# Potencial de alta de até 41%: Itaú BBA troca 3 ações da carteira e adota postura defensiva para setembro

> O Itaú BBA reformulou a carteira recomendada de ações para setembro, adotando postura defensiva e realizando três substituições. A nova seleção remove Nubank, Sabesp e Bradesco, incluindo BTG Pactual, Eneva e Suzano. O potencial de alta da carteira atualizada alcança 41%, refletindo a preferência por ativos de menor risco no cenário projetado.

*Mercado Valor · Investimentos · 07 de setembro de 2026 · Otávio Bandeira*

O Itaú BBA promoveu três mudanças na carteira recomendada de ações para setembro, adotando postura defensiva. Saem Nubank, Sabesp e Bradesco; entram BTG Pactual, Eneva e Suzano. O potencial de alta da nova seleção chega a 41%.

O Itaú BBA promoveu três mudanças em sua carteira recomendada de ações para setembro, adotando postura defensiva diante de um cenário mais adverso para a Bolsa brasileira. Nubank (ROXO34), Sabesp (SBSP3) e Bradesco (BBDC4) deixaram a seleção, enquanto BTG Pactual (BPAC11), Eneva (ENEV3) e Suzano (SUZB3) entraram. A nova carteira Top 5 tem potencial de alta de até 41%.

A troca do Nubank pelo BTG Pactual reflete a preocupação do banco com o endividamento das famílias, os juros elevados e o possível aumento da inadimplência no crédito ao consumidor. O BTG, com fontes de receita mais diversificadas, atua em banco de investimento, crédito corporativo, gestão de recursos e patrimônio, reduzindo a dependência do consumo das famílias. Segundo a carta, a instituição combina crescimento consistente dos lucros e rentabilidade elevada, mesmo em ambiente difícil para bancos de varejo.

A Eneva substituiu a Sabesp por oferecer maior previsibilidade de resultados, apoiada pelo aumento das receitas contratadas. O banco vê oportunidades não incorporadas ao preço da ação, como ganhos com usinas termelétricas, comercialização de gás e energia e a necessidade de flexibilidade no sistema elétrico. Novos projetos no leilão de reserva de capacidade também aparecem como gatilhos.

Já a Suzano, no lugar do Bradesco, reduz a exposição ao crédito brasileiro. Com vendas concentradas no exterior e receitas em dólar, a produtora de celulose tem menor correlação com a atividade doméstica e pode funcionar como proteção contra riscos fiscais, cambiais e eleitorais. Apesar dos preços pressionados, o Itaú BBA avalia que a ação negocia a múltiplos descontados, com geração de caixa atrativa.

A mudança ocorre após agosto registrar saída de aproximadamente R$ 18,5 bilhões de investidores estrangeiros da Bolsa. O Ibovespa caiu 0,3% no mês, após perda de 6,5% até o dia 18. No exterior, tensões no Oriente Médio mantiveram o petróleo elevado, e os juros dos títulos de longo prazo dos EUA subiram. O avanço da IA desviou fluxo para Taiwan e Coreia do Sul.

No Brasil, eleição e incertezas fiscais reduziram o interesse estrangeiro. Cerca de 85% dos balanços do 2º trimestre ficaram em linha ou acima das projeções, mas 52% das ações caíram no pregão seguinte. O corte da Selic para 14% ao ano e a desaceleração da inflação deram alívio, com cenário-base prevendo mais uma redução de 0,25 ponto em setembro.

Em agosto, a carteira caiu 0,7%, 0,4 ponto abaixo do Ibovespa. No acumulado de 2026, subiu 1,9%, ante 10,1% do índice. Desde janeiro de 2016, porém, valoriza 1.197%, frente a 342% do Ibovespa.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/potencial-alta-ate-41-itau-bba-troca-3-acoes-carteira-adota-postura-defensiva-se/
