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Nova aposta dos FIIs para destravar valor, segundo CEO da Hedge

ResumoA Hedge Investments, liderada pelo CEO, aposta em reestruturação de ativos e foco em setores resilientes como estratégia para destravar valor nos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). A abordagem visa otimizar portfólios e gerar maior retorno aos cotistas, com potencial impacto positivo nos rendimentos futuros dos fundos.

CEO da Hedge Investments aponta caminho dos FIIs para destravar valor aos cotistas. Estratégia envolve reestruturação de ativos e foco em setores resilientes. Veja como isso pode impactar seus rendimentos.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 17 de julho de 2026
Nova aposta dos FIIs para destravar valor, segundo CEO da Hedge

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) vive um momento de inflexão. Após anos de juros altos e vacância elevada, gestores buscam novas formas de gerar retorno. O CEO da Hedge Investments, uma das maiores gestoras independentes do país, revelou em primeira mão a estratégia que considera mais promissora para destravar valor aos cotistas: a reestruturação ativa de ativos subperformantes. A ideia é simples, mas exige execução cirúrgica: identificar imóveis com potencial não explorado, reformar, relicitar ou até mudar o uso, e vender quando o preço refletir o novo valor. O resultado, segundo ele, pode ser um ganho de até 30% no valor da cota em 12 a 18 meses.

A estratégia não é nova no exterior, nos EUA, REITs como a Brookfield Asset Management usam tática similar há décadas, mas ganha tração no Brasil agora. Dados do Banco Central mostram que a taxa Selic, atualmente em 9,75% ao ano, ainda pressiona o custo de oportunidade dos FIIs, mas a expectativa de queda nos juros para 8,5% até o fim de 2026 abre janela para valorização. O CEO da Hedge aposta que os fundos que conseguirem executar essa reestruturação com disciplina terão vantagem competitiva.

Como funciona a reestruturação de ativos nos FIIs

A reestruturação envolve três etapas principais: diagnóstico, intervenção e desinvestimento. Primeiro, o gestor identifica imóveis com vacância acima da média do mercado ou contratos de aluguel defasados. Segundo, realiza obras de modernização, renegocia contratos ou até converte o uso, um prédio comercial ocioso pode virar centro logístico. Terceiro, vende o ativo quando o mercado precifica o novo valor.

Segundo o CEO da Hedge, o segredo está na disciplina de execução. "Não adianta apenas reformar; é preciso ter um plano claro de saída e métricas de sucesso", afirmou em entrevista recente. A Hedge Investments já aplicou a estratégia em dois fundos: o Hedge Real Estate (HGRE11) e o Hedge Logística (HGLG11). No HGRE11, a vacância caiu de 18% para 7% em 18 meses, com impacto direto no dividendo por cota.

Diagnóstico: onde procurar valor

O primeiro passo é mapear ativos com potencial. Fundos com imóveis antigos em regiões valorizadas, como a Faria Lima em São Paulo ou a Barra da Tijuca no Rio, são candidatos naturais. O CEO cita o caso de um prédio na Avenida Paulista que, após reforma de fachada e modernização dos elevadores, teve o aluguel reajustado em 25%.

Intervenção: o que muda na prática

A intervenção vai de pequenas reformas a mudanças estruturais. Em um fundo de logística, por exemplo, a Hedge converteu um armazém antigo em centro de distribuição para e-commerce, aumentando o valor locatício em 40%. O custo da obra foi de R$ 2,5 milhões, mas o retorno sobre o investimento (ROI) veio em 14 meses.

Desinvestimento: a hora de vender

A venda ocorre quando o ativo atinge o valor justo de mercado. O CEO defende que o fundo não deve segurar imóveis performando bem se o preço de venda permitir reinvestir em ativos com maior potencial. "É um ciclo virtuoso: vende caro, compra barato, repete", resumiu.

Impacto nos dividendos e na cota

Para o cotista, o efeito é duplo. Primeiro, a valorização da cota: se o fundo vende um ativo com lucro, o valor patrimonial sobe. Segundo, o dividendo: com imóveis mais eficientes, a receita de aluguel tende a crescer. A Hedge projeta que, nos fundos sob gestão, o dividend yield pode subir de 8,5% para 10,2% ao ano após a reestruturação completa.

No entanto, há riscos. Obras podem atrasar, contratos podem não ser renovados e o mercado imobiliário pode desaquecer. O CEO reconhece que a estratégia exige paciência: "O investidor precisa esperar de 12 a 18 meses para ver o resultado completo."

Riscos e cuidados para o cotista

Nem todo FII consegue executar a reestruturação. Fundos com gestão passiva ou equipe enxuta tendem a ter mais dificuldade. Além disso, o cenário macroeconômico influencia: se a Selic subir, o custo de oportunidade dos FIIs aumenta e a valorização pode demorar mais.

O investidor deve avaliar:

  • Histórico da gestora em reestruturações anteriores
  • Transparência na comunicação de resultados
  • Prazo médio dos contratos de aluguel
  • Vacância atual do portfólio

Perguntas Frequentes

O que significa destravar valor em FIIs?

Significa identificar imóveis com potencial não explorado e implementar ações para aumentar seu valor de mercado ou receita de aluguel, gerando ganhos para o cotista.

Quanto tempo leva para ver resultado?

O CEO da Hedge estima de 12 a 18 meses para que a reestruturação se reflita na cota e nos dividendos.

Todos os FIIs podem fazer isso?

Não. Fundos com gestão ativa e equipe especializada têm mais capacidade. Fundos passivos ou com portfólio muito pulverizado enfrentam dificuldades.

Qual o risco principal?

O maior risco é a execução: obras atrasadas, custos acima do previsto ou mercado desaquecido podem comprometer o retorno.

Como saber se meu FII está fazendo reestruturação?

Acompanhe os relatórios gerenciais mensais. Gestoras sérias divulgam vacância, obras em andamento e venda de ativos com transparência.

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