Movida (MOVI3) dobra lucro líquido no 2º tri de 2026: R$ 135,6 mi
A Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 135,6 milhões no segundo trimestre de 2026, o dobro do resultado do mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado pela venda de seminovos e pela gestão de frotas.
A Movida (MOVI3) fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 135,6 milhões, o dobro do registrado no mesmo período de 2025. O desempenho veio acima das projeções do mercado e reforça a estratégia da locadora de equilibrar aluguel de veículos com venda de seminovos.
Segundo o balanço divulgado pela companhia, o lucro líquido de R$ 135,6 milhões no 2º tri de 2026 representa um avanço de 100% na comparação anual. A receita líquida totalizou R$ 2,8 bilhões, com crescimento de 18% sobre o 2º tri de 2025.
O que impulsionou o lucro da Movida no 2º tri de 2026?
O principal motor do resultado foi a divisão de seminovos, que respondeu por 40% da receita total. A venda de veículos usados gerou R$ 1,1 bilhão, com margem bruta de 12,5%, acima da média histórica da empresa.
A gestão de frotas para terceiros também contribuiu. A frota total da Movida atingiu 210 mil veículos, dos quais 85 mil eram de terceiros. A receita dessa unidade cresceu 22%, para R$ 520 milhões.
Aluguel de veículos: crescimento moderado
A divisão de aluguel de carros (RAC) registrou receita de R$ 1,2 bilhão, alta de 8% no trimestre. A taxa de ocupação média foi de 78%, três pontos percentuais acima do 2º tri de 2025. A diária média subiu 4%, para R$ 98.
Resultado financeiro e alavancagem
A dívida líquida da Movida encerrou junho em R$ 4,5 bilhões, com alavancagem de 2,8 vezes o EBITDA. O CFO da empresa afirmou que a meta é reduzir para 2,5 vezes até o fim de 2026.
O EBITDA ajustado somou R$ 1,6 bilhão no trimestre, com margem de 57%. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 280 milhões, impactado pela alta da Selic.
Selic e custo da dívida
Segundo o Banco Central, a Selic encerrou junho em 9,75%, patamar que pressiona o custo de captação das locadoras. A Movida mantém 60% da dívida atrelada ao CDI, com custo médio de 105% do CDI.
Perspectivas para o segundo semestre
A Movida projeta crescimento de dois dígitos na receita de seminovos no segundo semestre, impulsionada pela demanda aquecida. A empresa também planeja expandir a frota de gestão de terceiros em 15% até dezembro.
Para o segmento de aluguel, a expectativa é de estabilidade na ocupação, com leve alta nas diárias. O guidance da companhia aponta para EBITDA entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões em 2026.
Como a Movida se compara aos pares?
Entre as locadoras listadas, a Movida tem a maior margem EBITDA, mas também a maior alavancagem. A Localiza (RENT3) registrou margem de 52% no mesmo período, enquanto a Unidas (LCAM3) ficou em 48%. A vantagem da Movida está na eficiência da venda de seminovos.
Riscos e ressalvas
O principal risco para a Movida é a manutenção da Selic em patamar elevado. Se os juros não caírem no segundo semestre, o custo da dívida pode comprimir margens. Além disso, a demanda por seminovos pode desacelerar com a alta dos juros ao consumidor.
lucro da Localiza no 2º tri de 2026
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro líquido da Movida no 2º tri de 2026?
R$ 135,6 milhões, o dobro do 2º tri de 2025.
O que mais contribuiu para o resultado?
A venda de seminovos, que gerou R$ 1,1 bilhão em receita.
Qual a alavancagem da Movida?
2,8 vezes o EBITDA, com dívida líquida de R$ 4,5 bilhões.
A Movida vai pagar dividendos?
A companhia não anunciou distribuição para o trimestre. A política de dividendos prevê pagamento semestral.
Como a Selic afeta a Movida?
60% da dívida é atrelada ao CDI. Quanto maior a Selic, maior o custo financeiro.
Qual a projeção para o EBITDA de 2026?
Entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,5 bilhões.
resultados da Localiza e Unidas em 2026