Economia

Bienal bate recorde de público: veja livros mais vendidos

ResumoA 28ª Bienal do Livro de São Paulo reuniu cerca de 760 mil visitantes no Distrito Anhembi, superando os 722 mil registrados em 2024. O evento gerou aumento expressivo de faturamento para as editoras participantes, que divulgaram a lista dos títulos mais vendidos durante os dias de programação.

A 28ª Bienal do Livro de São Paulo reuniu cerca de 760 mil visitantes no Distrito Anhembi, superando os 722 mil de 2024. Editoras relataram aumentos expressivos de faturamento e listaram os títulos mais vendidos do evento.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 15 de setembro de 2026
Bienal bate recorde de público: veja livros mais vendidos

A 28ª Bienal do Livro de São Paulo encerrou neste domingo, 13, com cerca de 760 mil visitantes ao longo dos 10 dias no Distrito Anhembi. O número supera os 722 mil da edição de 2024 e, segundo a organização, configura a "maior edição da história" do evento. A média de faturamento dos expositores cresceu 57% na comparação com a Bienal anterior.

A programação começou em 4 de setembro e ocupou dois fins de semana. Corredores lotados e filas em estandes e ativações marcaram boa parte dos dias. Houve cancelamentos de última hora, como os da ministra do STF Carmen Lúcia e da biógrafa de Freddie Mercury, Lesley-Ann Jones, sem que o andamento geral fosse comprometido.

O que as editoras relataram

Os números variam conforme o porte de cada casa editorial. A Companhia das Letras registrou alta de 67% no faturamento e 55% no volume de vendas em relação à edição anterior, somando selos como Bloom Brasil, Seguinte e Paralela. O CEO Luiz Schwarcz descreveu o evento como "a Bienal da esperança, pela presença maciça de jovens com entusiasmo e amor pelos livros". Raphael Montes emplacou oito títulos entre os mais vendidos da editora.

Outras casas apresentaram avanços mais expressivos. A Buzz Editora relatou crescimento de 360% nas vendas, impulsionado pelo selo Neon, voltado ao público jovem, com três autoras brasileiras responsáveis por mais de 4 mil livros vendidos. Já uma editora detentora de direitos de autores clássicos informou ter superado em duas vezes e meia o faturamento de 2024.

Entre as tendências consolidadas, aparecem os Book Charms (livros em formato de chaveiro) e o uso de cashback dos ingressos para compras no local. O público jovem compareceu em peso, comprando obras de autores com sucesso em redes sociais, como Lynn Painter e Ali Hazelwood. Muitos dos títulos mais vendidos passam de 500 páginas.

O caso do estande Fruto Proibido

Ganhou repercussão um episódio envolvendo um homem mascarado como o personagem Ghostface que, no estande da Fruto Proibido, protagonizou vídeos em que beijava e fazia atos sugestivos com visitantes. A editora alega que não contratou o indivíduo, que compareceu fantasiado de maneira espontânea.

A lista completa de títulos mais vendidos por editora está disponível no levantamento original, com recortes de Companhia das Letras, Intrínseca, Record, Sextante, Arqueiro, Globo, Alt e outras casas presentes ao evento.

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