Economia

Negociadores de Brasil e EUA voltam a se reunir na segunda

ResumoNegociadores de Brasil e EUA retomam reunião na segunda-feira, 31, para discutir ampliação de exceções à tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O encontro foi destravado após telefonema entre Lula e Trump. A pauta busca reduzir impacto comercial e ampliar lista de itens isentos.

Negociadores de Brasil e EUA voltam a se reunir na segunda-feira, 31, para tentar ampliar exceções à tarifa de 25% imposta a produtos brasileiros. Reunião foi destravada após telefonema entre Lula e Trump.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 25 de agosto de 2026
Negociadores de Brasil e EUA voltam a se reunir na segunda

Negociadores de Brasil e EUA voltam a se reunir na segunda-feira, 31, às 14h30, em encontro que pode reduzir o impacto da tarifa de 25% sobre exportações brasileiras. A reunião entre o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, foi destravada após telefonema entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

Na sexta-feira, 21, Lula e Trump conversaram por uma hora e 20 minutos. Segundo a Secom, Lula reiterou o pedido para que os dois países insistam na negociação para retirar o tarifaço, e Trump "concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes voltassem a se reunir o mais brevemente possível".

A tarifa de 25% foi justificada pelos EUA como "punição" por práticas comerciais consideradas desleais, após investigação que envolveu temas como Pix, etanol e desmatamento na Amazônia. Além dela, o Brasil enfrenta taxação de 12,5% sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado.

Segundo dados do MDIC, a tarifa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras aos EUA, o equivalente a US$ 7,4 bilhões com base nos embarques de 2024. Na pauta de 2025, a participação cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões.

No começo de agosto, os EUA aceitaram as consultas pedidas pelo Brasil na OMC, e a China solicitou participação. Para Márcio Elias Rosa, o aceite foi positivo, "porque eles podiam simplesmente ignorar".

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