Espanha domina Argentina, é bicampeã e faz história no século 21
Após 16 anos, a Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, em Nova Jersey. Com a conquista, a Fúria se tornou a primeira seleção bicampeã no século 21, superando França e Argentina, que venceram apenas uma cada no período. A vitória
Após 16 anos, Espanha domina Argentina e é a primeira bicampeã do século 21
A Espanha voltou ao topo do futebol mundial após 16 anos de espera. Neste domingo (19), em Nova Jersey, a Fúria venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação e se tornou bicampeã da Copa do Mundo. É a primeira seleção a conquistar duas Copas dentro do século 21, feito que nem França nem Argentina alcançaram no período, apesar de ambas terem chegado a três finais cada desde 2002.
O amasso de 120 minutos que deu o título à Espanha
A vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, atual dona da taça, veio após um domínio espanhol durante os 120 minutos de jogo. A Fúria não apenas segurou o ataque argentino, mas impôs um ritmo que os comentaristas chamaram de "amasso". O gol da conquista saiu do banco de reservas: Ferran Torres, atacante de 26 anos, marcou na prorrogação, assim como Andrés Iniesta fez em 2010.
Torres e Iniesta têm algo em comum além do gol decisivo em finais de Copa. Ambos vestiam a camisa do Barcelona no momento em que decidiram o título para a Espanha. Diferentemente de Iniesta, revelado no clube catalão, Torres é cria do Valência e passou pelo Manchester City antes de chegar ao Barça.
A nova geração que recolocou a Espanha no topo
Muitos dos ídolos da conquista de 2010 estiveram em Nova Jersey para testemunhar o feito. Iker Casillas, Xavi Hernández, Carles Puyol, Andrés Iniesta e até Joan Capdevilla, liberado de última hora para viajar aos Estados Unidos, acompanharam a sonhada segunda estrela. Mas o título de 2026 tem a cara de uma nova geração.
Com a sexta menor média de idade da Copa (26,2 anos), a Espanha deixou um recado claro para 2030, quando será uma das sedes: é favorita para buscar o tri. Nomes como os meias Gavi e Pedri e o atacante Nico Williams sequer terão completado 30 anos a caminho do terceiro Mundial. Mesmo veteranos como o volante Rodri (terá 34 anos) ou o lateral Marc Cucurella (32) podem chegar lá.
Lamine Yamal: o mais jovem campeão desde Ronaldo
O atacante de 19 anos é o mais jovem campeão mundial desde Ronaldo, que tinha 17 anos no tetra, em 1994. Detalhe: o brasileiro nem a campo foi naquela campanha, enquanto Yamal é a estrela da companhia espanhola, apesar de atuação discreta neste domingo. O craque se tornou o quarto mais novo da história a vencer uma Copa. O líder da estatística? Pelé, na Suécia, em 1958, com 17 anos e 249 dias.
Marcos históricos: unificação de títulos e invencibilidade recorde
A Espanha atingiu dois marcos históricos com a conquista deste domingo. É a primeira vez que um país assegura, de forma simultânea, os títulos mundiais em ambos os gêneros. A Fúria foi campeã do mundo feminina em 2023, na edição realizada na Austrália e na Nova Zelândia. No ano que vem, o Brasil sediará a Copa das mulheres, e as espanholas tentarão manter a unificação das taças.
Além disso, a Espanha tornou-se a seleção com mais jogos de invencibilidade na história, e justamente em uma final de Copa. Com o triunfo sobre a Argentina, são agora 38 partidas sem derrotas, superando a sequência da Itália entre 2018 e 2021. Curiosamente, a série positiva teve início contra o Brasil de Dorival Júnior, em um empate por 3 a 3, em 26 de março de 2024, na capital Madri.
O adeus de Messi e o recorde de Mbappé
Do lado argentino, frustração pelo adiamento do sonho do tetra e do desejo de "vingar" a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, quando Diego Maradona foi suspenso durante o torneio por doping. Sem esquecer do adeus de Lionel Messi às Copas. Aos 39 anos, no sexto Mundial da carreira, o camisa 10 se despede com o título de 2022, dois vices (2014 e 2026) e o posto de segundo maior artilheiro da história do evento, com 21 gols.
Durante boa parte da Copa, Messi liderou a estatística, assumida na estreia, na vitória por 3 a 0 sobre a Argélia. Ele, porém, foi ultrapassado no último sábado (18) pelo também atacante Kylian Mbappé. O francês chegou a 22 gols na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, em Miami (Estados Unidos), na disputa do terceiro lugar.
O que esperar da Espanha em 2030
A Fúria agora faz parte do grupo seleto de bicampeões mundiais, que também tem Uruguai e França, além, claro, daqueles com três ou mais títulos, como os próprios argentinos e o maior de todos os ganhadores e único penta, o Brasil. Se ainda está longe do Brasil na lista de títulos, a Espanha pode se orgulhar de ser a primeira seleção a vencer a Copa do Mundo duas vezes dentro do século 21. Desde 2002, que teve o Brasil como o grande vencedor, a França e a Argentina chegaram em três finais, mas venceram apenas uma cada.
Com a base jovem e a experiência dos veteranos, a Espanha chega a 2030 como favorita natural. A caminhada até o tri começa agora, com a certeza de que a Fúria não é mais uma promessa: é uma potência consolidada do futebol mundial.
Perguntas Frequentes
Quantas Copas do Mundo a Espanha tem?
A Espanha tem dois títulos mundiais: 2010 (África do Sul) e 2026 (Estados Unidos).
Quem marcou o gol da final de 2026?
Ferran Torres marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Argentina, na prorrogação.
Qual a invencibilidade atual da Espanha?
A Espanha está invicta há 38 partidas, a maior sequência da história do futebol masculino.
Lamine Yamal é o mais jovem campeão mundial?
Sim, com 19 anos, ele é o mais jovem desde Ronaldo (1994) e o quarto mais novo da história, atrás apenas de Pelé (1958) e outros.
Messi jogou a final de 2026?
Sim, Messi jogou sua sexta Copa do Mundo aos 39 anos. A Argentina perdeu a final para a Espanha por 1 a 0.
Quem é o maior artilheiro da história das Copas?
Kylian Mbappé ultrapassou Messi no último sábado (18) e agora lidera com 22 gols. Messi tem 21.
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