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Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5): Morgan Stanley eleva preços-alvo, mas mantém cautela

ResumoMorgan Stanley elevou os preços-alvo de Gerdau (GGBR4) para R$ 21,00 e Usiminas (USIM5) para R$ 8,00. O banco manteve recomendação neutra para ambas as ações, citando drivers setoriais positivos, mas riscos no horizonte, como volatilidade de custos e demanda incerta no mercado siderúrgico brasileiro.

O Morgan Stanley revisou para cima os preços-alvo de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), mas manteve recomendação neutra. Entenda os novos targets, os drivers setoriais e por que o banco ainda vê riscos no horizonte.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 15 de julho de 2026
Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5): Morgan Stanley eleva preços-alvo, mas mantém cautela

Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5): Morgan Stanley eleva preços-alvo, mas mantém cautela

O Morgan Stanley elevou os preços-alvo de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), mas manteve recomendação neutra (equal-weight) para ambas as ações. Os novos targets refletem melhores perspectivas para o aço nos Estados Unidos e valuations mais atrativos, embora o banco ainda enxergue riscos relevantes no curto prazo. O relatório, divulgado em junho de 2026, revisou o preço-alvo da Gerdau de R$ 22 para R$ 25 e o da Usiminas de R$ 8 para R$ 10.

Novos preços-alvo e recomendações

O Morgan Stanley estabeleceu novos preços-alvo para as duas siderúrgicas brasileiras. Para a Gerdau (GGBR4), o target passou de R$ 22 para R$ 25, um potencial de alta de cerca de 13% em relação ao fechamento anterior. Para a Usiminas (USIM5), o preço-alvo subiu de R$ 8 para R$ 10, representando um upside de aproximadamente 25%. Em ambos os casos, a recomendação permaneceu neutra (equal-weight), indicando que o banco espera que os papéis acompanhem o mercado sem gerar retornos extraordinários.

Por que o Morgan Stanley elevou os preços-alvo?

O principal driver apontado pelo banco é a melhora nas perspectivas para o mercado de aço nos Estados Unidos. A Gerdau, que tem cerca de 60% de sua produção de aço nos EUA, se beneficia diretamente de preços mais altos e demanda aquecida por aços longos, usados na construção civil e infraestrutura. A Usiminas, por sua vez, tem exposição ao mercado brasileiro, mas também se beneficia de um cenário global menos negativo.

Outro fator citado é a desvalorização cambial, que torna as exportações brasileiras mais competitivas. Com o dólar mais alto, as siderúrgicas brasileiras ganham margem nas vendas externas. O Morgan Stanley também destacou que os valuations atuais, após a queda dos papéis no primeiro semestre de 2026, oferecem uma janela de entrada mais atraente.

Os riscos que mantêm a cautela

Apesar dos novos targets, o banco listou três riscos principais que justificam a recomendação neutra. O primeiro é a demanda chinesa por aço, que segue fraca. A China, maior produtora e consumidora global, tem reduzido sua produção e importações, o que pressiona os preços internacionais. O segundo risco é a capacidade ociosa global: a indústria siderúrgica mundial opera com excesso de oferta, o que limita a recuperação de preços. O terceiro é o cenário macroeconômico brasileiro, com juros ainda elevados e incertezas fiscais, que afetam a demanda doméstica por aço.

Comparativo entre Gerdau e Usiminas

| Indicador | Gerdau (GGBR4) | Usiminas (USIM5) | |-----------|----------------|------------------| | Preço-alvo (novo) | R$ 25 | R$ 10 | | Preço-alvo (anterior) | R$ 22 | R$ 8 | | Recomendação | Equal-weight | Equal-weight | | Exposição EUA | ~60% da produção | ~10% da receita | | Foco de produtos | Aços longos | Aços planos |

A Gerdau tem perfil mais defensivo por sua exposição aos EUA e foco em aços longos, enquanto a Usiminas é mais cíclica e dependente do mercado brasileiro. O ciclo sempre vira, mas o timing é incerto.

Como investir em GGBR4 e USIM5?

Para quem busca exposição ao setor siderúrgico, as duas ações oferecem perfis distintos. A Gerdau (GGBR4) é mais indicada para investidores que querem proteção cambial e exposição ao mercado americano. A Usiminas (USIM5) pode ser uma aposta de maior risco e retorno, caso o mercado brasileiro de aços planos se recupere. Ambas pagam dividendos, mas a Gerdau tem histórico mais consistente de distribuição.

Antes de investir, verifique o valuation atual, a alavancagem financeira e as perspectivas setoriais. O Morgan Stanley sugere cautela, mas reconhece que os preços atuais já incorporam parte dos riscos.

Perspectivas para o setor siderúrgico em 2026

O setor siderúrgico global enfrenta um cenário misto em 2026. De um lado, a infraestrutura nos EUA e a transição energética geram demanda por aço. De outro, a China desacelera e a capacidade ociosa global pressiona margens. No Brasil, a taxa Selic em 9,75% (Banco Central, mai/2026) ainda inibe investimentos, mas a inflação controlada em 4,2% (IBGE, IPCA mensal, mai/2026) pode abrir espaço para cortes de juros no segundo semestre.

Perguntas Frequentes

O Morgan Stanley recomenda comprar Gerdau (GGBR4)?

Não. O banco manteve recomendação neutra (equal-weight) para GGBR4, com preço-alvo de R$ 25.

Qual o novo preço-alvo da Usiminas (USIM5) segundo o Morgan Stanley?

O novo preço-alvo é de R$ 10, ante R$ 8 anteriormente.

Por que o Morgan Stanley está cauteloso com as siderúrgicas?

Os principais riscos são a demanda chinesa fraca, a capacidade ociosa global e o cenário macroeconômico brasileiro.

Gerdau ou Usiminas: qual é a melhor ação para investir?

Depende do perfil. A Gerdau tem exposição aos EUA e perfil defensivo. A Usiminas é mais cíclica e de maior risco.

O relatório do Morgan Stanley é de junho de 2026?

Sim, o relatório foi divulgado em junho de 2026 e revisou os preços-alvo para cima.

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