conforme estudo recente do IFEBP.
Por que algumas empresas estão cortando a cobertura
No início deste ano, a gigante de consultoria PwC anunciou que não cobriria mais GLP-1 como benefício exclusivamente para perda de peso, citando "custos crescentes e rápidos". A empresa disse que continuaria a oferecer o medicamento "quando prescrito para condições alinhadas com padrões estabelecidos de cuidado, como diabetes tipo 2, mas não será incluído na cobertura farmacêutica para controle de peso".
Mais de um quarto das grandes corporações estão endurecendo os critérios de cobertura de GLP-1 em 2026 ou 2027, de acordo com análise da Mercer. Cerca de 11% desses grandes empregadores já eliminaram, ou planejam eliminar, a cobertura dos medicamentos para perda de peso neste ano ou no próximo.
A Cigna, empresa de serviços de saúde, parou de cobrir medicamentos GLP-1 para emagrecimento, incluindo Wegovy e Zepbound, em seu plano de saúde corporativo em julho. A empresa disse que fez a mudança "à medida que a disponibilidade aumentou e novas opções surgiram", mantendo acesso a programas e recursos de controle de peso.
A HCA Healthcare, que emprega centenas de milhares de trabalhadores em seus hospitais e centros médicos, parou de cobrir os medicamentos para perda de peso em janeiro, depois que o uso de GLP-1 em seu plano corporativo disparou 90% apenas em 2025. A empresa ainda cobre o medicamento para diabetes.
Quanto custa o tratamento com GLP-1 hoje
Os preços caíram graças à alta demanda, cortes de preços dos fabricantes, opções diretas ao consumidor e novos programas governamentais. Uma dose inicial de Wegovy está disponível por apenas US$ 149 por mês, em comparação com US$ 1.600 por mês quando foi lançada nos EUA em 2021. No programa de gerenciamento de GLP-1 da Amazon One Medical, pessoas com seguro podem conseguir os medicamentos por apenas US$ 25 por mês.
Apesar da queda de preços, o aumento da demanda e o uso de longo prazo colocaram os empregadores em uma situação financeira delicada. O caso do BofA mostra um caminho oposto ao de outras grandes empresas: em vez de cortar, o banco aposta no benefício como ferramenta de retenção e saúde preventiva.
O que isso significa para você
Se você é funcionário de uma grande empresa, a tendência de endurecer critérios pode afetar sua cobertura. Se o GLP-1 é prescrito apenas para perda de peso, há risco de perder o benefício. Se for para diabetes tipo 2, a cobertura tende a continuar. Antes de contar com o medicamento, verifique as regras do seu plano e o que a empresa decidiu para 2026.
Para empregadores, o caso do BofA ilustra um dilema: o custo alto versus o potencial retorno em saúde e produtividade. Moynihan aposta no curto prazo, com menos problemas cardíacos. Mas nem toda empresa tem US$ 436 bilhões em ativos para sustentar a conta.
Perguntas Frequentes
O Bank of America paga integralmente os GLP-1 dos funcionários?
Não integralmente. Os funcionários podem ter que arcar com o prêmio ou copagamento, mas o banco cobre o restante da conta, que soma US$ 250 milhões ou mais por ano.
Por que o CEO do BofA defende o investimento em GLP-1?
Brian Moynihan afirma que o medicamento reduz a incidência de problemas cardíacos no curto prazo, mesmo em pessoas sem todas as características de risco, e que o investimento ajuda a manter uma força de trabalho mais saudável.
Quais empresas cortaram a cobertura de GLP-1 para perda de peso?
A PwC, a Cigna e a HCA Healthcare são exemplos citados. A PwC não cobre mais para perda de peso, a Cigna parou em julho e a HCA parou em janeiro, após alta de 90% no uso em 2025.
Quanto custa o Wegovy hoje?
Uma dose inicial de Wegovy está disponível por US$ 149 por mês, contra US$ 1.600 quando lançado em 2021. Na Amazon One Medical, com seguro, o custo pode ser de US$ 25 por mês.
Qual a porcentagem de adultos nos EUA que tomam GLP-1?
Cerca de 11% dos adultos americanos tomam GLP-1 para perda de peso, segundo a Gallup, ante 3% dois anos antes.
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