# Santander revela quais ações devem ter melhores e piores resultados no 2T26

> O relatório do Santander para o 2T26 projeta Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Bradesco (BBDC4), TIM (TIMS3) e Smart Fit (SMFT3) como ações com potenciais resultados positivos. Aura Minerals, Banco do Brasil (BBAS3) e Natura são apontadas como possíveis destaques negativos no período.

*Mercado Valor · Investimentos · 20 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

O Santander divulgou suas projeções para o 2T26, destacando Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Bradesco (BBDC4), TIM (TIMS3) e Smart Fit (SMFT3) como potenciais destaques positivos. O banco também aponta Aura Minerals, Banco do Brasil (BBAS3) e Natura entre os negativos.

## De Petrobras (PETR4) a Banco do Brasil (BBAS3): Santander aponta quem deve entregar os melhores e os piores resultados do 2T26

O Santander divulgou suas projeções para a temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), apontando quais companhias devem se destacar positivamente e quais enfrentam desafios. Na visão do banco, Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Bradesco (BBDC4), TIM (TIMS3), Smart Fit (SMFT3), Gerdau (GGBR4), Multiplan (MULT3), Nubank (ROXO34), Fras-le (FRAS3) e Usiminas (USIM5) são os principais destaques positivos da temporada.

O banco projeta que, de forma geral, as empresas de sua cobertura devem entregar crescimento médio de 10% na receita líquida, 23% no Ebitda e 20% no lucro líquido na comparação anual. Esse avanço será puxado principalmente pelas empresas ligadas a commodities, que devem registrar crescimento de cerca de 11% na receita líquida, 33% no Ebitda e 32% no lucro líquido. Já os setores domésticos devem apresentar expansão mais moderada, com alta de aproximadamente 10% na receita, 8% no Ebitda e 10% no lucro líquido, refletindo o impacto dos juros reais elevados e das condições de crédito mais restritivas.

## O que esperar dos destaques positivos do 2T26

O Santander destaca que as empresas positivas devem se beneficiar de fatores como preços mais altos do petróleo, melhora operacional e maior resiliência dos negócios em um ambiente ainda desafiador para a economia. As revisões recentes das estimativas reforçam esse cenário de polarização: enquanto o setor de petróleo e gás recebeu revisões positivas para lucro e Ebitda, segmentos como varejo, construção civil e bancos sofreram cortes nas projeções.

### Bradesco (BBDC4) e Nubank (ROXO34)

O Bradesco deve registrar lucro recorrente de R$ 6,97 bilhões, alta de 15% na comparação anual e de 2% sobre o trimestre anterior, com retorno sobre patrimônio (ROAE) de 16%. O Santander também espera crescimento da margem financeira (NII), sem riscos relevantes para as receitas de tesouraria, apesar da volatilidade da curva de juros.

Já o Nubank deve apresentar lucro líquido de US$ 960 milhões, avanço de 51% em um ano e de 10% na comparação trimestral. A expectativa é de melhora da margem financeira ajustada ao risco (NIM), impulsionada pelo crescimento das receitas, embora o ritmo de expansão das despesas deva acelerar.

### Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3)

No setor de petróleo, Petrobras e Prio devem ser beneficiadas pela alta sustentada do petróleo e pela boa execução operacional, compensando o impacto negativo do imposto de 12% sobre as exportações de óleo. Para a Petrobras, a expectativa é de forte desempenho da área de exploração e produção (E&P), enquanto o refino deve seguir resiliente.

### Fras-le (FRAS3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5)

A Fras-le deve mostrar melhora relevante na rentabilidade, favorecida pela valorização do real, que reduz o impacto dos custos dolarizados, além do aumento dos volumes vendidos. A Gerdau deve registrar recuperação dos volumes e dos preços no Brasil, apesar da pressão dos custos de carvão e minério de ferro. O banco estima Ebitda consolidado de R$ 3,37 bilhões, com margem de 18%. Já a Usiminas deve apresentar estabilidade nos volumes de aço, melhora dos preços realizados e recuperação da produção de minério de ferro, com Ebitda consolidado projetado em R$ 714 milhões.

### Multiplan (MULT3), Smart Fit (SMFT3) e TIM (TIMS3)

A Multiplan deve apresentar um trimestre forte impulsionado por créditos tributários extraordinários de PIS/Cofins. A receita líquida é estimada em R$ 845,2 milhões, alta de 23,7% em um ano. Desconsiderando esse efeito não recorrente, porém, a geração de caixa (AFFO) deve recuar 5,6%. A Smart Fit deve reportar crescimento de 22% na receita e de 12% no lucro líquido, sustentada principalmente pelo bom desempenho da plataforma Totalpass. Na TIM, a expectativa é de crescimento de 6% na receita consolidada, para R$ 7 bilhões, e avanço de 7,2% no Ebitda, apoiado pela expansão dos serviços corporativos (B2B), da receita fixa e pela incorporação da V8.Tech e da I-Systems.

