Tarifaço: 59,4% veem medida dos EUA como injustificada
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que 59,4% dos brasileiros consideram o tarifaço de 25% dos EUA injustificado, e 54,2% veem influência da família Bolsonaro na decisão de Trump.
Para 59,4%, tarifaço é injustificado e, para 54,2%, família Bolsonaro influenciou decisão dos EUA, aponta AtlasIntel/Bloomberg
A maioria dos brasileiros rejeita o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. Segundo a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (31), 59,4% dos entrevistados consideram a medida injustificada, enquanto 33,1% a veem como justa e 7,5% não souberam responder.
Resposta direta: O tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros é considerado injustificado por 59,4% dos entrevistados, segundo a AtlasIntel/Bloomberg. A pesquisa também aponta que 54,2% veem influência da família Bolsonaro na decisão de Donald Trump, e 45,4% a consideram a principal responsável pela medida.
Influência da família Bolsonaro na decisão de Trump
A pesquisa indica que 54,2% dos brasileiros acreditam que a família Bolsonaro influenciou a decisão do governo Trump. Desses, 32,3% veem muita influência e 21,9% alguma influência. Por outro lado, 31,6% entendem que não houve influência.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde fevereiro do ano passado, e o irmão Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, encontraram-se pessoalmente com Trump antes do anúncio. Para 45,4%, a família Bolsonaro foi a principal responsável pelo tarifaço, enquanto 41,5% atribuem a responsabilidade ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 8,5% culpam ambos os lados.
Percepção sobre a negociação de Lula
A pesquisa mostra que 47,9% dos entrevistados acreditam que Lula negociou de boa-fé, mas que os EUA não têm interesse real em acordo. Ainda assim, 45,6% confiam que o governo federal conseguirá um acordo futuro com os norte-americanos.
Retaliação e o papel do Pix
Sobre a retaliação, 49,3% dos entrevistados defendem que o Brasil não deveria retaliar com base na lei da reciprocidade, enquanto 38,5% apoiam a retaliação e 12,1% não opinaram.
Nas negociações, 71% entendem que o Pix não deveria entrar na pauta, e apenas 15% acham que o país deveria ceder à pressão dos EUA para incluir o modelo de pagamento.
Risco de interferência nas eleições 2026
Para 53% dos entrevistados, é muito provável (30,3%) ou provável (22,7%) que o governo Trump tente interferir nas eleições de 2026. Outros 23,4% consideram pouco provável e 18,5% nada provável.
Metodologia da pesquisa
A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.021 eleitores maiores de 16 anos, entre quarta-feira (22) e terça-feira (27), nos 26 estados e no Distrito Federal, por recrutamento digital. A margem de erro é de 1 ponto porcentual, com índice de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-08602/2026.
Perguntas Frequentes
Qual é a margem de erro da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg?
A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com 95% de confiança.
Quantas pessoas foram ouvidas na pesquisa?
Foram 5.021 respondentes, entre 22 e 27 de janeiro, em todos os estados e no Distrito Federal.
A pesquisa tem registro no TSE?
Sim, o registro é BR-08602/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Quando o tarifaço de 25% foi anunciado?
A pesquisa foi divulgada nesta sexta-feira (31), após o anúncio do tarifaço pelos EUA.
O que a maioria acha sobre a retaliação?
49,3% dos entrevistados acreditam que o Brasil não deveria retaliar os EUA.