# Tesouro Direto: taxas sobem e se aproximam das máximas com petróleo a US$ 100

> Tesouro Direto registrou alta nas taxas nesta quinta-feira (23), aproximando-se das máximas históricas. O movimento foi impulsionado pela disparada do petróleo, que se aproximou de US$ 100, e pelo aumento do temor inflacionário global. A elevação reflete a pressão sobre os títulos públicos brasileiros diante do cenário econômico internacional.

*Mercado Valor · Investimentos · 23 de julho de 2026 · Bianca Solano*

As taxas do Tesouro Direto voltaram a subir nesta quinta-feira (23), se aproximando dos maiores patamares registrados, impulsionadas pela disparada do petróleo perto de US$ 100 e pelo temor inflacionário global.

## Tesouro Direto: taxas voltam a subir e se aproximam das máximas com petróleo perto de US$ 100 e temor inflacionário

As taxas dos títulos públicos voltaram a avançar na abertura do Tesouro Direto desta quinta-feira (23), aproximando-se novamente dos maiores patamares registrados. O movimento acompanha a piora do humor nos mercados globais.

**As taxas dos títulos públicos subiram nesta quinta-feira (23) no Tesouro Direto, com destaque para o prefixado 2029 (14,59% a.a.) e o IPCA+ 2032 (IPCA + 8,38%). O movimento reflete a piora no mercado global, com o petróleo perto de US$ 100, o que acende alerta inflacionário e pressiona a curva de juros.**

## Por que as taxas do Tesouro Direto subiram hoje?

A alta das taxas ocorre em meio à disparada do petróleo, que se aproxima de US$ 100 o barril. Esse movimento reacendeu as preocupações de que um choque nos preços da energia possa contaminar a inflação global. Caso esse cenário se consolide, bancos centrais podem ser forçados a manter juros elevados por mais tempo, reduzindo o espaço para cortes nas taxas de juros ao redor do mundo e pressionando também a curva brasileira.

## Quanto subiram os títulos prefixados?

Nos títulos prefixados, as altas foram generalizadas em relação ao fechamento de quarta-feira (22). O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,50% para 14,59% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 avançou de 14,79% para 14,85%. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 teve a rentabilidade elevada de 14,82% para 14,88% ao ano.

## E os títulos indexados à inflação (IPCA+)?

O mesmo movimento foi observado entre os papéis indexados à inflação. O Tesouro IPCA+ 2032 subiu de IPCA + 8,33% para IPCA + 8,38%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,67% para IPCA + 7,72%. Nos vencimentos mais longos, o Tesouro IPCA+ 2050 avançou de IPCA + 7,35% para IPCA + 7,40%, e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 foi de IPCA + 7,50% para IPCA + 7,55%.

## O que significa essa alta para o investidor?

A abertura desta quinta coloca as taxas novamente muito próximas dos picos recentes, refletindo a reprecificação da curva de juros. Em momentos de aumento da aversão ao risco, investidores exigem retornos maiores para carregar títulos públicos de longo prazo, o que faz as taxas subirem e os preços dos papéis caírem.

Para quem está comprando títulos hoje, taxas mais altas significam maior rentabilidade futura, especialmente em prefixados e IPCA+. Já quem já possui os papéis pode ver o valor de mercado cair, mas mantém o rendimento contratado até o vencimento.

## Como o petróleo influencia os juros no Brasil?

O principal gatilho vem do cenário internacional. A disparada do petróleo para perto de US$ 100 o barril reacendeu as preocupações de que um choque nos preços da energia possa contaminar a inflação global. Caso esse cenário se consolide, bancos centrais podem ser forçados a manter juros elevados por mais tempo, reduzindo o espaço para cortes nas taxas de juros ao redor do mundo e pressionando também a curva brasileira.

## Vale a pena investir no Tesouro Direto com taxas altas?

Taxas elevadas tornam os títulos públicos mais atrativos para novos investimentos, especialmente os prefixados e IPCA+, que oferecem retornos reais altos. No entanto, é importante considerar o cenário de incerteza: se a inflação continuar subindo, os títulos IPCA+ podem ser mais interessantes, pois protegem o poder de compra. Já os prefixados fixam o rendimento, mas podem perder valor se a inflação disparar.

## Perguntas Frequentes

### O que é Tesouro Direto?

É o programa do governo federal que permite a compra de títulos públicos por pessoas físicas, com investimentos a partir de valores baixos.

### Qual a diferença entre prefixado e IPCA+?

No prefixado, a taxa é fixa no momento da compra. No IPCA+, o rendimento é composto pela inflação medida pelo IPCA mais uma taxa adicional.

### As taxas podem continuar subindo?

Sim, dependendo do cenário internacional e da inflação. O petróleo perto de US$ 100 é um fator de pressão.

### Perco dinheiro se vender o título antes do vencimento?

Sim, se as taxas subirem, o valor de mercado do título cai. Mas se você levar até o vencimento, recebe o combinado.

### Como comprar Tesouro Direto?

Pelo site ou app do Tesouro Direto, ou por corretoras e bancos habilitados.

Tesouro Direto: guia completo para iniciantes IPCA+ ou prefixado: qual escolher em 2026? Petróleo a US$ 100: impactos nos investimentos

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/tesouro-direto-taxas-voltam-subir-se-aproximam-maximas-petroleo-perto-us-100-tem/
