# Dow Jones Futuro sobe com apostas em Fed sem alta de juros

> Dow Jones Futuro registra alta nesta quinta-feira (13) após o CPI de julho reforçar a expectativa de que o Federal Reserve não elevará os juros. O movimento positivo ocorre antes da divulgação do PPI e dos pedidos de auxílio-desemprego, dados que podem calibrar as próximas decisões de política monetária.

*Mercado Valor · Investimentos · 13 de agosto de 2026 · Lia Hartmann*

Os índices futuros dos EUA sobem nesta quinta-feira (13) após o CPI de julho reforçar a aposta de que o Fed não aumentará os juros. O mercado aguarda o PPI e os pedidos de auxílio-desemprego para calibrar as próximas decisões.

## Dow Jones Futuro sobe com redução das apostas em alta da taxa de juros pelo Fed

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (13), após o índice de preços ao consumidor (CPI) de julho reforçar as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) não aumentará as taxas de juros no próximo mês. O mercado agora digere os dados e ajusta o posicionamento para a próxima reunião do banco central americano.

**O que move o Dow Jones Futuro hoje?**

O Dow Jones Futuro sobe porque o CPI de julho veio em linha com o esperado, o que reduziu as apostas em um novo aperto monetário. Com a inflação ao consumidor mostrando sinais de arrefecimento, os investidores passaram a precificar uma pausa no ciclo de alta de juros do Fed.

## O que o CPI de julho sinaliza para os juros americanos

O CPI é o principal termômetro da inflação ao consumidor nos EUA. Quando ele vem mais baixo, o Fed ganha espaço para não subir os juros, o que tende a ser positivo para a renda variável. No caso de hoje, o índice de julho reforçou a leitura de que as pressões inflacionárias estão cedendo.

Isso importa para o investidor brasileiro porque os juros americanos influenciam o fluxo global de capital. Com o Fed menos agressivo, há menos atratividade para a renda fixa dos EUA, o que pode direcionar recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil.

## PPI de julho: o próximo dado no radar

Agora, o mercado aguarda o índice de preços ao produtor (PPI) de julho, divulgado nesta quinta, para avaliar se as pressões inflacionárias seguem arrefecendo e calibrar as apostas para a próxima decisão do Fed. O indicador está previsto para sair às 9h30 (horário de Brasília).

O PPI mede a inflação na porta da fábrica, ou seja, antes de chegar ao consumidor. Se ele também vier fraco, a tese de que o Fed não subirá os juros ganha ainda mais força. Por outro lado, um PPI acima do esperado pode reacender o temor de pressão inflacionária.

## Estreito de Ormuz e o risco para o petróleo

Ao mesmo tempo, o impasse em torno do Estreito de Ormuz mantém os riscos para a inflação e a volatilidade do petróleo no radar dos investidores, adicionando uma fonte de incerteza para a trajetória dos juros americanos. Qualquer interrupção no fluxo de petróleo pela região pode pressionar os preços da commodity e, por tabela, a inflação global.

Por isso, os investidores monitoram de perto as tensões no Oriente Médio. Um choque de oferta de petróleo poderia reverter o arrefecimento inflacionário e forçar o Fed a repensar sua postura.

## Pedidos de auxílio-desemprego: o termômetro do mercado de trabalho

Além dos novos dados de inflação, os investidores aguardam a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego. O indicador dá pistas sobre a saúde do mercado de trabalho americano, outro fator que o Fed acompanha de perto em suas decisões de política monetária.

Se os pedidos vierem baixos, o mercado pode interpretar que a economia segue forte, o que poderia dar mais margem para o Fed manter os juros elevados por mais tempo. Se vierem altos, aumenta a chance de um afrouxamento.

## Europa em alta e PIB do Reino Unido

Os mercados europeus operam majoritariamente em alta, com investidores repercutindo dados da região. O PIB do Reino Unido real cresceu 0,4% no segundo trimestre, abaixo dos 0,6% registrados no trimestre anterior, mas em linha com as expectativas, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido nesta quinta-feira. O PIB mensal registrou alta de 0,3%, após não ter apresentado crescimento em maio.

