# Gerdau (GGBR4): tarifas menores sobre aço canadense mudam a tese?

> Gerdau (GGBR4) enfrenta queda em 20 de março após possível acordo comercial entre EUA e Canadá reduzir tarifas sobre aço canadense. Citi e UBS BB mantêm avaliação de que o cenário não altera a tese de investimentos da companhia. A notícia gera impacto pontual no preço, mas analistas não veem mudança estrutural nos fundamentos da siderúrgica brasileira.

*Mercado Valor · Investimentos · 25 de agosto de 2026 · Otávio Bandeira*

A Gerdau (GGBR4) cai nesta quinta-feira (20) com a notícia de um possível acordo comercial entre EUA e Canadá que reduziria tarifas sobre o aço. Citi e UBS BB avaliam que o cenário não muda a tese de investimentos da companhia.

A Gerdau (GGBR4) opera entre os destaques negativos do Ibovespa nesta quinta-feira (20), pressionada pela notícia de que Estados Unidos e Canadá podem chegar a um acordo comercial preliminar, com concessões que reduziriam as tarifas americanas sobre o aço e o alumínio canadenses. Por volta das 12h26 (horário de Brasília), a ação recuava 2,33%, cotada a R$ 22,18, após tocar a mínima de R$ 21,64, queda de 4,71%.

O movimento derrubou também as pares norte-americanas: Steel Dynamics caiu 8% e Nucor, 6%. A notícia aumenta a incerteza sobre o futuro do acordo comercial entre EUA, México e Canadá (USMCA), especialmente depois que os EUA optaram por não renovar o acordo em seu formato atual, deixando-o sujeito a revisões anuais.

Apesar do ruído de curto prazo, Citi e UBS BB não veem mudança na tese de investimentos. O Citi afirma que o mercado estaria "se antecipando demais ao precificar uma deterioração significativa das margens da Gerdau nos EUA". Para o banco, uma abertura comercial com o Canadá pode ser mais positiva do que negativa para a companhia, que possui operações no país. A reação do mercado, avalia, pode refletir o uso das negociações como termômetro para um possível acordo com o México, que teria impacto líquido negativo devido a mudanças na dinâmica de oferta e demanda na região.

O Citi mantém recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 29, potencial de valorização de 26,4%. O UBS BB, por sua vez, avalia que a manchete parece pior do que os dados indicam. A Gerdau estaria melhor posicionada que outros produtores americanos, com segmentos de vigas e aços para laminação comercial mais protegidos de aumento nas importações. "Canadá e México não são grandes exportadores de vigas e MBQ para os EUA e ambos se tornaram importadores líquidos no acumulado de 2026", afirma o banco. A demanda por esses produtos cresceu cerca de 7% no ano, e as importações de vigas já subiram 60%, o que poderia absorver volumes adicionais. O UBS BB também mantém compra, com preço-alvo de R$ 28, potencial de 23,3%.

A avaliação é preliminar, dependendo da política comercial que os três países adotarão, algo ainda incerto. Mas, para o UBS BB, a notícia não "destrói" completamente a tese de investimento.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/gerdau-ggbr4-tarifas-menores-sobre-aco-canadense-pelos-eua-mudam-tese-investimen/
