# Vivo e TIM: ações das teles caem com 2T26 e cenário competitivo

> As ações da Vivo e TIM registraram quedas de 5,98% e 5,81% após o 2T26, pressionadas por um cenário competitivo mais agressivo. Bancos como BofA, BBI e JPMorgan apontam que a concorrência limita o crescimento e as margens das operadoras, gerando incertezas sobre o desempenho futuro dos papéis.

*Mercado Valor · Investimentos · 30 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

As ações da Vivo e TIM despencaram após o 2T26, com quedas de 5,98% e 5,81%, respectivamente. Bancos como BofA, BBI e JPMorgan veem cenário competitivo mais agressivo limitando crescimento e margens. Saiba o que esperar para os papéis das teles.

## Vivo e TIM: o que esperar para as ações das teles depois do tombo com 2T26?

As ações da Vivo (VIVT3) e da TIM (TIMS3) sofreram forte pressão após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), refletindo a crescente preocupação dos investidores com o aumento da concorrência no mercado brasileiro de telefonia móvel. As ações da Vivo (VIVT3) e TIM (TIMS3) caíram 5,98% e 5,81% após o 2T26, respectivamente, enquanto o Ibovespa recuou 0,8%. Bancos como BofA, BBI e JPMorgan apontam aumento da concorrência no mercado de telefonia móvel, com receitas desacelerando e margens sob pressão. A Vivo teve melhor desempenho em receita de serviços móveis (6,6% anual), mas a vantagem pode ser temporária.

## O tombo das ações após o 2T26

Na sessão seguinte aos balanços, os papéis da Vivo caíram 5,98% e os da TIM recuaram 5,81%, desempenho bem inferior ao do Ibovespa, que fechou em baixa de 0,8%, na terça-feira (28). A reação do mercado foi impulsionada por uma combinação de fatores: receitas desacelerando, concorrência mais agressiva e revisões para baixo nos preços-alvo por grandes bancos.

Para o Bank of America (BofA), embora a Vivo tenha mostrado maior resiliência operacional, o cenário competitivo mais agressivo pode limitar o crescimento e a expansão das margens de ambas as companhias nos próximos trimestres.

## Desempenho das receitas de serviços móveis

Segundo o BofA, a receita de serviços móveis (MSR) da Vivo cresceu 6,6% na comparação anual, o melhor desempenho entre as grandes operadoras, superando a Claro (6,1%) e a TIM (4,6%). Já a receita móvel gerada pelos clientes da TIM, que representa mais de 80% do faturamento da companhia, avançou apenas 3,1%, ficando 1,5 ponto percentual abaixo da inflação e registrando o primeiro trimestre de crescimento real negativo desde a consolidação do setor em 2022.

Apesar do melhor desempenho da Vivo, o BofA avalia que essa vantagem pode ser temporária. Na visão do banco, os resultados podem ter sido favorecidos por uma estratégia comercial mais agressiva, baseada em promoções, e a diferença tende a diminuir caso as concorrentes adotem políticas semelhantes de preços.

## Concorrência e estratégias das operadoras

O BofA destacou que a própria TIM reconheceu, durante a teleconferência de resultados, que os concorrentes passaram a ampliar ofertas promocionais no fim de 2025, em resposta ao avanço das operadoras móveis virtuais (MVNOs). Como consequência, a TIM perdeu participação de mercado e prepara uma reformulação de seu portfólio no terceiro trimestre, incluindo ofertas como Ultra Combo, TIM Play, TIM Fit e a parceria com o PicPay.

O BofA também observou que nenhuma grande operadora reajustou os preços dos planos de entrada pré-pagos e híbridos em 2026. Segundo o banco, tanto TIM quanto Claro demonstraram pouca disposição para liderar aumentos de preços, enquanto a Vivo foi menos explícita sobre sua estratégia.

Na avaliação da instituição, esse cenário indica um retorno a um ambiente competitivo mais intenso, após vários anos de maior disciplina comercial desde a consolidação do mercado em 2022.

