Origem Energia: gás natural e soluções integradas impulsionam expansão
A busca global por segurança energética e diversificação de matrizes tem impulsionado a expansão de companhias dedicadas a fontes domésticas no Brasil. Nesse cenário, a Origem Energia estruturou sua operação focando no desenvolvimento do gás natural terrestre e na integração de infraestrutura. Com presença em quatro Estados, a empresa mira R$ 2 bilhões em receitas para 2026.
Segundo o CEO e cofundador, Luiz Felipe Coutinho, a criação da companhia, há cerca de dez anos, veio após identificar que a indústria nacional de gás natural sofria com concentração excessiva. Em participação no Expert Talks, com Fernando Ferreira e Regis Cardoso, da XP, ele afirmou que a proposta inicial era mudar o modelo de importação de combustíveis. "A Origem sempre foi pensada como uma empresa de soluções energéticas integradas para mudar um modelo que a gente julgava errado no Brasil", disse.
Nos primeiros anos, a empresa aproveitou oportunidades da concentração petrolífera tradicional. Foi única ofertante na aquisição do Polo Tucano Sul, na Bahia, primeiro ativo de gás natural alienado pela Petrobras. Depois, comprou o Polo Alagoas, área com potencial de expansão de reservas.
Embora o petróleo possa ter margens maiores no curto prazo com Brent alto, a previsibilidade dos contratos de gás oferece proteção de caixa em horizontes de 10 a 15 anos. "Muito provavelmente o gás vai ter uma economicidade mais interessante que o nível do Brent", afirmou Coutinho.
No 2º trimestre de 2026, a Origem atingiu produção média de 16,9 mil barris de óleo equivalente por dia, alta de quase 40% ante o 1º trimestre e de 28,2% contra 2025, impulsionada por intervenções no Polo Alagoas. Após vencer o LRCAP 2026, prevê sete usinas termelétricas a gás em Alagoas, com operações em 2028 e investimentos de R$ 2 bilhões.
A companhia também aposta na posição do Brasil no Atlântico Sul para exportar soluções energéticas. "Os próximos cinco anos a gente está começando a escrever agora. É muito promissor", concluiu o CEO.