# Santander, BB, Itaú e Bradesco: quem ganha e quem perde no 2T de 2026?

> A temporada de resultados do 2T de 2026 para os grandes bancos brasileiros começa em 29 de julho com o Santander. Bradesco surge como destaque positivo, enquanto Santander e Banco do Brasil enfrentam pressões. Itaú mantém resiliência operacional. As projeções indicam desempenhos divergentes entre as instituições financeiras no período.

*Mercado Valor · Investimentos · 27 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

A temporada de resultados dos bancos brasileiros do 2T de 2026 começa em 29 de julho com o Santander. Bradesco aparece como destaque positivo, enquanto Santander e Banco do Brasil enfrentam pressão. Itaú segue resiliente. Veja as projeções.

## Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco: quem ganha e quem perde no 2T de 2026?

A temporada de resultados dos bancos brasileiros do segundo trimestre de 2026 começa em 29 de julho com o Santander Brasil (SANB11), seguido por Bradesco (BBDC3, BBDC4) em 30 de julho, Itaú Unibanco (ITUB4) em 4 de agosto e Banco do Brasil (BBAS3) em 12 de agosto.

No 2T de 2026, Bradesco lidera entre os grandes bancos com trajetória favorável, projeção de lucro de R$ 7,0 bi (XP) e ROE de 16,1% (Itaú BBA). Itaú segue resiliente com ROE de 24,3% (Bank of America). Santander e Banco do Brasil enfrentam pressão: Santander com lucro estimado em R$ 3,4 bi (XP) e BB com queda de 25% no lucro (Itaú BBA).

## Bradesco: o destaque positivo do trimestre

O Bradesco aparece como o principal destaque positivo entre os grandes bancos privados, segundo a XP e o Itaú BBA. A XP projeta lucro líquido de R$ 7,0 bilhões no segundo trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2% frente ao trimestre anterior. A corretora destaca que o banco segue sendo beneficiado pelo forte crescimento das receitas, expansão das linhas de crédito com garantia e estabilidade da qualidade dos ativos.

O Itaú BBA mantém visão semelhante, estimando lucro de R$ 7,1 bilhões e ROE de 16,1%. A instituição espera crescimento de aproximadamente 8% na carteira de crédito e avanço de 12% na margem financeira. O custo de risco deve permanecer estável em torno de 3,6%, enquanto a divisão de seguros deve continuar como destaque, com crescimento estimado de 18%. Na visão do BBA, o Bradesco apresenta atualmente a melhor combinação entre crescimento e rentabilidade entre os grandes bancos.

O Bank of America também reconhece a melhora operacional, projetando ROE de 15,9%, embora acredite que desafios relacionados à qualidade dos ativos e ao crescimento mais moderado das receitas ainda limitam o desempenho do setor. O JPMorgan retomou cobertura do banco com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 22 para dezembro de 2027, citando a recuperação operacional observada nos últimos trimestres.

## Itaú: resiliência e consistência

O Itaú Unibanco segue sendo visto como a instituição mais resiliente do grupo, sustentando retornos superiores aos dos pares mesmo em ambiente de crescimento moderado. A XP projeta lucro líquido de R$ 12,4 bilhões, avanço de 8% na comparação anual e de 1% frente ao trimestre anterior. O resultado deve refletir crescimento sólido da carteira de crédito, margem financeira alinhada ao guidance e indicadores de qualidade de crédito ainda administráveis.

A corretora ressalta que uma geração mais fraca de receitas com tarifas deve limitar parte da expansão, mas esse efeito deve ser parcialmente compensado por despesas menores e alíquota efetiva de imposto mais baixa.

O Bank of America projeta ROE de 24,3% para o Itaú no segundo trimestre, o mais elevado entre os incumbentes, ainda que espere crescimento mais moderado dos lucros. O JPMorgan mantém o Itaú como sua principal preferência entre os grandes bancos brasileiros, citando a combinação mais consistente entre rentabilidade, qualidade dos ativos e resiliência operacional.

