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"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no STF", diz Flávio

O candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal, Flávio Bolsonaro, voltou a vincular nesta quarta-feira (16) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial a Alexandre de Moraes, em meio à crise que atinge o STF. Durante agenda em Juazeiro do Norte, no Ceará, ele afirmou que a sessão plenária realizada na terça-feira (15), que discutia a abertura de uma investigação contra Moraes, representa uma "esperança do povo brasileiro".

"Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia, e o que nós vimos ontem, no meu ponto de vista, é a esperança do povo brasileiro que tá viva ainda. Porque sem os ministros de Lula no Supremo, a democracia vive e o Judiciário vive", declarou.

A fala ocorre um dia após Flávio interromper o próprio horário eleitoral gratuito, na manhã de terça-feira (15), para fazer um "pronunciamento à nação". No vídeo, ele acusou Lula de ter "dividido o seu poder" com o ministro. "O atual governo criou um desequilíbrio institucional e decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal que descumpriu a lei", afirmou. "O atual presidente dividiu seu poder com Alexandre de Moraes, e, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum", acrescentou.

Em visita a Fortaleza, também no Ceará, o candidato voltou a acusar membros do Supremo de atuarem para proteger Moraes. A declaração foi dada enquanto o STF avalia se mantém a sessão do dia 23, após pedido de vista do ministro Dino interromper a discussão sobre a análise conjunta dos dois casos. Lula, por sua vez, defendeu o estabelecimento de "critérios de moralização" para os membros do Judiciário.

A crise entre o Executivo e o Judiciário ganhou novo capítulo com a discussão sobre a investigação de Moraes, que opõe diferentes correntes dentro do próprio STF. O pedido de vista de Dino suspendeu a análise, e o plenário deve retomar o tema na próxima semana, caso a sessão do dia 23 seja confirmada. Para o mercado, o impasse institucional adiciona volatilidade ao cenário eleitoral, que já precifica juros altos e crescimento moderado. O ciclo sempre vira, mas o custo de esperar pode ser alto para quem ignora o risco político no radar.

Rubens Athayde
Economista de mercado
Economista de mercado.
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