Ibovespa futuro recua aos 174 mil com tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio; dólar avança a R$ 5,08
O Ibovespa futuro (WINQ26) recuou 0,23% na abertura, aos 174.300 pontos, pressionado pelas tarifas de 25% dos EUA e pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O dólar à vista abriu em alta a R$ 5,0807. O ministro Márcio Rosa afirmou que o Brasil responderá com reciprocidade.
O Ibovespa futuro (WINQ26) abriu em queda de 0,23% nesta quarta-feira (22), aos 174.300 pontos, às 9h (horário de Brasília), pressionado pela entrada em vigor das tarifas de 25% dos Estados Unidos e pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Na sequência, o míni índice inverteu o sinal e passou a subir aos 175.200 pontos (+0,29%).
O dólar à vista abriu em alta ante o real, a R$ 5,0807 (+0,14%), destoando do desempenho externo. O DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,04%, aos 101.129 pontos. Na véspera, o dólar PTAX de venda fechou a R$ 5,0780, próximo da cotação atual.
Tarifas dos EUA e a resposta do Brasil
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil adotará a reciprocidade quando achar adequado em relação à nova tarifa de 25% implementada pelos Estados Unidos. A tarifa adicional entra em vigor hoje, atingindo bilhões de dólares em exportações brasileiras e elevando as tensões comerciais entre os dois países.
Em entrevista à rádio Bandeirantes FM, Rosa destacou que reciprocidade é diferente de retaliação ou de vingança. A fala sinaliza que o governo brasileiro não responderá de imediato, mas monitora os impactos.
Tensões no Oriente Médio e o bloqueio no Estreito de Ormuz
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira que os EUA ainda estão dispostos a negociar com o Irã, mas que Teerã não está levando as negociações a sério. O conflito interrompeu o fluxo de navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo global.
O número de embarcações que atravessaram o estreito caiu ainda mais na terça-feira (21). Segundo dados da Kpler, apenas três navios de carga cruzaram o estreito na terça, contra quatro no dia anterior, refletindo o agravamento das preocupações com a segurança.
Impacto no petróleo e nos mercados
As cotações do petróleo refletem o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, que concentra cerca de um quinto do tráfego marítimo global da commodity. A redução no fluxo de navios pressiona os preços e amplia a aversão a risco nos mercados emergentes, como o Brasil.
O Ibovespa futuro, após a queda inicial, mostrou recuperação parcial, indicando que investidores digerem os eventos e buscam posicionamento.
Perguntas Frequentes
O que é o Ibovespa futuro (WINQ26)?
É o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em 2026, usado por investidores para hedge ou especulação sobre a direção do mercado de ações brasileiro.
Por que o dólar subiu hoje?
O dólar à vista abriu em alta a R$ 5,0807, influenciado pelas tarifas dos EUA e pelas tensões no Oriente Médio, que elevam a demanda por proteção cambial.
O que significa reciprocidade na resposta do Brasil?
O ministro Márcio Rosa disse que o Brasil adotará reciprocidade, mas não retaliação imediata. A medida será aplicada quando o governo considerar adequado.
Como as tarifas dos EUA afetam o Brasil?
A tarifa de 25% atinge bilhões de dólares em exportações brasileiras, aumentando as tensões comerciais e pressionando o real e a bolsa.
O que acontece no Estreito de Ormuz?
O conflito entre EUA e Irã reduziu o tráfego de navios no estreito, com apenas três embarcações na terça-feira, segundo a Kpler, elevando o risco geopolítico para o petróleo.