Klabin ou Suzano: Santander vê alta de 72% em uma ação no 2T26
O Santander vê melhora no 2T26 para Klabin e Suzano, mas mantém preferência por uma delas. Suzano tem potencial de alta de 72,97%, com Ebitda de R$ 4,6 bi. Klabin deve crescer 4% no trimestre. Entenda os números e os riscos.
Klabin (KLBN11) ou Suzano (SUZB3): Santander vê melhora no 2T26, apesar de pressão para custos; uma ação pode disparar 72%
A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 deve ser mais favorável para as empresas de papel e celulose, com a recuperação dos preços da commodity compensando parte da pressão sobre os custos de produção. Ainda assim, o Santander avalia que o cenário segue desafiador e mantém preferência por uma companhia no setor.
Segundo o banco, o Ebitda médio do setor deve avançar cerca de 6% na comparação trimestral, refletindo principalmente os preços mais elevados da celulose de fibra curta (hardwood), especialmente na Europa, e a melhora dos preços realizados pelas empresas brasileiras. Fica a dúvida: qual a melhor ação para ter na carteira, Klabin (KLBN11) ou Suzano (SUZB3)?
Suzano (SUZB3): a escolha do Santander com potencial de 72,97%
O Santander mantém recomendação outperform (equivalente a compra) para a Suzano, que continua sendo sua principal escolha no segmento, com preço-alvo de R$ 75. Isso representa um potencial de alta de 72,97% em relação ao preço atual.
O banco projeta que a Suzano entregue um Ebitda consolidado de R$ 4,6 bilhões no segundo trimestre, alta de 1% em relação ao trimestre anterior, com margem de 41%. A divisão de celulose deve gerar R$ 4,1 bilhões de Ebitda, beneficiada por preços realizados próximos de US$ 600 por tonelada.
Riscos que pressionam o desempenho da Suzano
Os analistas destacam que o desempenho da companhia deve continuar pressionado por menores volumes de vendas, reflexo das paradas programadas para manutenção nas fábricas de Jacareí, Mucuri II e Três Lagoas, além do corte de produção anunciado pela empresa em 2025. Os custos também devem subir, impactados pela menor diluição das despesas fixas e pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.
Klabin (KLBN11): melhora ligeira, mas ainda abaixo de 2025
Para a Klabin, a expectativa é de um desempenho ligeiramente melhor na comparação trimestral. O Santander projeta Ebitda consolidado de R$ 1,735 bilhão, avanço de 4% sobre o primeiro trimestre, embora ainda represente queda de 15% frente ao mesmo período de 2025. Os analistas recomendam compra, com preço-alvo de R$ 29 (potencial de alta de 58,64%).
O que sustenta a tese da Klabin
Segundo o time do banco, a companhia deve se beneficiar da resiliência dos preços da celulose de fibra curta, do fortalecimento do mercado europeu e do bom momento da celulose fluff, cujos preços seguem em alta. O segmento de papel também deve apresentar um ambiente mais favorável, impulsionado pela recuperação dos preços do kraftliner e pelo fechamento de capacidade produtiva nos Estados Unidos.
Além disso, o Santander espera crescimento nas vendas de caixas de papelão ondulado, em linha com a expansão do mercado, e uma recuperação do segmento de sacos industriais, sustentada pela melhora da atividade da construção civil no Brasil.
Cenário ainda desafiador para o setor
Apesar da melhora esperada para ambas as empresas, o banco avalia que a recuperação dos preços da celulose tende a ser parcialmente compensada pela inflação de custos, mantendo um cenário ainda desafiador para o setor ao longo do trimestre. O ciclo de preços ajuda, mas não elimina a pressão estrutural sobre as margens.
Calendário de resultados: Klabin em 5 de agosto, Suzano em 12
A Klabin divulga seus resultados no dia 5 de agosto, antes da abertura do mercado. Já a Suzano reporta seus números no dia 12 de agosto, após o fechamento do mercado. Investidores devem ficar atentos não apenas aos números de Ebitda, mas também à trajetória dos custos e à capacidade de repasse de preços.
Qual ação escolher: Klabin ou Suzano?
A escolha entre Klabin e Suzano depende do perfil de risco. A Suzano oferece maior potencial de alta (72,97%) e é a preferência do Santander, mas enfrenta riscos operacionais com paradas de manutenção e corte de produção. A Klabin tem upside menor (58,64%), mas apresenta diversificação em papel e embalagens, com recuperação em segmentos como kraftliner e sacos industriais.
Para quem busca exposição ao ciclo de alta da celulose, a Suzano parece mais direta. Para quem prefere uma tese mais diversificada, com presença em papel e embalagens, a Klabin pode ser mais adequada. O cenário de custos, no entanto, segue como variável crítica para ambas.
Perguntas Frequentes
Qual ação o Santander recomenda: Klabin ou Suzano?
O Santander mantém recomendação outperform (compra) para a Suzano, com preço-alvo de R$ 75 e potencial de alta de 72,97%. Para a Klabin, a recomendação é compra, com preço-alvo de R$ 29 (alta de 58,64%).
Qual o Ebitda projetado para a Suzano no 2T26?
O Santander projeta Ebitda consolidado de R$ 4,6 bilhões para a Suzano no segundo trimestre, alta de 1% em relação ao trimestre anterior, com margem de 41%.
Qual o Ebitda projetado para a Klabin no 2T26?
O banco projeta Ebitda consolidado de R$ 1,735 bilhão para a Klabin, avanço de 4% sobre o primeiro trimestre, mas ainda queda de 15% frente ao mesmo período de 2025.
Quando a Klabin divulga resultados do 2T26?
A Klabin divulga seus resultados no dia 5 de agosto, antes da abertura do mercado.
Quando a Suzano divulga resultados do 2T26?
A Suzano reporta seus números no dia 12 de agosto, após o fechamento do mercado.
Por que o setor de papel e celulose deve melhorar no 2T26?
A recuperação dos preços da celulose de fibra curta, especialmente na Europa, e a melhora dos preços realizados pelas empresas brasileiras devem impulsionar o Ebitda médio do setor em cerca de 6% na comparação trimestral, segundo o Santander.