Taesa, Bradesco e Casas Bahia: destaques de 17/09
A Taesa (TAEE11) terá Andrea Marques de Almeida como nova presidente do conselho de administração, conforme documento enviado ao mercado na quarta-feira (16). No mesmo dia, o Bradesco (BBDC3; BBDC4) abriu a etapa de sobras do seu aumento de capital, e a B3 enquadrou a Casas Bahia (BHIA3) por cotação abaixo de R$ 1. Os três movimentos resumem a quinta-feira (17) para quem acompanha a bolsa.
A resposta direta: a Taesa troca o comando do conselho, o Bradesco deixa 202,38 milhões de ações para sobras e a Casas Bahia tem até 1º de março de 2027 para regularizar a cotação. Cada caso cobra do investidor uma leitura diferente.
Taesa: Andrea Marques de Almeida no conselho
Andrea Marques de Almeida não é nome novo no mercado. Pouco depois de assumir o cargo de CFO da Petrobras (PETR4), entrou na lista das 50 mulheres mais poderosas internacionalmente da Fortune, em 2019. No ano seguinte, apareceu pela segunda vez consecutiva entre as 100 mulheres mais poderosas da Forbes, na 77ª posição. A eleição para o conselho da Taesa consta do documento enviado ao mercado na quarta-feira (16).
Bradesco: sobras do aumento de capital
O Bradesco encerrou a primeira etapa do aumento de capital com a subscrição de 402,47 milhões de novas ações, de um total de 604,85 milhões que poderiam ser emitidas. Restaram 202,38 milhões de papéis para a etapa de sobras. A operação foi anunciada em julho e prevê captação de pelo menos R$ 8 bilhões. Podem participar os acionistas que exerceram o direito de preferência e manifestaram interesse em adquirir sobras. O prazo vai de 21 a 25 de setembro de 2026.
Casas Bahia: enquadramento na B3
A B3 enquadrou a Casas Bahia para que a varejista divulgue cronograma de reenquadramento da cotação, com regularização até 1º de março de 2027. Desde 21 de julho, as ações operam abaixo de R$ 1. Norma da bolsa proíbe que penny stocks fiquem nesse patamar por mais de um mês, para evitar volatilidade forte. A empresa está em recuperação judicial, com dívidas estimadas em cerca de R$ 17,3 bilhões, e viu o papel cair de um pico acima de R$ 400 em 2020 para menos de R$ 1 em 2026.
A companhia também prestou esclarecimentos à CVM sobre reportagem da Veja de 14 de setembro, que afirmava ter ela colocado mais de R$ 1 bilhão em um fundo ligado à empresa em recuperação. A Casas Bahia informou que detinha, em 30 de junho de 2026, R$ 1,166 bilhão em cotas subordinadas do FIDC IBCB, equivalentes a 61,08% do patrimônio líquido do fundo, e que as cotas seniores somavam R$ 743 milhões na mesma data. Destacou ainda que não fez aportes no fundo no primeiro semestre de 2026.
Outros destaques do dia
- Petrobras (PETR4): a subsidiária Petrobras Netherlands B.V. assinou contratos de partilha de produção com a Costa do Marfim e a PETROCI Holding para oito blocos offshore (CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702), com 90% de participação e operação, contra 10% da estatal local.
- Diesel: a Petrobras elevará o preço médio às distribuidoras em R$ 1 por litro por 30 dias, a partir de quinta (17), com desconto de igual valor na subvenção federal. Os preços de venda às distribuidoras ficam inalterados.
- Sabesp (SBSP3) e EMAE: acionistas da EMAE aprovaram a incorporação pela Sabesp, com troca de 1,3195 ação ordinária da Sabesp por ação da EMAE. Resta a possibilidade de assembleia em até 10 dias após o prazo de retirada.
- Rede D'Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3): a Atlântica D'Or comprou ativos imobiliários em Jundiaí (SP) para construir e operar um hospital, com gestão da Rede D'Or e participação de 50,01% e 49,99%.
- Azevedo & Travassos Energia (ATE): foi comunicada pela 3R Potiguar, unidade da Brava Energia (BRAV3), sobre encerramento unilateral de tratativas para compra de ativos no Rio Grande do Norte, o que classificou como inesperado.
- Intelbras (INTB3): aprovou R$ 20 milhões em JCP, ou R$ 0,06112261897 por ação, com posição em 21 de setembro de 2026 e pagamento em 15 de março de 2027, sem atualização monetária.
Para o investidor pessoa física, a leitura é prática: sobras do Bradesco exigem decisão até 25 de setembro, o enquadramento da Casas Bahia é prazo de sobrevivência na bolsa e a troca na Taesa é sinal de governança. Nada disso sobe por si. como funcionam as sobras de aumento de capital