Economia

Assaí (ASAI3) nega combinação de negócios com Grupo Muffato

ResumoAssaí (ASAI3) negou formalmente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) qualquer negociação de combinação de negócios, fusão ou transferência de controle com o Grupo Muffato, em resposta a notícia veiculada pela revista Veja. A varejista também divulgou resultados do 2T26, registrando lucro líquido de R$ 537 milhões.

O Assaí (ASAI3) negou à CVM qualquer negociação de combinação de negócios, fusão ou transferência de controle com o Grupo Muffato, após notícia da Veja. A varejista também apresentou os resultados do 2T26, com lucro de R$ 537 milhões.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 12 de agosto de 2026
Assaí (ASAI3) nega combinação de negócios com Grupo Muffato

Assaí (ASAI3) nega potencial combinação de negócios com o Grupo Muffato; entenda

O Assaí (ASAI3) prestou esclarecimentos ao mercado após circular na mídia uma potencial combinação de negócios entre a companhia e o Grupo Muffato. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a varejista negou o andamento de negociação ou consideração envolvendo uma combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle. Em comunicado divulgado na noite de terça-feira (13), o Assaí ressaltou ainda que não conta com acionista ou grupo de acionistas controlador em sua composição societária.

O que diz o esclarecimento do Assaí à CVM

O esclarecimento responde a questionamentos da CVM, a "xerife" do mercado de capitais, sobre notícia veiculada na Veja. Segundo a publicação, o Grupo Muffato estaria dando passos para se aproximar do Assaí, com evolução da participação dos empresários Ederson e Everton Muffato, além de busca por maior influência societária.

O Grupo detém 11,9% do capital social do Assaí, uma das mais elevadas posições de acionistas, após início da posição no ano passado. De acordo com o veículo, os empresários transformaram parte relevante da exposição em ações e pediram ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorização para continuar investindo e exercer direitos políticos.

O Assaí afirma que não concedeu aos referidos investidores quaisquer direitos especiais, acesso diferenciado a informações ou prerrogativas de governança além daqueles previstos na Lei das S.A., na regulamentação aplicável da CVM e no Estatuto Social.

Governança e conformidade: o que diz o comunicado

"Qualquer eventual exercício de direitos políticos ou indicação de membros ao Conselho de Administração por acionista que também atue no mesmo setor deverá observar a legislação aplicável, a análise do Cade, o Estatuto Social da companhia e as regras internas de governança, confidencialidade, isonomia e conflitos de interesses", diz o documento.

A companhia também destacou que, no curso ordinário de sua gestão, avalia continuamente alternativas de desenvolvimento de negócios e criação de valor para a companhia e seus acionistas. "Não havendo, nesta data, qualquer fato concreto ou operação em curso que enseje divulgação de fato relevante."

Resultados do 2T26: lucro de R$ 537 milhões

Na última semana, o Assaí reportou os números do segundo trimestre de 2026 (2T26). O lucro líquido contábil pré-IFRS16 foi de R$ 537 milhões, avanço de 103,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em bases recorrentes, o lucro somou R$ 344 milhões, alta de 93,6%.

A receita bruta atingiu R$ 21,4 bilhões, crescimento de 2,4% na comparação anual, impulsionada pelo fluxo recorde de clientes, que superou 40 milhões de consumidores por mês, alta de 3,4%. A receita líquida atingiu R$ 19,2 bilhões, alta de 0,9%.

Vendas mesmas lojas e participação de mercado

As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,9%, enquanto o ganho de participação de mercado foi de 0,3 ponto percentual. Segundo a companhia, "o desempenho ocorreu mesmo em um ambiente ainda marcado pelo elevado endividamento das famílias, juros altos e pressão sobre o poder de compra dos consumidores de menor renda".

A rentabilidade permaneceu resiliente ao longo do trimestre. O lucro bruto avançou 3,2%, para R$ 3,27 bilhões, com margem bruta de 17,1%, expansão de 0,4 ponto percentual sobre um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou praticamente estável em R$ 1,07 bilhão, com margem de 5,6%, recuo de apenas 0,1 ponto percentual.

O que muda para o investidor com a negativa do Assaí

A negativa do Assaí à CVM remove, ao menos por ora, a tese de uma combinação de negócios com o Grupo Muffato. O mercado, que especulava sobre uma possível fusão ou transferência de controle, agora precisa recalibrar as expectativas. A posição de 11,9% do Grupo Muffato segue relevante, mas a companhia afirma que não há operação em curso.

Para o investidor, o foco volta aos fundamentos operacionais. O 2T26 mostrou lucro em forte alta, mas a receita líquida cresceu apenas 0,9%, indicando um ambiente de consumo ainda pressionado. O endividamento das famílias e os juros altos seguem como vetores de risco para o setor.

Perguntas Frequentes

O Assaí confirmou negociação com o Grupo Muffato?

Não. O Assaí negou à CVM qualquer negociação ou consideração envolvendo combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle com o Grupo Muffato.

Qual a participação do Grupo Muffato no Assaí?

O Grupo Muffato detém 11,9% do capital social do Assaí, uma das mais elevadas posições de acionistas da companhia.

O que o Assaí disse sobre direitos especiais aos acionistas?

O Assaí afirmou que não concedeu aos investidores do Grupo Muffato quaisquer direitos especiais, acesso diferenciado a informações ou prerrogativas de governança além dos previstos na Lei das S.A., na regulamentação da CVM e no Estatuto Social.

Quais foram os resultados do Assaí no 2T26?

O lucro líquido contábil pré-IFRS16 foi de R$ 537 milhões, alta de 103,4%. A receita bruta atingiu R$ 21,4 bilhões, com crescimento de 2,4%.

O que motivou o esclarecimento do Assaí à CVM?

A CVM questionou o Assaí sobre notícia veiculada na Veja, que afirmava que o Grupo Muffato estaria se aproximando da companhia com evolução da participação dos empresários Ederson e Everton Muffato.

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