Temporada de balanços: Usiminas, Vale e outras 10 empresas divulgam 2T26
Entre 27 e 31 de julho, ao menos 10 empresas divulgam balanços do 2T26. Destaques incluem Vale (VALE3), Usiminas (USIM5), Santander (SANB11) e Ambev (ABEV3). Analistas da XP, Morgan Stanley e Citi projetam resultados com base em preços de commodities, câmbio e safra sazonal.
Temporada de balanços: Usiminas (USIM5), Vale (VALE3) e outras 10 empresas divulgam resultados nesta semana
A semana de 27 a 31 de julho marca a divulgação dos balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) de ao menos 10 empresas. Entre os destaques estão Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), Santander (SANB11) e Ambev (ABEV3). As projeções indicam Ebitda de US$ 3,9 bilhões para a Vale, R$ 676 milhões para a Usiminas e lucro de R$ 3,3 bilhões para o Santander.
Vale (VALE3): projeção de Ebitda de US$ 3,9 bilhões no 2T26
O Santander espera que a Vale apresente resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, sustentados por um ambiente de preços favorável, apesar dos desafios operacionais típicos do período. A empresa deve apresentar um Ebitda ajustado de US$ 3,9 bilhões no trimestre, segundo a XP Investimentos.
O número reflete a combinação de preços de minério de ferro ainda elevados e a capacidade da mineradora de manter volumes de produção, mesmo com as sazonalidades do período chuvoso. Para quem acompanha o setor, o Ebitda projetado representa uma referência importante para avaliar a eficiência operacional da Vale em meio a custos logísticos e de manutenção.
Usiminas (USIM5): Ebitda de R$ 676 milhões e impacto de antidumping
O Morgan Stanley espera que a Usiminas entregue um Ebitda de R$ 676 milhões no trimestre, considerando novas premissas para câmbio, preços de commodities e operações. Os analistas escreveram: "Ainda é cedo para concluir que as medidas antidumping reduzirão permanentemente a penetração das importações aos níveis históricos".
A projeção incorpora um cenário de câmbio mais desvalorizado, que tende a beneficiar exportadores, mas também eleva custos de insumos importados. A siderúrgica mineira enfrenta o desafio de competir com o aço importado, especialmente da China, que pressiona margens no mercado doméstico.
Santander (SANB11): lucro de R$ 3,3 bilhões e ROE de 14%
No caso do Santander, a XP prevê números mais moderados, com crescimento entre 4% e 5% da carteira de crédito na comparação anual. A corretora também projeta lucro de R$ 3,3 bilhões, queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, e ROE de 14%, recuo de 2,4 pontos percentuais.
A desaceleração no lucro reflete o aumento das provisões para devedores duvidosos e a compressão de margens com a queda da Selic, que reduz o spread bancário. Para investidores, o ROE de 14% ainda é atrativo no setor bancário brasileiro, mas o recuo sinaliza cautela com a qualidade da carteira.
Ambev (ABEV3): Copa do Mundo e bases de comparação mais fáceis
Para a Ambev, o Citi avalia que os resultados do 2T26 devem representar um cenário operacional mais construtivo para a companhia, impulsionado por bases de comparação mais fáceis em junho e pelo impacto da Copa do Mundo de 2026.
A Copa do Mundo, evento que historicamente impulsiona o consumo de bebidas, deve beneficiar as vendas no segundo trimestre, especialmente em junho. Além disso, as bases de comparação mais fáceis em relação ao ano anterior ajudam a explicar a expectativa de melhora nos volumes.
Outras empresas e o calendário de resultados
A elaboração do calendário de resultados do segundo trimestre de 2026 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas à alteração. Atualizações na tabela podem ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.
Além das quatro gigantes, outras seis empresas também divulgam balanços na semana. O mercado acompanha de perto os números para calibrar expectativas sobre o restante do ano, em um cenário de juros ainda elevados e atividade econômica moderada.
Como interpretar os balanços do 2T26
Para quem investe em ações, a temporada de balanços é o momento de conferir se as projeções dos analistas se confirmam. O Ebitda, por exemplo, mede a geração de caixa operacional antes de impostos e depreciação, um indicador chave para empresas de capital intensivo como Vale e Usiminas.
Já o ROE mostra a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, essencial para bancos como o Santander. E o lucro líquido, claro, é o resultado final que pode ou não se traduzir em dividendos.
Perguntas Frequentes
Quando saem os balanços do 2T26?
Entre os dias 27 e 31 de julho de 2026, ao menos 10 empresas divulgam seus resultados do segundo trimestre.
Quais são as principais empresas que divulgam nesta semana?
Os destaques são Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), Santander (SANB11) e Ambev (ABEV3).
Qual a projeção de Ebitda para a Vale no 2T26?
A XP Investimentos projeta um Ebitda ajustado de US$ 3,9 bilhões para a Vale no segundo trimestre de 2026.
Qual a expectativa de lucro para o Santander no 2T26?
A XP projeta lucro de R$ 3,3 bilhões para o Santander, com queda de 7,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O que pode impulsionar os resultados da Ambev no 2T26?
O Citi avalia que a Copa do Mundo de 2026 e as bases de comparação mais fáceis em junho devem impulsionar os resultados da Ambev.