WEG (WEGE3) lucra R$ 1,56 bi no 2T26, queda de 2,1% ante 2T25
A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,559 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 2,1% frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida de R$ 10,143 bilhões recuou 0,6% na comparação anual, pressionada pelo câmbio. O EBITDA de R$ 2,212 bilhões e o ROIC de 33,6% co
WEG (WEGE3) lucra R$ 1,56 bi no 2º trimestre, queda anual de 2,1%
A WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1,559 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma redução de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, mas o mercado externo pesou.
A receita líquida somou R$ 10,143 bilhões no 2T26, queda de 0,6% ante o 2T25 e alta de 7,1% sobre o 1T26. O câmbio foi o principal fator de pressão: o dólar norte-americano médio passou de R$ 5,67 no 2T25 para R$ 5,05 no 2T26, uma desvalorização de 10,9% frente ao real. Esse movimento comprimiu a receita do mercado externo em reais.
EBITDA e margens: pressão nas duas pontas
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) atingiu R$ 2,212 bilhões, 2,1% inferior ao 2T25 e 5,2% superior ao 1T26. A margem EBITDA ficou em 21,8%, queda de 0,3 ponto percentual na comparação anual e de 0,4 ponto percentual ante o trimestre anterior.
ROIC em alta: eficiência operacional compensa
O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC) subiu para 33,6% no 2T26, aumento de 0,7 ponto percentual ante o 2T25 e de 0,5 ponto percentual sobre o 1T26. O indicador sugere que, apesar da queda no lucro, a empresa mantém eficiência na alocação de capital.
Custos e investimentos sob lente
As despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (VG&A) consolidadas totalizaram R$ 1.264,8 milhões no 2T26, alta de 4,1% sobre o 2T25 e de 6,4% sobre o 1T26. Em relação à receita operacional líquida, representaram 12,5%, 0,6 ponto percentual maior que no 2T25 e 0,1 ponto percentual abaixo do 1T26.
No 2T26, a companhia investiu R$ 794,9 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas, equipamentos e licenças de software. Desse total, 44,5% foram destinados às unidades no Brasil e 55,5% aos parques industriais e demais instalações no exterior.
O que esperar para o segundo semestre?
A WEG enfrenta um cenário cambial desafiador, com o real valorizado frente ao dólar, o que pressiona a receita exportada. Por outro lado, o ROIC elevado e os investimentos contínuos em capacidade indicam que a empresa aposta no médio prazo. O mercado acompanha de perto a evolução das margens e o comportamento das despesas VG&A.
Perguntas Frequentes
O lucro da WEG caiu no 2T26?
Sim. O lucro líquido foi de R$ 1,559 bilhão, queda de 2,1% ante o 2T25.
Qual foi a receita da WEG no 2T26?
A receita líquida totalizou R$ 10,143 bilhões, recuo de 0,6% na base anual.
O que pressionou o resultado da WEG?
O câmbio foi o principal fator: o dólar médio caiu 10,9% frente ao real, reduzindo a receita do mercado externo em reais.
A margem EBITDA da WEG melhorou?
Não. A margem EBITDA foi de 21,8%, queda de 0,3 ponto percentual ante o 2T25.
Quanto a WEG investiu no 2T26?
Foram R$ 794,9 milhões, com 55,5% destinados a operações no exterior.