Economia

AngloGold retoma planta em MG e processa todo ouro no Brasil

ResumoAngloGold Ashanti retomou a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), após investimentos de R$ 105 milhões. A retomada permite à empresa processar internamente todo o concentrado de ouro produzido no Brasil, eliminando a necessidade de envio do material para o exterior. A unidade amplia a capacidade de refino e agrega valor à produção nacional.

A AngloGold Ashanti retomou a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), após investimentos de R$ 105 milhões. Com isso, a empresa volta a processar internamente todo o concentrado de ouro produzido no Brasil.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 26 de agosto de 2026
AngloGold retoma planta em MG e processa todo ouro no Brasil

A AngloGold Ashanti retomou neste mês a operação da segunda planta do Complexo Industrial de Queiroz, em Nova Lima (MG), permitindo que a empresa volte a processar internamente todo o concentrado de ouro produzido a partir de suas minas no Brasil, reduzindo a necessidade de exportar parte do material. A informação foi confirmada à Reuters pelo presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luis Lima.

Com a reativação da unidade, o complexo retorna à sua capacidade total instalada de cerca de 280 mil toneladas de concentrado processado por ano, após investimentos de aproximadamente R$ 105 milhões neste ano. A Planta 1 já havia sido retomada em 2024, com capacidade de processar cerca de 140 mil toneladas por ano. Ambas as plantas foram paralisadas em 2022, principalmente por necessidade de adequações relacionadas ao tratamento de efluentes, disse Lima.

O executivo da AngloGold Ashanti, conhecida como a indústria mais longeva do Brasil, com 192 anos de atuação no país, informou que parte do concentrado das minas era vendida no mercado enquanto apenas uma das plantas estava em funcionamento. "A verticalização do nosso negócio foi o grande motivo (da retomada)", disse Lima, a jornalistas, durante participação no congresso de mineração Exposibram.

A AngloGold afirma ser a única produtora de ouro no país a integrar 100% de todas as etapas produtivas do ouro. A companhia opera as minas subterrâneas Cuiabá e Lamego, em Minas Gerais. Além do ouro, a planta de Queiroz produz ácido sulfúrico, insumo utilizado pela agricultura e pela indústria, com capacidade de produção de cerca de 240 mil toneladas por ano.

Impacto para o consumidor e o mercado

Embora o preço do ouro esteja em patamares historicamente elevados, Lima disse que a empresa busca basear suas decisões de investimento em cenários de longo prazo e em ganhos de eficiência operacional, em vez de oscilações de curto prazo do mercado. Para o consumidor final, a retomada pode significar maior estabilidade na oferta interna de ouro e derivados, além de potencial impacto nos preços de joias e investimentos no metal.

A verticalização da produção reduz a dependência de exportação de concentrado, o que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e gerar reflexos positivos para a balança comercial. A decisão da AngloGold de reinvestir no país, mesmo com cenário macroeconômico desafiador, sinaliza confiança na operação local de longo prazo. investimento em ouro no Brasil

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