# Kalshi busca permissão para lançar futuros perpétuos de metais preciosos

> A Kalshi solicitou à CFTC autorização para lançar futuros perpétuos de ouro, prata e platina. A CME contesta judicialmente o pedido, argumentando que os contratos funcionam como swaps e exigem regras mais rígidas. A iniciativa segue a aprovação de contratos de criptomoedas pela Kalshi em maio.

*Mercado Valor · Investimentos · 22 de julho de 2026 · Bianca Solano*

A Kalshi pediu à CFTC autorização para lançar futuros perpétuos de ouro, prata e platina, após obter aprovação para criptomoedas em maio. A CME contesta o movimento na Justiça, alegando que os contratos funcionam como swaps e deveriam ter regras mais rígidas.

A provedora de mercados de previsão Kalshi está pressionando os reguladores americanos para expandir sua linha de produtos derivativos. A empresa protocolou um pedido na Commodity Futures Trading Commission (CFTC) solicitando autorização para oferecer contratos de futuros perpétuos atrelados ao preço à vista de ouro, prata e platina.

**O que são futuros perpétuos e como funcionam**

Diferentemente dos contratos padrão de futuros de commodities, os perpétuos não têm data de vencimento nem envolvem entrega física do ativo. Em vez disso, são liquidados integralmente em dinheiro e podem ser negociados fora do horário tradicional de mercado. Isso permite que investidores especulem sobre a trajetória dos preços dos metais sem precisar rolar posições periodicamente.

**O precedente das criptomoedas**

O pedido atual não surge do nada. A Kalshi obteve aprovação da CFTC em maio para lançar o primeiro conjunto de perpétuos do país, atrelados ao preço de criptomoedas. Essa aprovação prévia agora serve como sustentação legal para o pedido de metais preciosos.

**A disputa judicial com a CME**

O movimento da Kalshi encontrou resistência. No mês passado, a Chicago Mercantile Exchange (CME) entrou com um processo contestando a legalidade dos perpétuos. O mercado de derivativos alega que esses contratos não são futuros, mas sim swaps sob a Commodity Exchange Act. Se a tese da CME prevalecer, os perpétuos estariam sujeitos a regras mais rígidas e poderiam ser bloqueados para investidores de varejo.

**A resposta da Kalshi**

Em documento protocolado nesta terça-feira, a Kalshi rebateu o argumento da CME. A empresa afirmou que os contratos não precisam ter uma data de vencimento fixa para serem legalmente classificados como futuros. A alegação busca manter o caminho aberto para a oferta ao público, sem as restrições que incidem sobre swaps.

**Perguntas Frequentes**

### O que são futuros perpétuos?

São contratos derivativos sem data de vencimento, liquidados em dinheiro, que permitem especular sobre o preço de um ativo sem entrega física.

### Por que a CME está contestando o pedido da Kalshi?

A CME alega que os perpétuos funcionam como swaps, não como futuros, e portanto deveriam seguir regras mais rígidas, que limitam o acesso de investidores de varejo.

### Quais metais estão no pedido da Kalshi?

Ouro, prata e platina, com contratos atrelados ao preço à vista de cada metal.

### A Kalshi já tem permissão para operar perpétuos nos EUA?

Sim, desde maio, para contratos atrelados a criptomoedas. O pedido atual é para expandir para metais preciosos.

### Qual o risco para investidores de varejo?

Se a CME vencer o processo, os perpétuos podem ser classificados como swaps, ficando restritos a investidores institucionais, o que reduziria o acesso do público geral.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/kalshi-busca-permissao-lancar-futuros-perpetuos-metais-preciosos/
