Ibovespa fecha em baixa de 0,03% com Vale (VALE3) no radar; dólar cai a R$ 5,07
O Ibovespa fechou em leve baixa de 0,03%, aos 173.325 pontos, perdendo o embalo do exterior. O dólar caiu 0,31%, a R$ 5,07. O mercado monitorou pesquisas eleitorais e a guerra no Oriente Médio, enquanto Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) limitaram as perdas do índice.
O Ibovespa (IBOV) fechou em ligeira baixa nesta terça-feira (21), perdendo a carona do otimismo de Wall Street, mas com a Petrobras (PETR4) limitando a queda do índice. O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos. Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0737, em queda de 0,31%.
O Ibovespa fechou em baixa de 0,03%, aos 173.325,65 pontos, nesta terça-feira (21), perdendo a carona do otimismo de Wall Street. O dólar à vista caiu 0,31%, a R$ 5,0737. A Vale (VALE3) subiu 0,43%, a R$ 72,24, enquanto a Petrobras (PETR4) avançou 1,24%, a R$ 41,66, limitando as perdas do índice.
Por que o Ibovespa caiu com Wall Street em alta?
O movimento foi influenciado por fatores locais. O mercado acompanhou as pesquisas eleitorais do instituto Real Time Big Data e Indexa Pesquisas, ambas apontando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno se as eleições presidenciais. Essas foram as primeiras pesquisas após o anúncio de nova sobretaxa de 25% dos Estados Unidos a produtos importados do Brasil, com vigência prevista para esta quarta-feira (22).
Além disso, o mercado aguarda a divulgação do relatório de produção e vendas da Vale (VALE3) nesta terça-feira. A expectativa é de que a mineradora apresente uma forte recuperação na produção de minério de ferro no segundo trimestre de 2026, beneficiada pela melhora sazonal das condições climáticas e pelo avanço de projetos de expansão. O movimento, porém, deve vir acompanhado de custos mais elevados, apontam Santander e Genial Investimentos.
Os pesos-pesados que seguraram o índice
Entre as ações negociadas no Ibovespa, os 'pesos-pesados' contribuíram para aliviar o índice. A Petrobras (PETR4; PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, surfou com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e limitou as perdas do IBOV. PETR3 subiu 1,43% (R$ 46,78) e PETR4 registrou alta de 1,24% (R$ 41,66).
A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, também avançou e encerrou o dia com ganho de 0,43% (R$ 72,24), destoando do minério de ferro. O setor de bancos também teve alta: o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com avanço de 0,49%; o Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve ganho de 0,54% (R$ 42,53). Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
Quem liderou as perdas e os ganhos do Ibovespa
A ponta negativa do IBOV foi liderada por Hypera (HYPE3), com baixa de 5,51%, a R$ 20,24, enquanto os ganhos do índice foram encabeçados pela MBRF (MBRF3), com avanço de 4,06% (R$ 15,11). Hoje, a MBRF aprovou o cancelamento de 21.476.565 ações ordinárias mantidas em tesouraria, conforme comunicado divulgado ao mercado.
Como Wall Street e o cenário externo influenciaram
Os índices de Wall Street fecharam em alta impulsionados pelos balanços corporativos e a alta de fabricantes de chips. A guerra, que entrou no décimo dia consecutivo de ataques diretos entre Estados Unidos e Irã, segue nos holofotes com relatos de que Teerã recebeu uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias.
Os desdobramentos do conflito dividiram ainda as atenções com a nova rodada de tarifas sobre os produtos de países parceiros comerciais e os resultados do segundo trimestre (2T26). Na Europa, os índices fecharam sem direção única com balanços e a guerra no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,56%, aos 643,19 pontos. Na Ásia, os índices terminaram também mistos: o Nikkei, do Japão, saltou 3,26%, aos 66.232,19 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,04%, aos 25.132,29 pontos.
O que esperar do dólar e do Ibovespa nos próximos dias
Com o dólar PTAX de venda em R$ 5,0780 nesta terça-feira, segundo o Banco Central, a moeda acumula variação desde o fechamento de 14 de julho, quando estava em R$ 5,0742. O movimento reflete a cautela do mercado com as tarifas americanas e as pesquisas eleitorais.
Para os próximos dias, o mercado deve seguir de olho na guerra no Oriente Médio, nos balanços do 2T26 e na reação dos investidores à nova sobretaxa dos EUA. A Vale (VALE3) continua no centro das atenções, com a expectativa de recuperação na produção de minério de ferro.
Perguntas Frequentes
O que fez o Ibovespa cair hoje?
O Ibovespa caiu 0,03% influenciado por fatores locais, como pesquisas eleitorais e a expectativa pelo relatório da Vale (VALE3). Apesar da alta de Wall Street, o índice perdeu a carona do exterior.
Quanto o dólar fechou hoje?
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0737, em queda de 0,31%.
Quais ações subiram no Ibovespa hoje?
Petrobras (PETR4) subiu 1,24%, Vale (VALE3) avançou 0,43% e Itaú (ITUB4) teve ganho de 0,54%. A MBRF (MBRF3) liderou os ganhos, com alta de 4,06%.
O que esperar para o Ibovespa amanhã?
O mercado deve seguir monitorando a guerra no Oriente Médio, os balanços do 2T26 e a reação à nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros.
Como a guerra entre EUA e Irã afeta a bolsa?
O conflito eleva a volatilidade global e impacta os preços do petróleo, beneficiando a Petrobras (PETR4). Por outro lado, gera incertezas sobre o comércio internacional.