Lula: voto define se Brasil se apequena a outros países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ligar as eleições presidenciais à soberania nacional. Em publicação na rede social X, ele escreveu: "Amanhã é dia 7 de setembro, Independência do Brasil. Um dia fundamental para a gente lembrar que esse ano o seu voto define se teremos um Brasil que se levanta para proteger a nação ou um país que se apequena para outros países". A mensagem vem em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre o Brasil e à disputa comercial aberta pelo governo norte-americano.
A publicação veio acompanhada de vídeo da propaganda eleitoral. O narrador diz: "Este ano você vai escolher entre dois lados". As imagens alternam falas do candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmando que a "tarifa vai chegar para o Brasil", que "não estamos em condições de exigir nada do governo Trump" e pedindo "Deus abençoe a América". Também aparecem falas do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro sugerindo levar o Pix para a mesa de negociação com os EUA. De outro lado, Lula afirma que são "traidores da Pátria", que "o Pix é do Brasil, é público e gratuito", que "ninguém tem que ter medo de nada" e que "a gente não vai abaixar a cabeça". O locutor encerra: "Que Brasil você quer? Um país que se apequena para outros países ou um país que se levanta para defender a nação?".
O que isso significa para você: a disputa eleitoral passa a ter um eixo claro sobre a relação do Brasil com os EUA e sobre o futuro do Pix. Se, de um lado, há quem defenda usar o Pix como moeda de troca em negociação com os americanos, o atual governo reage dizendo que o sistema é público e gratuito e não pode ser barganhado. A decisão, segundo Lula, será tomada nas urnas.
Neste domingo, véspera do 7 de Setembro, Lula fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV. O discurso terá 3 minutos e 43 segundos. Segundo o Broadcast Político, ele enviará recado aos EUA citando a defesa dos minerais críticos, a descoberta de petróleo na Margem Equatorial e defendendo o livre comércio, com a ideia de que nenhum país pode tutelar o Brasil sobre com quem pode vender ou comprar. O tom do pronunciamento indica que o governo pretende manter a postura de enfrentamento comercial, sem ceder a pressões externas.