Arrecadação federal tem alta real de 8,97% em julho e atinge recorde
A arrecadação do governo federal somou R$ 289,346 bilhões em julho, uma alta real de 8,97% sobre o mesmo mês do ano anterior. Foi o melhor resultado para o mês na série histórica iniciada em 1995, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta terça-feira.
Sem o ganho considerado não recorrente, o desempenho seria menor. O fisco apontou um incremento de R$ 3,161 bilhões em imposto de exportação de petróleo, medida temporária criada para enfrentar os efeitos da guerra no Oriente Médio. Excluindo esse valor, as receitas administradas pelo fisco teriam alta real de 6,44%.
As receitas administradas pela Receita somaram R$ 268,859 bilhões no mês, alta real de 7,71% ante julho de 2025. Já as receitas de outros órgãos públicos, sensibilizadas pela comercialização de petróleo, totalizaram R$ 20,486 bilhões, com aumento real de 28,87%.
Entre os destaques, as receitas previdenciárias cresceram 5,50% em termos reais. O resultado reflete o aumento da massa salarial, ganhos do Simples Nacional e a reoneração da folha de setores da economia. A arrecadação de Imposto de Renda sobre ganhos de capital subiu 29,47%, enquanto IR de empresas e CSLL avançaram 4,52%.
No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação totalizou R$ 1,877 trilhão, com crescimento real de 6,98% na comparação com o mesmo período de 2025. Para o bolso do contribuinte, o recorde indica maior esforço fiscal do governo, mas também reflete fatores pontuais, como o imposto sobre exportação de petróleo, que pode não se repetir nos próximos meses.