Teleférico do Alemão: recuperação entra na reta final
Desativado desde 2016, o Teleférico do Alemão inicia a troca dos cabos de sustentação. Obras devem ser concluídas em fevereiro, com entrega prevista para junho do próximo ano.
O Teleférico do Alemão, desativado desde outubro de 2016 por falta de manutenção em meio à crise financeira do estado, começa na próxima semana a troca dos cabos de sustentação das gôndolas. Após dez anos de promessas, a nova data para conclusão das obras é fevereiro. Ainda serão feitos testes com e sem carga até a entrega à Secretaria estadual de Transportes em junho do próximo ano. Não há previsão de quando os moradores poderão voltar a usar o transporte.
Inaugurado em julho de 2011 como grande obra para a cidade, o teleférico operou por apenas cinco anos e três meses. Mesmo sem novos imprevistos, as gôndolas ficarão mais tempo paradas do que funcionando. O custo final da recuperação será de R$ 251 milhões, segundo o governo, incluindo reforma das seis estações (Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé e Paineiras), compra de materiais importados e instalação da nova tecnologia.
Em 2022, o então governador Cláudio Castro previa gastar R$ 170 milhões e retomar o serviço em dois anos. O cronograma não foi cumprido e o orçamento foi revisto. "Os cabos novos são mais resistentes que os originais, tendo uma vida útil de dez anos, o dobro do material inicial. Além disso, as gôndolas passaram por uma modernização. Um novo sistema melhorará a ventilação interna e também impedirá a entrada de água da chuva", disse o secretário estadual de Obras Públicas, Pablo Villarim.
A equipe do governador em exercício Ricardo Couto, no cargo desde março, precisou renegociar contratos. Um ponto de preocupação era a garantia dos cabos da multinacional francesa Poma, que concordou em ampliar o prazo de cinco para dez anos sem custo adicional. Também foram recuperadas as instalações que abrigaram a UPP na estação Alemão, além de escadas rolantes, elevadores, sistema de som e câmeras de segurança. Na crise de 2016, contratos de segurança foram rescindidos e os espaços invadidos e saqueados. A estação Bonsucesso, onde foram armazenadas as 152 gôndolas, ficou mais preservada.
As peças de reposição, importadas da Suíça, chegaram há pouco mais de um ano e estão no Comando de Operações Especiais da PM, em Ramos. A instalação dos cabos começa com o transporte de 78 toneladas de bobinas até as estações Palmeiras e Adeus. A logística deve durar três dias e foi adiada por causa da chuva. Cerca de 150 operários trabalharão na substituição, com uso de guincho especial para manter os cabos tracionados. O percurso total é de 3,5 quilômetros.
A Secretaria da Casa Civil ainda estuda o plano de serviços nas estações, que será definido após conversa com o governador eleito em outubro. Caberá ao novo chefe do Executivo decidir sobre a operação e a cobrança de passagens. obras de infraestrutura no Rio de Janeiro