# ONCO3: CVM aprova OPA de R$ 6 bi e ação dispara 52%

> ONCO3, ação da Oncoclínicas, registrou alta de 52% em cinco dias após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovar a OPA de R$ 6 bilhões. A oferta pública de aquisição prevê pagamento de até R$ 16 por papel para acionistas elegíveis. A decisão da CVM confirma o valor da operação e impulsiona o mercado.

*Mercado Valor · Investimentos · 26 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

A CVM votou a favor da OPA sobre a Oncoclínicas (ONCO3), avaliada em mais de R$ 6 bilhões. Ação saltou 52% em cinco dias. Veja quem pode receber até R$ 16 por papel.

A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado, na noite de quarta-feira (25), que o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu a favor da exigibilidade de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) sobre a empresa. A avaliação da oferta supera R$ 6 bilhões, e a ação saltou cerca de 52% nos últimos cinco dias, negociada na faixa dos R$ 1,75 na B3.

O julgamento envolve três personagens principais, além da Oncoclínicas e seus acionistas minoritários: a gestora Latache, a gestora americana Centaurus e o Goldman Sachs. A CVM analisou a necessidade de uma OPA devido a uma reorganização societária feita pela Oncoclínicas em novembro de 2024, que poderia ter disparado o poison pill, mecanismo que protege os direitos dos acionistas minoritários em caso de mudanças no controle.

A reorganização fez com que o fundo Josephina III, veículo da gestora Centaurus, passasse a deter diretamente 31,83% do capital da Oncoclínicas. Isso, em teoria, dispararia o poison pill, que obriga a realização de uma OPA quando um investidor adquire participação superior a 15%. Os minoritários pleiteavam a oferta, argumentando que a Centaurus deveria ter proposto a compra após adquirir fatia do Goldman Sachs.

A área técnica da CVM inicialmente entendeu que o mecanismo não foi acionado, pois a Centaurus já detinha participação indireta acima de 15% desde 2018, antes do IPO de 2021. O estatuto isenta acionistas com participação relevante pré-IPO. Mas o colegiado da autarquia, na terça-feira (25), decidiu contra esse entendimento da Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE), votando a favor da obrigatoriedade.

A Centaurus poderá ter que pagar até R$ 16 por ação, dependendo dos critérios aplicados. A OPA deve considerar um prêmio de 120% sobre a maior cotação em determinado período. O dinheiro, porém, não iria para a Oncoclínicas, que enfrenta uma recuperação, mas sim para os acionistas com direito de vender os papéis, definição ainda não divulgada.

Uma discussão envolve a data em que a obrigação surgiu. O benefício pode ser limitado a quem já possuía ações em novembro de 2024, quando a Centaurus apareceu diretamente com 16,05% da companhia. Quem comprou depois pode não receber o mesmo valor, ou até ficar fora da oferta, dependendo da CVM e de desdobramentos na arbitragem e na Justiça. OPA e poison pill: entenda seus direitos como acionista Como funciona uma oferta pública de aquisição

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/oncoclinicas-onco3-cvm-vota-favor-opa-avaliada-mais-r-6-bilhoes/
