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Gerdau, BB, Assaí, Petrobras: quem brilha e quem sofre no 2T26

ResumoA temporada de balanços do 2T26 projeta desempenhos opostos entre grandes empresas. Petrobras (PETR4) e Gerdau (GGBR4) devem se destacar positivamente. Banco do Brasil (BBAS3) e Assaí (ASAI3) enfrentam desafios com inadimplência e consumo fraco, segundo análise de Ruy Hungria, da Empiricus Research.

A temporada de balanços do 2T26 começa com expectativas divididas. Enquanto Petrobras (PETR4) e Gerdau (GGBR4) devem se destacar, Banco do Brasil (BBAS3) e Assaí (ASAI3) enfrentam desafios com inadimplência e consumo fraco. Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, aponta os s

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 22 de julho de 2026
Gerdau, BB, Assaí, Petrobras: quem brilha e quem sofre no 2T26

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) começa nos próximos dias, inaugurando um dos períodos mais acompanhados pelos investidores. Além de lucro, receita, EBITDA e distribuição de dividendos, os investidores estarão atentos às projeções das companhias e aos impactos do cenário macroeconômico sobre os resultados.

Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, a expectativa é de uma temporada desafiadora. "Assim como no 1T26, será uma temporada onde as empresas com melhor qualidade, capacidade de execução, menor endividamento, menor dependência do macro e do crédito tendem a se sobressair", comenta.

Setores que devem brilhar no 2T26

Óleo & Gás e distribuidoras: Petrobras (PETR4) na liderança

O analista chama atenção para o setor de Óleo & Gás (O&G) e Distribuidoras de Combustíveis. "Essas empresas conseguiram capturar a forte alta de petróleo e derivados no segundo trimestre. Em O&G, Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) devem se beneficiar bastante, enquanto Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) devem apresentar margens elevadas em distribuição de combustíveis", avalia Hungria.

Siderúrgicas: Gerdau (GGBR4) em alta

As siderúrgicas também devem apresentar resultados positivos impulsionadas por três fatores: melhora do ambiente interno; maiores barreiras comerciais contra importação de aço; e aumento dos preços do petróleo com fretes e importações mais caras. "Temos recomendação de compra para a Gerdau (GGBR4), mas Usiminas (USIM5) também deve estar entre as beneficiadas", indica Hungria.

Construtoras: Direcional (DIRR3) como preferência

As construtoras com foco em público de baixa renda devem apresentar um balanço condizente com o bom momento do programa social do Minha Casa, Minha Vida. Entre elas, a preferência da casa permanece sendo a Direcional (DIRR3), que na percepção do analista está bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos.

Setores que devem ser ofuscados no 2T26

Varejo: Assaí (ASAI3) e outros na ponta negativa

Entre as varejistas, o analista aponta que será possível ver alguns destaques positivos em segmentos específicos. As farmacêuticas devem apresentar bons números, impulsionadas pelas vendas de remédios de emagrecimento. Na ponta negativa, as companhias mais expostas ao consumo e dependentes de crédito podem puxar os dados para baixo. É o caso das varejistas de alimentação, como Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3), além do setor de e-commerce no geral e até mesmo Vivara (VIVA3), que deve continuar sentindo a forte alta nos preços de ouro e prata. Uma exceção que Hungria destaca é o Mercado Livre (MELI34), que apresenta um crescimento contínuo forte.

Bancos: Banco do Brasil (BBAS3) sob pressão

Os bancos devem enfrentar uma temporada difícil, com o resultado impactado pelos índices de inadimplência e juros altos. Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) devem ser os mais afetados, especialmente o último pela alta exposição ao agronegócio. O aumento da inadimplência entre produtores rurais com linhas de crédito no banco e novas incertezas sobre um programa de renegociação de dívidas e piora de efeitos climáticos mantém o BB em um cenário instável. Segundo Hungria, entretanto, Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11) são exceções que ainda podem apresentar resultados sólidos, devido à capacidade de execução, e Bradesco (BBDC4) pode se "salvar" com uma base de comparação fraca em relação aos trimestres anteriores.

Energia e mineração: desafios climáticos e de custos

Companhias geradoras de energia vão enfrentar resultados relativos a um ambiente de preços de energia mais baixos pela melhora das condições hidrológicas. Enquanto isso, as mineradoras, como Vale (VALE3), também passaram por cenário de custos mais altos no frete, puxados pela alta de combustíveis.

Como aproveitar as oportunidades da temporada

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Perguntas Frequentes

Quando começa a temporada de balanços do 2T26?

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 começa nos próximos dias.

Quais setores devem se destacar no 2T26?

Óleo & Gás (Petrobras e Prio), siderúrgicas (Gerdau e Usiminas) e construtoras focadas em baixa renda (Direcional) devem apresentar resultados positivos.

Por que o Banco do Brasil (BBAS3) enfrenta um cenário difícil?

O BB deve ser impactado pela alta exposição ao agronegócio, aumento da inadimplência entre produtores rurais e incertezas sobre renegociação de dívidas.

Quais varejistas podem sofrer no 2T26?

Assaí (ASAI3), Grupo Mateus (GMAT3) e Vivara (VIVA3) estão entre as mais expostas ao consumo e crédito restrito.

Onde encontrar recomendações de investimento para o 2T26?

A Empiricus oferece análises e recomendações na plataforma Empiricus+, com acesso gratuito por 30 dias para novos usuários.

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