Economia

33% do eleitorado vê culpa de Lula e Bolsonaro em aumento das bets, diz pesquisa

ResumoPesquisa More in Common/Ipsos-Ipec aponta que 33% do eleitorado brasileiro atribui culpa a Lula e Bolsonaro pelo aumento das apostas esportivas (bets). Outros 35% não responsabilizam nenhum dos governos. O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 130 municípios.

Pesquisa More in Common/Ipsos-Ipec aponta que 33% do eleitorado brasileiro vê culpa de Lula e Bolsonaro no aumento das bets. Outros 35% não atribuem responsabilidade a nenhum dos governos. Levantamento ouviu 2.000 pessoas em 130 municípios.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 20 de julho de 2026
33% do eleitorado vê culpa de Lula e Bolsonaro em aumento das bets, diz pesquisa

O eleitorado brasileiro atribui responsabilidade conjunta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo de Jair Bolsonaro em relação ao crescimento das bets no Brasil, de acordo com a pesquisa More in Common/Ipsos-Ipec. Para a maioria dos entrevistados, a culpa é das duas gestões (33%) ou de nenhuma delas (35%).

Ao todo, 18% dos entrevistados afirmam que o aumento desse tipo de aposta deve ser imputado ao atual governo, ante 4% que associa a causa ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Não responderam 10% dos ouvidos pela pesquisa.

O que diz a pesquisa sobre bets e responsabilidade política

A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas de 16 anos ou mais em 130 municípios. O período é entre os dias 4 e 8 de julho. A margem de erro geral é de 2 pontos porcentuais.

Os dados indicam uma divisão clara no eleitorado: enquanto um terço vê responsabilidade compartilhada, outro terço absolve ambos os governos. A fatia que culpa exclusivamente o governo Lula (18%) é mais de quatro vezes maior que a que culpa apenas Bolsonaro (4%).

Contexto histórico da regulamentação das bets no Brasil

As apostas de quota fixa e jogos online têm como amparo legal a Lei nº 14.790/2023. A atividade é regulamentada pelo Ministério da Fazenda por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), exigindo outorga.

A lei foi sancionada durante o governo Lula, mas o debate sobre a liberação das apostas esportivas e jogos online atravessou gestões anteriores. O governo Bolsonaro também tratou do tema, com projetos e discussões no Congresso, embora sem avançar em uma regulamentação final.

Novas regras para publicidade das bets

Recentemente, via portaria interministerial, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fixou uma série de novas regras para a publicidade das chamadas bets. A partir de 17 de julho, as empresas serão obrigadas a alertar que as apostas podem resultar em perda de dinheiro e causar dependência.

A medida busca conter o avanço descontrolado do setor, que cresceu exponencialmente após a regulamentação. A portaria impõe restrições à propaganda, especialmente em horários e canais voltados ao público jovem.

Notificações a fintechs suspeitas de movimentar bets ilegais

Também recentemente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva notificou 37 fintechs suspeitas de movimentar dinheiro de bets ilegais no Brasil.

A ação faz parte de um esforço coordenado entre o Ministério da Fazenda e órgãos de fiscalização para coibir operações à margem da lei. As fintechs notificadas têm prazo para apresentar esclarecimentos sobre a origem e o destino dos recursos.

O que os números da pesquisa indicam sobre a percepção pública

A divisão de opiniões reflete um eleitorado que, em grande parte, não vê diferença substancial entre as duas gestões no que tange ao fenômeno das bets. O percentual de 33% que culpa ambos os governos sugere uma percepção de continuidade ou omissão compartilhada.

Já os 35% que não atribuem responsabilidade a nenhum dos dois podem indicar que o crescimento das bets é visto como um fenômeno global ou de mercado, não diretamente ligado a decisões políticas domésticas.

Impacto das bets na economia e na saúde financeira dos brasileiros

O crescimento das apostas online tem gerado preocupação entre especialistas em economia comportamental e saúde pública. O endividamento associado a perdas em apostas é um tema recorrente em audiências públicas e debates no Congresso.

A regulamentação, embora busque trazer segurança jurídica, também é criticada por facilitar o acesso a mecanismos de apostas que podem ser prejudiciais. A nova portaria de publicidade é uma tentativa de mitigar esses riscos.

Perguntas Frequentes

Quem é responsável pelo aumento das bets segundo a pesquisa?

33% dos entrevistados atribuem responsabilidade conjunta aos governos Lula e Bolsonaro. 35% não veem culpa de nenhum dos dois. 18% apontam apenas o governo Lula e 4% apenas o governo Bolsonaro.

Quantas pessoas foram ouvidas na pesquisa?

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas de 16 anos ou mais em 130 municípios brasileiros, entre os dias 4 e 8 de julho.

Qual a margem de erro da pesquisa?

A margem de erro geral é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Qual lei regulamenta as bets no Brasil?

As apostas de quota fixa e jogos online são amparadas pela Lei nº 14.790/2023, regulamentada pelo Ministério da Fazenda.

Quais as novas regras para publicidade das bets?

A partir de 17 de julho, as empresas de bets são obrigadas a alertar que as apostas podem resultar em perda de dinheiro e causar dependência, conforme portaria interministerial do governo Lula.

Quantas fintechs foram notificadas por suspeita de movimentar bets ilegais?

O governo notificou 37 fintechs suspeitas de movimentar dinheiro de bets ilegais no Brasil.

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