## Santander: trimestre desafiador

Para o Santander Brasil, o consenso entre as casas de análise aponta para um trimestre mais desafiador. A XP projeta lucro líquido de R$ 3,4 bilhões, queda de 8% na comparação anual e de 11% frente ao trimestre anterior, pressionado pela margem financeira com clientes (NII) e pelo aumento das provisões, influenciado pelas novas regras de write-off e pelo desempenho mais fraco da carteira de atacado.

O Itaú BBA estima lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, recuo de 1% na comparação anual e de 5% ante o primeiro trimestre, com crescimento da carteira de crédito de cerca de 4% e avanço de apenas 3% da margem financeira. O BBA cita o aumento do custo de risco e desafios específicos em segmentos da carteira, vendo risco de que uma divulgação mais fraca do Santander contamine a percepção sobre os demais bancos privados.

O Bradesco BBI é ainda mais conservador, projetando lucro líquido de R$ 3,3 bilhões, 18% abaixo do consenso da Bloomberg, refletindo estratégia mais cautelosa na margem com clientes, pressão nos resultados de tesouraria devido à volatilidade da curva de juros e aumento de 12% nas provisões. O ROE estimado é de 13,5%. O BBI espera que as receitas com tarifas sejam impactadas pela atividade mais fraca do mercado de capitais, projetando contração de 19% no lucro antes dos impostos.

## Banco do Brasil: pressão sobre rentabilidade e ativos

O Banco do Brasil é apontado pelo Itaú BBA como um dos bancos mais pressionados nesta temporada. A casa projeta crescimento modesto da carteira de crédito, próximo de 1% na comparação anual, e custo de risco elevado, ao redor de 6,4%, refletindo fatores sazonais ligados ao agronegócio e deterioração mais ampla da qualidade da carteira.

Com esse cenário, o Itaú BBA estima lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, queda de 25% em relação ao mesmo período de 2025, com ROE de apenas 5,8%. A instituição revisou para baixo suas projeções após observar níveis de provisões superiores aos esperados.

O Bank of America projeta ROE de 7,4% para a instituição, o menor entre os grandes bancos cobertos pelo relatório, destacando o aumento recente dos índices de inadimplência no sistema financeiro, especialmente no crédito rural. O JPMorgan afirma que a qualidade dos ativos deverá dominar as discussões sobre o Banco do Brasil durante a temporada, vendo preocupações persistentes com a carteira do agronegócio e a evolução da inadimplência.

## O que isso significa para o investidor

A temporada de resultados do 2T de 2026 mostra um cenário de desempenhos divergentes entre os grandes bancos. O Bradesco surge como o nome com a trajetória mais favorável, combinando crescimento de receitas, expansão de crédito e estabilidade de ativos. O Itaú segue como a aposta mais segura para quem busca resiliência e rentabilidade consistente. Já Santander e Banco do Brasil exigem cautela, com pressão sobre margens e qualidade de crédito.

Para quem está de olho no setor financeiro, o ciclo sempre vira: momentos de pressão podem abrir oportunidades, mas é preciso acompanhar de perto os indicadores de inadimplência e as provisões. A dica é ficar atento aos balanços e às revisões de projeções das casas de análise.

## Perguntas Frequentes

### Quando o Santander divulga resultados do 2T de 2026?

O Santander Brasil abre a agenda de divulgações em 29 de julho de 2026.

### Qual banco deve ter o maior ROE no 2T26?

O Itaú Unibanco, com ROE projetado de 24,3% pelo Bank of America, o mais elevado entre os grandes bancos.

### Qual é a projeção de lucro do Bradesco para o 2T26?

A XP projeta lucro líquido de R$ 7,0 bilhões, enquanto o Itaú BBA estima R$ 7,1 bilhões.

### Por que o Banco do Brasil está pressionado no 2T26?

O Itaú BBA aponta custo de risco elevado (6,4%), crescimento modesto da carteira de crédito (1%) e queda de 25% no lucro líquido, refletindo fatores sazonais do agronegócio e deterioração da qualidade da carteira.

### Qual banco é a principal preferência do JPMorgan?

O JPMorgan mantém o Itaú como sua principal preferência entre os grandes bancos brasileiros, citando consistência entre rentabilidade, qualidade dos ativos e resiliência operacional.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/santander-banco-brasil-itau-bradesco-quem-ganha-quem-perde-2t-2026/