## Quem deve ficar entre os destaques negativos

No lado oposto, o Santander aponta Aura Minerals (AURA33), Banco do Brasil (BBAS3), Grupo Mateus (GMAT3), Inter (INBR32), JBS, Marcopolo (POMO4), Natura (NATU3) e Pague Menos (PGMN3) como os destaques negativos da temporada. Essas empresas devem enfrentar desafios como pressão de custos, ambiente de consumo mais fraco, provisões elevadas, menor rentabilidade ou dificuldades operacionais.

### Banco do Brasil (BBAS3) e Inter (INBR32)

O Banco do Brasil deve mostrar apenas uma leve melhora em relação ao trimestre anterior. As provisões continuam pressionando os resultados, enquanto o agronegócio segue como principal ponto de atenção. No Inter, apesar da expectativa de crescimento do lucro e da carteira de crédito, o aumento do custo de risco deve limitar a expansão da margem financeira ajustada ao risco.

### Aura Minerals (AURA33) e Grupo Mateus (GMAT3)

A Aura Minerals deve registrar queda de 5% na produção de ouro na comparação trimestral, acompanhada por aumento dos custos unitários devido ao plano de lavra e aos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos. Já o Grupo Mateus deve ter queda de 7,5% nas vendas nas mesmas lojas (SSS) e compressão da margem Ebitda em razão do ambiente de consumo mais difícil.

### JBS, Marcopolo (POMO4) e Natura (NATU3)

A JBS deve apresentar resultados mais fracos na comparação anual, pressionada pelo aumento dos custos da operação de carne bovina nos Estados Unidos e pela recuperação mais lenta do que o esperado dos preços na divisão de aves no país. A Marcopolo também deve ficar abaixo das expectativas, afetada por um mix menos favorável, menor rentabilidade das exportações, inflação de custos e um intervalo temporário nas entregas de programas governamentais. A Natura deve sofrer com dificuldades operacionais no Brasil, relacionadas a atualizações de sistemas e mudanças nas políticas dos canais de venda, o que deve resultar em queda de cerca de 10% da receita e compressão de aproximadamente cinco pontos percentuais da margem Ebitda.

## O que esperar da temporada como um todo

Na avaliação do Santander, a temporada de resultados deve reforçar a preferência do mercado por empresas menos sensíveis aos juros e mais expostas às commodities, sem alterar, por si só, a narrativa macroeconômica. A polarização entre setores deve continuar, com as companhias ligadas a commodities puxando o crescimento, enquanto os setores domésticos enfrentam juros reais elevados e condições de crédito mais restritivas.

## Perguntas Frequentes

### Quais ações o Santander aponta como destaques positivos do 2T26?

O Santander aponta Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3), Bradesco (BBDC4), TIM (TIMS3), Smart Fit (SMFT3), Gerdau (GGBR4), Multiplan (MULT3), Nubank (ROXO34), Fras-le (FRAS3) e Usiminas (USIM5) como os principais destaques positivos.

### Quais são os destaques negativos do 2T26 segundo o Santander?

O banco aponta Aura Minerals (AURA33), Banco do Brasil (BBAS3), Grupo Mateus (GMAT3), Inter (INBR32), JBS, Marcopolo (POMO4), Natura (NATU3) e Pague Menos (PGMN3) como destaques negativos.

### Qual a projeção de lucro do Bradesco (BBDC4) para o 2T26?

O Santander projeta lucro recorrente de R$ 6,97 bilhões, alta de 15% na comparação anual e de 2% sobre o trimestre anterior.

### Qual a expectativa de lucro do Nubank (ROXO34) no 2T26?

O banco espera lucro líquido de US$ 960 milhões, avanço de 51% em um ano e de 10% na comparação trimestral.

### Por que a Natura (NATU3) deve ter resultados fracos?

A Natura deve sofrer com dificuldades operacionais no Brasil, relacionadas a atualizações de sistemas e mudanças nas políticas dos canais de venda, com queda de cerca de 10% da receita e compressão de aproximadamente cinco pontos percentuais da margem Ebitda.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/petrobras-petr4-banco-brasil-bbas3-santander-aponta-quem-deve-entregar-melhores-/
