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Ibovespa sobe com otimismo EUA-Irã; 5 coisas antes de investir

ResumoO Ibovespa abre a semana em alta, impulsionado pelo otimismo com as negociações entre EUA e Irã, que reduzem tensões geopolíticas. A queda do preço do petróleo pressiona as ações da Petrobras. O investidor deve monitorar cinco fatores: desdobramentos diplomáticos, variação do barril, fluxo estrangeiro, agenda de indicadores e movimentos de commodities. A sessão de segunda-feira exige cautela diante da volatilidade externa.

O Ibovespa inicia o primeiro pregão do mês em alta, seguindo o otimismo com a sinalização de conversas entre EUA e Irã. A queda do petróleo pressiona a Petrobras. Veja 5 pontos para o investidor acompanhar nesta segunda-feira.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 03 de agosto de 2026
Ibovespa sobe com otimismo EUA-Irã; 5 coisas antes de investir

Ibovespa sobe com otimismo de acordo entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (3)

O Ibovespa (IBOV) abre o primeiro pregão do mês em ligeira alta, seguindo o clima positivo no exterior após a sinalização de conversas entre Estados Unidos e Irã. O movimento, porém, não é uniforme: a forte queda do petróleo pressiona a Petrobras (PETR4), enquanto o dólar recua ante o real. Para o investidor que busca orientação nesta segunda-feira (3), há cinco pontos de atenção no radar.

O que move o Ibovespa nesta abertura de mês

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,31%, aos 178.556,60 pontos. O avanço reflete o otimismo externo com a possibilidade de um acordo entre Washington e Teerã, que poderia reduzir tensões geopolíticas e destravar o comércio global.

No mesmo horário, o dólar à vista caía ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. A divisa operava a R$ 5,0626, com baixa de 0,15%. Já o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,13%, aos 99.782 pontos.

Petrobras e o impacto do petróleo em queda

A queda expressiva do petróleo é o principal contraponto ao otimismo. Os contratos do Brent, referência internacional, para outubro recuavam 5,07%, a US$ 83,47 o barril, na ICE, em Londres. O WTI para julho caía 6,38%, a US$ 79,27, na Nymex. Essa pressão derruba as ações da Petrobras, que sentem o efeito direto da commodity.

Relatório Focus: projeções para inflação, Selic e PIB

Os economistas consultados pelo Banco Central no Relatório Focus desta segunda-feira fizeram novas reduções nas projeções de inflação e juro básico para este ano. Para 2026, a estimativa para o IPCA recuou de 5,12% para 5,03%. Para 2027, 2028 e 2029, as projeções ficaram estáveis em 4,20%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.

A Selic para 2026 também foi revisada para baixo, de 14% para 13,75%. Para os anos seguintes, as projeções se mantiveram em 12,00% (2027), 10,25% (2028) e 10% (2029).

Na atividade econômica, a projeção para o PIB de 2026 ficou estável em 1,99%, mantendo a estabilidade pela quinta semana. Para 2027, houve novo corte, de 1,60% para 1,57%, na segunda semana seguida de queda. Para 2028 e 2029, o mercado manteve a previsão de crescimento de 2,00%.

Pesquisa eleitoral: Lula e Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno

A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial de 2026 mostra um cenário competitivo. Em um eventual segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alcançou 45%.

Lula recuou 1 ponto porcentual ante os 47% do levantamento anterior, divulgado na última segunda-feira, 27 de julho. O senador cresceu 1 ponto, saindo de 44% para 45%.

A rejeição a Lula subiu de 48% para 50%, e a de Flávio Bolsonaro passou de 50% para 51%. O potencial de voto de Lula permaneceu em 50%, enquanto o de Flávio Bolsonaro variou de 46% para 47%.

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre sexta-feira (31) e domingo (2), nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com índice de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02847/2026.

Japão e EUA intervêm no câmbio pela primeira vez em 15 anos

Pela primeira vez em 15 anos, Japão e Estados Unidos realizaram uma intervenção coordenada de compra de iene. Segundo o Ministério das Finanças do Japão, os países não hesitarão em tomar novas medidas, confirmando uma ação bilateral incomum para conter a queda do iene, que atingiu nova mínima em 40 anos.

A intervenção de sexta-feira ressaltou a determinação de ambos em evitar que a liquidação do iene e dos títulos do governo japonês (JGBs) cause repercussões globais, como aumentar a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries, já em alta, afirmaram analistas.

Dados do banco central japonês indicaram que o país pode ter usado até US$ 36,58 bilhões na compra de ienes durante a intervenção conjunta.

O que acompanhar na agenda: Copom e payroll

Na quarta-feira (5), o mercado doméstico acompanha a decisão de política monetária do Banco Central, com expectativa de novo corte de 0,25 ponto percentual, após dados mais benignos da inflação de curto prazo e enfraquecimento da atividade.

Já na sexta-feira (7), o principal driver para investidores domésticos e internacionais é o mercado de trabalho dos Estados Unidos, com a divulgação do relatório do payroll.

Geopolítica: Trump sinaliza conversas, Irã nega

A geopolítica voltou a dominar os holofotes após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendendo novos ataques ao Irã e sinalizando uma nova rodada de conversas. Trump afirmou que as conversas teriam como objetivo encerrar o conflito e reativar o tráfego de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, rota crucial por onde passava cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural comercializados no mundo antes da guerra.

O Irã, porém, negou a fala. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que Teerã não está, no momento, em negociações com os Estados Unidos. Segundo ele, as tratativas em andamento ocorrem com Omã e estão focadas apenas em estabelecer uma rota temporária para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.

Em reação, os preços do petróleo voltaram ao território positivo e próximos do nível de US$ 90 por barril, após a forte queda da manhã.

Perguntas Frequentes

O Ibovespa subiu ou caiu na abertura de hoje?

O Ibovespa operava em alta de 0,31%, aos 178.556,60 pontos, por volta de 10h10, impulsionado pelo otimismo com a possibilidade de diálogo entre EUA e Irã.

Por que a Petrobras caiu com o Ibovespa em alta?

A queda do petróleo no mercado internacional pressiona as ações da Petrobras, mesmo com o índice geral em alta. O Brent recuava 5,07%, a US$ 83,47, enquanto o WTI caía 6,38%.

O que o Relatório Focus trouxe de novo?

O Focus reduziu as projeções de inflação e Selic para 2026. O IPCA caiu de 5,12% para 5,03%, e a Selic, de 14% para 13,75%.

Como está a disputa eleitoral para 2026?

A pesquisa BTG Pactual/Nexus mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% em um eventual segundo turno, com margem de erro de 2 pontos porcentuais.

O que esperar do Copom na quarta-feira?

O mercado espera um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, após dados mais benignos de inflação e enfraquecimento da atividade econômica.

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