# Magazine Luiza (MGLU3): Citi corta preço-alvo e vê pressão no online; o que fazer com as ações?

> O Magazine Luiza (MGLU3) teve o preço-alvo reduzido pelo Citi de R$ 6,50 para R$ 6,00, com recomendação neutra/alto risco. O banco identifica bom desempenho nas lojas físicas, mas pressão competitiva no e-commerce. Investidores devem monitorar a capacidade da empresa de reverter a tendência negativa no canal online para justificar uma reavaliação do papel.

*Mercado Valor · Investimentos · 29 de julho de 2026 · Bianca Solano*

O Citi cortou o preço-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6, mantendo recomendação neutra/alto risco. O banco vê bom desempenho das lojas físicas, mas pressão no online. Entenda os motivos e o que esperar das ações.

## Magazine Luiza (MGLU3): Citi corta preço-alvo e vê pressão no online; o que fazer com as ações?

O Citi cortou o preço-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6 por ação, mantendo a recomendação neutra/alto risco para a varejista. O banco atualizou o modelo antes dos resultados do segundo trimestre, de olho no bom desempenho das lojas físicas, enquanto o online enfrenta dificuldades. As ações amargam queda acumulada no ano de 46%.

O Citi cortou o preço-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) de R$ 6,50 para R$ 6, com recomendação neutra/alto risco. O banco projeta crescimento de 8% nas vendas das lojas físicas no 2T26, mas vê queda de 8% nas vendas de estoque próprio e 12% no marketplace, refletindo maior pressão competitiva. As ações acumulam queda de 46% no ano.

## Por que o Citi cortou o preço-alvo do Magazine Luiza?

A equipe de analistas do Citi atualizou o modelo antes dos resultados do segundo trimestre, incorporando novas premissas para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 e 2027. As projeções subiram de 14,3% e 13,3% para 14,5% e 13,8%, respectivamente.

Segundo o banco, as lojas físicas seguem como ponto positivo. "Embora continuemos construtivos em relação às lojas físicas, projetando crescimento de aproximadamente 8% nas vendas mesmas lojas (SSS) no 2T26 (ante cerca de 6% no 1T26), estamos ficando mais cautelosos com as tendências do canal online, apesar do impulso proporcionado pela Copa do Mundo", diz o Citi.

### O que esperar do canal online?

O banco projeta que as vendas de 1P (estoque próprio) e 3P (marketplace) fiquem amplamente em linha com o primeiro trimestre do ano, com quedas de 8% e 12% na comparação anual, respectivamente. A principal causa é a maior pressão competitiva dos marketplaces.

## Como as despesas operacionais afetam os resultados?

O ponto positivo, na leitura dos analistas, é a continuidade da disciplina nas despesas operacionais (opex). Isso deve compensar a maior parte da desalavancagem operacional, limitando a contração da margem Ebitda ajustada a apenas 30 pontos-base na comparação anual, apesar de uma queda de 2% na receita.

Incorporando essas mudanças, o Citi reduziu as estimativas de lucro em 9% e 16% para 2026 e 2027, respectivamente.

## Quando o Magazine Luiza divulga os resultados do 2T26?

O Magazine Luiza divulga os números referentes ao período de abril a junho no dia 6 de agosto, após o fechamento do mercado. A teleconferência sobre os resultados está marcada para o dia seguinte.

## O que mais pressiona as ações da Magazine Luiza?

Na leitura de Caroline Sanchez, analista da Levante Corp., não existe apenas um motivo que justifique o desempenho negativo na Bolsa, mas, sim, um conjunto de pressões simultâneas. Sanchez destaca três fatores: o impacto da taxa básica de juros (Selic) nas despesas financeiras; o acirramento da concorrência no e-commerce; e o comportamento do consumidor.

### Qual o ciclo de negócio da empresa?

A varejista entrou em um novo ciclo do negócio, voltado para o desenvolvimento e aplicação de Inteligência Artificial. Frederico Trajano, CEO da companhia, atua desde a sua entrada com ciclos de cinco anos, sendo que o primeiro foi o da digitalização e o segundo da formação do ecossistema.

## O que o CEO Frederico Trajano diz sobre o preço das ações?

Frederico Trajano não é de falar em entrevistas sobre o preço das ações, mas abordou o tema em entrevista para o podcast Market Makers, parceiro do Money Times. Em suas falas, afirmou que seu foco enquanto executivo está na geração de valor aos acionistas e demais stakeholders, com a compreensão de que nem tudo está sob seu controle, como os juros, aspecto que machuca o desempenho dos papéis.

"Para qualquer CEO responsável por uma empresa de capital aberto, se você disser que não olha para o preço de tela e falar que isso não é importante, não é verdade. São, sim, aspectos relevantes, especialmente quando se considera o longo prazo", afirmou.

Ele disse que busca refletir sobre o que está ou não ao seu alcance. "Eu procuro focar naquilo que eu controlo. No curto prazo, eu controlo fundamento da companhia e, no longo prazo, isso vai se refletir no preço da companhia, dado o momento de mercado", disse ao Market Makers.

## Perguntas Frequentes

### Qual o novo preço-alvo do Magazine Luiza segundo o Citi?

O Citi cortou o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6 por ação, mantendo recomendação neutra/alto risco.

### Quando o Magazine Luiza divulga os resultados do 2T26?

A divulgação está marcada para 6 de agosto, após o fechamento do mercado, com teleconferência no dia seguinte.

### Quanto as ações do Magazine Luiza caíram no ano?

As ações amargam queda acumulada no ano de 46%.

### Quais os principais fatores que pressionam as ações?

Caroline Sanchez, analista da Levante Corp., destaca três fatores: impacto dos juros nas despesas financeiras, acirramento da concorrência no e-commerce e comportamento do consumidor.

### O que o CEO Frederico Trajano diz sobre o preço das ações?

Ele afirma focar no que controla, os fundamentos da companhia, e que o preço reflete isso no longo prazo.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/magazine-luiza-mglu3-citi-corta-preco-alvo-ve-pressao-online-fazer-acoes/
