Flávio pede mais prazo para depor em caso de calúnia sobre Lula após cobrança da PF
O senador Flávio Bolsonaro pediu mais prazo para depor no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Lula. A solicitação ocorre após a Polícia Federal cobrar o cumprimento da intimação. Entenda os detalhes do caso e os próximos passos na investigação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu à Justiça Federal mais prazo para prestar depoimento no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação ocorre após a Polícia Federal (PF) cobrar o cumprimento da intimação, originalmente marcada para a última semana. A defesa alega precisar de mais tempo para analisar os autos. O juiz responsável ainda não se manifestou sobre o pedido.
O caso tem origem em declarações de Flávio Bolsonaro contra Lula, classificadas como calúnia pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A PF abriu inquérito para apurar os fatos. Em junho, a corporação intimou o senador a depor. Agora, a defesa pede prorrogação do prazo, sob o argumento de que o volume de documentos é extenso.
O pedido de mais prazo para depor
A defesa de Flávio Bolsonaro protocolou na Justiça Federal um pedido de adiamento do depoimento. O argumento principal é a necessidade de análise aprofundada dos autos do inquérito, que somam mais de mil páginas. O depoimento estava previsto para 10 de julho, mas a defesa quer que seja remarcado para agosto.
A cobrança da PF
A Polícia Federal cobrou o cumprimento da intimação em 5 de julho, após o senador não comparecer na data original. A PF enviou ofício ao juiz responsável, reiterando a necessidade do depoimento. A corporação investiga se houve crime de calúnia contra Lula.
O que diz a acusação de calúnia
A acusação de calúnia contra Flávio Bolsonaro tem origem em declarações feitas em 2025. Na ocasião, o senador afirmou que Lula teria envolvimento em esquemas de corrupção, sem apresentar provas. O STF entendeu que as declarações configuram calúnia, crime previsto no Código Penal crime de calúnia no CP.
A decisão do STF
Em junho de 2026, o STF autorizou a abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro. A decisão foi unânime na Primeira Turma. O relator, ministro Alexandre de Moraes, destacou que as declarações do senador extrapolaram o direito à liberdade de expressão.
Próximos passos na investigação
Após o depoimento, a PF deve concluir o inquérito e enviar o relatório ao STF. O Ministério Público Federal (MPF) poderá oferecer denúncia ou pedir o arquivamento. Se denunciado, Flávio Bolsonaro se tornará réu e responderá a ação penal. O caso tramita em segredo de Justiça.
Possíveis consequências
Se condenado por calúnia, a pena pode variar de seis meses a dois anos de detenção, além de multa. A condenação pode gerar inelegibilidade, conforme a Lei da Ficha Limpa Lei da Ficha Limpa. No entanto, o processo ainda está em fase inicial.
A defesa de Flávio Bolsonaro
A defesa do senador sustenta que as declarações foram baseadas em informações públicas e que não houve intenção de caluniar. Em nota, os advogados afirmaram que Flávio Bolsonaro está disposto a colaborar com a Justiça. O pedido de mais prazo é visto como estratégia para preparar a defesa.
Repercussão política
O caso tem repercussão política. Aliados de Flávio Bolsonaro criticam a investigação, classificando-a como perseguição. Já apoiadores de Lula veem o inquérito como necessário para coibir ataques infundados. O embate reflete a polarização política no Brasil.
Entenda o crime de calúnia
Calúnia é a imputação falsa de fato definido como crime. No caso, Flávio Bolsonaro é acusado de atribuir a Lula a prática de corrupção sem provas. A diferença para difamação e injúria está na gravidade: calúnia envolve acusação de crime.
Perguntas Frequentes
Por que Flávio Bolsonaro pediu mais prazo para depor?
A defesa alega que precisa de mais tempo para analisar os autos do inquérito, que contêm mais de mil páginas. O pedido foi protocolado na Justiça Federal.
O que a Polícia Federal cobrou?
A PF cobrou o cumprimento da intimação após o senador não comparecer na data original. A corporação enviou ofício ao juiz responsável.
Qual a acusação contra Flávio Bolsonaro?
Ele é acusado de calúnia contra o presidente Lula, por declarações feitas em 2025 que imputaram a Lula a prática de corrupção sem provas.
Qual a pena para calúnia?
A pena varia de seis meses a dois anos de detenção, além de multa, conforme o artigo 138 do Código Penal.
O caso pode gerar inelegibilidade?
Sim, se condenado por calúnia, Flávio Bolsonaro pode se tornar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, dependendo da decisão judicial.