## Visão do Bradesco BBI: cautela com o setor

Na avaliação dos analistas Daniel Federle, Camila Koga e Pedro Martins, do Bradesco BBI, a perspectiva menos otimista para as operadoras brasileiras continua refletindo a intensificação da concorrência no mercado de telefonia móvel.

Os analistas afirmam que os resultados do segundo trimestre reforçaram essa visão, destacando uma desaceleração expressiva no crescimento das receitas de telefonia móvel da Claro e da TIM. Embora a Vivo tenha mantido um desempenho mais resiliente, o BBI acredita que a companhia dificilmente permanecerá imune a um ambiente competitivo mais agressivo.

Na avaliação do BBI, o menor ritmo de crescimento das receitas também deve reduzir a alavancagem operacional das empresas, limitando o potencial de expansão das margens em todo o setor.

## JPMorgan: ainda não é hora de comprar

Os analistas Marcelo Santos e Lívea Mizobata, do JPMorgan, avaliam que ainda não é o momento de comprar ações das operadoras brasileiras de telecomunicações, apesar da forte queda recente dos papéis.

Segundo o banco, o cenário competitivo no mercado brasileiro de telefonia móvel se deteriorou nos últimos meses e, embora a estrutura do setor, com três grandes operadoras, continue saudável, o ambiente mais desafiador pode persistir por alguns trimestres.

Para acompanhar a evolução do setor, os analistas do JPMorgan destacam três fatores principais: possíveis reajustes de preços ou mudanças nos planos oferecidos pelas operadoras; o crescimento da base de clientes, especialmente da NuCel; e o comportamento das receitas de serviços móveis no terceiro trimestre.

## Revisão de preços-alvo e recomendações

O BofA reduziu o preço-alvo da Vivo para R$ 37, ante R$ 39, e o da TIM para R$ 24, de R$ 27 anteriormente. A revisão reflete cortes nas estimativas de lucro e um aumento no custo de capital, decorrente da alta da taxa livre de risco nos Estados Unidos e do prêmio de risco do Brasil. O banco reiterou a recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para as ações de ambas as companhias.

Já o BBI manteve recomendação neutra para ambas as companhias. Segundo os analistas, a visão mais cautelosa reflete a intensificação da concorrência no mercado brasileiro de telefonia móvel, cenário que pode limitar o crescimento das receitas e pressionar a rentabilidade das operadoras. O banco passou a projetar preço-alvo de R$ 36 para a Vivo, ante R$ 39 na estimativa anterior, e de R$ 23 para a TIM, abaixo dos R$ 26 projetados anteriormente.

O JPMorgan manteve recomendação neutra para TIM (TIMS3), com preço-alvo de R$ 23,50, após uma redução nas projeções de crescimento da receita móvel. Para a Vivo (VIVT3), o preço-alvo passou a R$ 30,50, mantendo recomendação de venda.

## Perguntas Frequentes

### Por que as ações da Vivo e TIM caíram após o 2T26?

As ações caíram devido à preocupação dos investidores com o aumento da concorrência no mercado de telefonia móvel, refletido nos resultados do segundo trimestre de 2026.

### Qual foi a queda das ações da Vivo e TIM?

As ações da Vivo caíram 5,98% e as da TIM recuaram 5,81% na sessão seguinte aos balanços, enquanto o Ibovespa fechou em baixa de 0,8%.

### O que o BofA recomenda para as ações das teles?

O BofA reduziu o preço-alvo da Vivo para R$ 37 e da TIM para R$ 24, mantendo recomendação underperform (venda) para ambas.

### Qual a visão do Bradesco BBI sobre o setor?

O BBI manteve recomendação neutra para Vivo e TIM, com preços-alvo de R$ 36 e R$ 23, respectivamente, citando a intensificação da concorrência.

### O JPMorgan recomenda comprar ações das teles agora?

Não. O JPMorgan manteve recomendação neutra para TIM e venda para Vivo, afirmando que o cenário competitivo desafiador pode persistir por alguns trimestres.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/vivo-tim-esperar-acoes-teles-depois-tombo-2t26/
