Kalshi busca permissão para lançar futuros perpétuos de metais preciosos
A Kalshi pediu à CFTC autorização para lançar futuros perpétuos de ouro, prata e platina, após obter aprovação para criptomoedas em maio. A CME contesta o movimento na Justiça, alegando que os contratos funcionam como swaps e deveriam ter regras mais rígidas.
A provedora de mercados de previsão Kalshi está pressionando os reguladores americanos para expandir sua linha de produtos derivativos. A empresa protocolou um pedido na Commodity Futures Trading Commission (CFTC) solicitando autorização para oferecer contratos de futuros perpétuos atrelados ao preço à vista de ouro, prata e platina.
O que são futuros perpétuos e como funcionam
Diferentemente dos contratos padrão de futuros de commodities, os perpétuos não têm data de vencimento nem envolvem entrega física do ativo. Em vez disso, são liquidados integralmente em dinheiro e podem ser negociados fora do horário tradicional de mercado. Isso permite que investidores especulem sobre a trajetória dos preços dos metais sem precisar rolar posições periodicamente.
O precedente das criptomoedas
O pedido atual não surge do nada. A Kalshi obteve aprovação da CFTC em maio para lançar o primeiro conjunto de perpétuos do país, atrelados ao preço de criptomoedas. Essa aprovação prévia agora serve como sustentação legal para o pedido de metais preciosos.
A disputa judicial com a CME
O movimento da Kalshi encontrou resistência. No mês passado, a Chicago Mercantile Exchange (CME) entrou com um processo contestando a legalidade dos perpétuos. O mercado de derivativos alega que esses contratos não são futuros, mas sim swaps sob a Commodity Exchange Act. Se a tese da CME prevalecer, os perpétuos estariam sujeitos a regras mais rígidas e poderiam ser bloqueados para investidores de varejo.
A resposta da Kalshi
Em documento protocolado nesta terça-feira, a Kalshi rebateu o argumento da CME. A empresa afirmou que os contratos não precisam ter uma data de vencimento fixa para serem legalmente classificados como futuros. A alegação busca manter o caminho aberto para a oferta ao público, sem as restrições que incidem sobre swaps.
Perguntas Frequentes
O que são futuros perpétuos?
São contratos derivativos sem data de vencimento, liquidados em dinheiro, que permitem especular sobre o preço de um ativo sem entrega física.
Por que a CME está contestando o pedido da Kalshi?
A CME alega que os perpétuos funcionam como swaps, não como futuros, e portanto deveriam seguir regras mais rígidas, que limitam o acesso de investidores de varejo.
Quais metais estão no pedido da Kalshi?
Ouro, prata e platina, com contratos atrelados ao preço à vista de cada metal.
A Kalshi já tem permissão para operar perpétuos nos EUA?
Sim, desde maio, para contratos atrelados a criptomoedas. O pedido atual é para expandir para metais preciosos.
Qual o risco para investidores de varejo?
Se a CME vencer o processo, os perpétuos podem ser classificados como swaps, ficando restritos a investidores institucionais, o que reduziria o acesso do público geral.