Os dados europeus reforçam a leitura de que a economia global segue em ritmo moderado, sem grandes sustos. Isso ajuda a sustentar o apetite por risco nos mercados.

## Ásia-Pacífico: Kospi sobe 3,6% e Nikkei avança

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, com o Kospi, da Coreia do Sul, subindo 3,6%. O índice Nikkei 225, do Japão, avançou 1,16%. O índice de referência australiano S&P/ASX 200 caiu 0,23%.

A disparada do Kospi chama atenção e reflete um movimento de recuperação em setores específicos. Já o Nikkei acompanhou o bom humor global, enquanto a Austrália ficou para trás.

## Petróleo em baixa e a demanda global

Os preços do petróleo operam em baixa, à medida que os investidores avaliam a queda na demanda em meio às tensões no Oriente Médio. A Agência Internacional de Energia afirmou que a demanda global por petróleo deverá cair ainda mais este ano do que o previsto anteriormente.

Esse movimento ajuda a aliviar as pressões inflacionárias, já que o petróleo é um dos principais componentes do custo de produção. Para o consumidor, isso pode se traduzir em combustíveis mais baratos na bomba.

## Minério de ferro na China: baixa com exportações em queda

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, com a redução das perdas das siderúrgicas e a firmeza dos custos de frete contrabalançando a queda nas exportações de aço da China. O cenário segue volátil para a commodity, que é relevante para a balança comercial brasileira.

## O que isso significa para o investidor brasileiro

A combinação de juros americanos estáveis, inflação em arrefecimento e petróleo em baixa tende a ser positiva para ativos de risco, incluindo a bolsa brasileira. Com o Fed menos agressivo, o real tende a se valorizar e o fluxo de capital estrangeiro para o Brasil pode aumentar.

Para quem investe em renda fixa, a Selic segue em 14% ao ano, segundo o Banco Central, o que mantém os títulos públicos atrativos. Mas é preciso ficar de olho na trajetória dos juros americanos, que pode influenciar a política monetária local.

## Como o investidor pode se posicionar agora

- Acompanhe o PPI e os pedidos de auxílio-desemprego: eles dão pistas sobre a próxima decisão do Fed.
- Monitore o petróleo e o Estreito de Ormuz: um choque de oferta pode mudar o cenário inflacionário.
- Avalie a exposição a ativos de risco: com juros estáveis, a bolsa tende a se beneficiar.
- Considere a renda fixa: com a Selic em 14%, os títulos públicos seguem com retorno elevado.

## Perguntas Frequentes

### O que é o Dow Jones Futuro?

O Dow Jones Futuro é um contrato que antecipa o movimento do índice Dow Jones, da bolsa de Nova York. Ele é usado por investidores para proteger posições ou especular com a direção do mercado.

### Por que o CPI influencia o Fed?

O CPI mede a inflação ao consumidor, um dos principais alvos do Fed. Quando a inflação está alta, o Fed tende a subir os juros para esfriar a economia. Quando arrefece, há espaço para manter os juros estáveis.

### O que é o PPI?

O PPI mede a inflação no atacado, ou seja, nos preços que os produtores recebem. Ele antecipa tendências do CPI, pois os custos de produção tendem a ser repassados ao consumidor.

### O que é o Estreito de Ormuz?

É uma passagem marítima estratégica no Oriente Médio por onde passa grande parte do petróleo mundial. Qualquer ameaça à navegação na região pode pressionar os preços da commodity.

### Como os juros americanos afetam o Brasil?

Juros americanos mais altos atraem capital para os EUA, o que pode enfraquecer o real e pressionar a inflação local. Juros estáveis ou em queda tendem a beneficiar mercados emergentes, como o Brasil.

Como a Selic influencia seus investimentos em renda fixa O que é o Fed e como ele afeta o mercado global Guia completo para investir em bolsa americana

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/dow-jones-futuro-sobe-reducao-apostas-alta-taxa-juros-pelo-fed/
