# Tesouro Direto bate recorde em junho com impulso do Tesouro IPCA+

> Tesouro Direto registrou recorde histórico em junho, com vendas líquidas de R$ 10,1 bilhões, impulsionadas pelo Tesouro IPCA+. A demanda por títulos atrelados à inflação reflete a busca por proteção contra a alta de preços. O desempenho mensal supera todos os períodos anteriores da plataforma, consolidando a preferência dos investidores por renda fixa indexada ao IPCA.

*Mercado Valor · Investimentos · 03 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

O Tesouro Direto bateu recorde em junho, com vendas líquidas de R$ 10,1 bilhões, impulsionado pelo Tesouro IPCA+. Saiba como essa corrida por títulos atrelados à inflação pode impactar seus investimentos.

## Tesouro Direto bate recorde em junho com impulso do Tesouro IPCA+

O Tesouro Direto registrou em junho seu melhor resultado desde o início do programa, com vendas líquidas de R$ 10,1 bilhões. O número veio de R$ 14,7 bilhões em aplicações contra R$ 4,6 bilhões em resgates. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+, que atraiu investidores em busca de proteção contra a inflação e taxas elevadas.

## O que os números de junho mostram sobre o Tesouro IPCA+

Os títulos atrelados à inflação foram o motor do recorde. O Tesouro IPCA+ somou R$ 4 bilhões em vendas no mês, mais que o dobro de maio. Esse papel respondeu por 30,8% das compras, ficando à frente do Tesouro Selic, que representou 28,2%. Os prefixados ficaram com 15,3%.

Essa preferência não surpreende quem acompanha o cenário de juros altos no Brasil. Com taxas acima de 8% ao ano sobre o IPCA, o Tesouro IPCA+ 2032 ganhou espaço entre os investidores de renda fixa. A remuneração elevada desses títulos tem chamado atenção de analistas e do público em geral.

## Por que o Tesouro IPCA+ atrai em cenário de juros elevados

Quem aplica em Tesouro IPCA+ recebe a variação do IPCA mais uma taxa prefixada. Em junho, essa taxa superou 8% ao ano para o papel com vencimento em 2032. Isso significa ganho real garantido acima da inflação, algo raro em outros momentos.

O contexto ajuda a explicar o apelo. O IPCA acumula altas mensais relevantes: 0,16% em junho, 0,58% em maio, 0,67% em abril, 0,88% em março e 0,70% em fevereiro, segundo o Banco Central. Com a inflação pressionando, um título que paga IPCA mais 8% vira alternativa atraente.

## Recorde de vendas e entrada de novos investidores

O movimento veio acompanhado de uma leva de novos participantes. Em junho, 261.877 pessoas se cadastraram no Tesouro Direto, e quase 100 mil novos investidores ativos foram contabilizados. O perfil das operações mostra a força do pequeno investidor: 50,7% das transações movimentaram menos de R$ 1 mil.

Esse dado reforça uma leitura: não foi só o grande capital que buscou os títulos. O investidor de varejo, muitas vezes iniciante, também correu para a renda fixa em busca de previsibilidade.

## Preferência por prazos mais longos

A busca por papéis de longo prazo também ganhou força. Os títulos com vencimento entre cinco e dez anos passaram a representar 45,7% das emissões em junho, ante 34,4% em maio. Isso indica que o investidor está disposto a travar taxas por mais tempo, apostando na manutenção do cenário atual.

Essa mudança de perfil tem impacto direto na estratégia de quem monta carteira. Papéis longos ampliam a exposição à variação da taxa, mas também garantem retorno real maior se a inflação seguir pressionada. como montar carteira de renda fixa para 2026

## Estoque do Tesouro Direto cresce 45,5% em um ano

Com o avanço das aplicações, o estoque total do Tesouro Direto chegou a R$ 262,5 bilhões em junho. O valor representa alta de 4,6% ante os R$ 251 bilhões de maio. Na comparação anual, o crescimento foi de 45,5%, frente aos R$ 180,4 bilhões de junho de 2025.

O ritmo de expansão impressiona, mas também levanta um ponto de atenção. Quando muitos investidores migram para o mesmo tipo de papel, a concentração aumenta. Quem já tem Tesouro IPCA+ na carteira pode avaliar se o peso está adequado ao perfil.

## O que o recorde significa para o investidor comum

Para quem está começando, o Tesouro IPCA+ aparece como porta de entrada natural. O valor mínimo de aplicação é acessível, e a lógica de proteção contra inflação é simples de entender. Mas é preciso lembrar: o título tem marcação a mercado, ou seja, o preço varia até o vencimento.

Investidores com horizonte curto podem preferir o Tesouro Selic, que acompanha a taxa básica de juros. Já quem tem prazo de cinco anos ou mais pode se beneficiar das taxas atuais do IPCA+. A decisão depende do objetivo e da tolerância a oscilações.

## Perguntas Frequentes

### O Tesouro IPCA+ é um bom investimento para 2026?

Depende do prazo. Com taxas acima de 8% ao ano, o papel é atraente para quem pode manter o investimento até o vencimento. Para resgates curtos, o Tesouro Selic costuma ser mais adequado.

### Qual a diferença entre Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic?

O IPCA+ paga a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa prefixada. O Selic acompanha a taxa básica de juros. O primeiro protege contra alta de preços; o segundo, contra variações de juros.

### Quantas pessoas investem no Tesouro Direto?

Em junho, 261.877 pessoas se cadastraram no programa, e quase 100 mil novos investidores ativos foram contabilizados no mês.

### O Tesouro Direto tem risco de calote?

O Tesouro Direto é considerado um dos investimentos mais seguros do país, pois é lastreado em títulos do Tesouro Nacional. O principal risco é a marcação a mercado antes do vencimento.

### Qual o valor mínimo para investir no Tesouro IPCA+?

O valor mínimo é definido pelo Tesouro Nacional e costuma ser acessível, permitindo que pequenos investidores participem. Em junho, 50,7% das transações movimentaram menos de R$ 1 mil.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/tesouro-direto-bate-recorde-junho-impulso-tesouro-ipca/
