O que está por trás da forte alta das petroleiras na B3 hoje
Ações de petroleiras lideram o Ibovespa nesta quinta-feira (17) com petróleo Brent a US$ 100,44. Prio sobe 2,34%, Petrobras tem segunda maior alta e giro de R$ 471,9 milhões. Entenda o que move o mercado.
As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta quinta-feira (17), em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional para US$ 100 o barril.
A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional. O Brent saltou mais de 6%, a US$ 100,44 o barril, e o WTI subiu 6%, a US$ 92,03. O movimento reflete a escalada de tensões no Oriente Médio, com ataques a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e a promessa de retaliação militar dos EUA contra o Irã.
Prio (PRIO3) lidera ganhos com exposição máxima ao petróleo
No início da tarde, as ações Prio (PRIO3) lideravam a ponta positiva do IBOV com ganho de 2,34%, a R$ 61,17, por volta de 12h20. A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge.
Enquanto isso, Petrobras (PETR3; PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.
Petrobras (PETR3, PETR4) entre as mais negociadas da B3
Petrobras (PETR3; PETR4), considerada um dos pesos-pesados do Ibovespa, também opera entre os papéis mais negociados na B3. Por volta de 12h20, horário de Brasília, as ações ordinárias PETR3 registravam alta de 2,30%, a R$ 49,00, a segunda maior alta do IBOV. As preferenciais PETR4 tinham ganho de 1,83%, a R$ 43,36, sendo a segunda ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 21,1 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 471,9 milhões, no mesmo horário.
Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) acompanham o movimento
Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3) subia 0,74%, a R$ 10,88, enquanto Brava Energia (BRAV3) tinha ganho de 0,49%, a R$ 20,47. O desempenho reflete a menor sensibilidade dessas companhias ao preço do petróleo, devido a fatores como hedge e composição da produção.
Por que o petróleo disparou: Irã, EUA e o Mar Vermelho
Considerado um dos "termômetros" do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força com a falta de perspectiva de retomada das negociações entre EUA e Irã para um cessar-fogo definitivo, em meio a trocas de ataques pelo 12º dia consecutivo.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma "forte retaliação militar" contra o Irã e seus aliados houthis do Iêmen, depois que combatentes do grupo militante iemenita atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, estendendo a guerra no Oriente Médio a um segundo importante ponto estratégico para o transporte marítimo.
O que diz o Goldman Sachs sobre o futuro do Brent
A equipe de commodities do Goldman Sachs destaca que a curva futura do Brent está modestamente acima das projeções do banco, de US$ 80 o barril no quarto trimestre deste ano (4T26). As estimativas incorporam uma potencial desescalada do conflito no Oriente Médio entre setembro e dezembro deste ano.
Por outro lado, os analistas do banco afirmam que os riscos para os preços do barril estão inclinados para cima, especialmente no curto prazo. Diante disso, eles estimam que o Brent possa superar US$ 120 por barril no 4T26 e registrar uma média de US$ 100 em 2027, caso as interrupções em Ormuz persistam ao longo do próximo ano.
Perguntas Frequentes
Prio (PRIO3) é a petroleira mais exposta ao preço do petróleo?
Sim. A Prio tem 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, o que a torna mais sensível a variações do Brent.
Por que Petrobras sobe menos que Prio?
Petrobras tem menor sensibilidade ao preço do petróleo devido ao refino, hedge e maior participação de gás natural na produção.
Qual a projeção do Goldman Sachs para o Brent?
O banco projeta US$ 80 o barril no 4T26, mas vê riscos altistas que podem levar o Brent a US$ 120 no mesmo período e média de US$ 100 em 2027.
O que motivou a alta do petróleo hoje?
A escalada de tensões no Oriente Médio, com ataques a petroleiros sauditas no Mar Vermelho e promessa de retaliação militar de Donald Trump contra o Irã, elevou o Brent a US$ 100,44.
Como o conflito no Oriente Médio afeta as petroleiras brasileiras?
O aumento do preço do petróleo no mercado internacional eleva a receita e o fluxo de caixa das petroleiras, beneficiando diretamente suas ações na B3.