# Construtora entrega 2T26 'sólido' e analistas mantêm recomendação de compra; veja preços-alvo

> A Construtora XYZ reportou no 2T26 receita líquida de R$ 1,2 bilhão e lucro líquido de R$ 180 milhões, superando o consenso de mercado. Analistas do BTG Pactual e Itaú BBA mantiveram recomendação de compra para as ações, com preços-alvo entre R$ 24 e R$ 28, refletindo a solidez operacional da empresa.

*Mercado Valor · Investimentos · 17 de julho de 2026 · Bianca Solano*

A construtora reportou no 2T26 receita líquida de R$ 1,2 bilhão e lucro líquido de R$ 180 milhões, acima do consenso. Analistas do BTG Pactual e do Itaú BBA mantêm recomendação de compra, com preços-alvo entre R$ 24 e R$ 28. Entenda os destaques do balanço e as projeções para o a

## Construtora entrega 2T26 'sólido' e analistas mantêm recomendação de compra; veja preços-alvo

A construtora reportou no 2T26 receita líquida de R$ 1,2 bilhão e lucro líquido de R$ 180 milhões, acima do consenso de mercado. Analistas do BTG Pactual e do Itaú BBA mantêm recomendação de compra, com preços-alvo entre R$ 24 e R$ 28 por ação. Os números reforçam a tese de investimento no setor imobiliário.

**Resposta direta:** A construtora reportou no 2T26 receita líquida de R$ 1,2 bilhão e lucro líquido de R$ 180 milhões, acima das projeções do mercado. Analistas do BTG Pactual e do Itaú BBA mantêm recomendação de compra, com preços-alvo entre R$ 24 e R$ 28 por ação. Os principais destaques foram a expansão de margens e a forte geração de caixa.

## Resultados do 2T26: os números que surpreenderam

A receita líquida da construtora atingiu R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 18% ante o mesmo período de 2025. O lucro líquido somou R$ 180 milhões, com margem líquida de 15%, ante 13% no 2T25. A geração de caixa operacional foi de R$ 250 milhões, suficiente para cobrir investimentos e distribuir dividendos.

Segundo o balanço divulgado, o indicador de vendas sobre oferta (VSO) ficou em 65%, acima da média histórica de 55%. Os lançamentos totalizaram R$ 1,5 bilhão em valor geral de vendas (VGV), com destaque para o segmento de média renda.

## Análise de analistas: por que a recomendação de compra se mantém

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 28 por ação. O banco cita a expansão de margens e o forte pipeline de lançamentos como principais catalisadores. Já o Itaú BBA manteve a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 24, destacando a geração de caixa e a disciplina financeira.

O Credit Suisse, em relatório recente, também manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 26. O banco suíço aponta que a construtora está bem posicionada para capturar o crescimento do mercado imobiliário, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida e pela queda dos juros.

**Preços-alvo dos principais bancos:**

| Instituição | Preço-alvo | Recomendação | |-------------|------------|--------------| | BTG Pactual | R$ 28 | Compra | | Itaú BBA | R$ 24 | Compra | | Credit Suisse | R$ 26 | Compra |

## Destaques operacionais que explicam o resultado

O VSO de 65% indica que a construtora vendeu mais da metade dos imóveis lançados no trimestre. O banco de terrenos, que mede o potencial de lançamentos futuros, cresceu 12% em relação ao trimestre anterior, para R$ 8 bilhões em VGV potencial.

A construtora também reduziu o endividamento líquido em relação ao patrimônio líquido (D/E) de 45% para 38%, indicando maior solidez financeira. O índice de cobertura de juros (ICJ) ficou em 4,5 vezes, acima do mínimo de 2 vezes exigido pelos bancos.

## O que esperar para o segundo semestre de 2026

Para o 3T26, a construtora prevê lançamentos de R$ 1,8 bilhão em VGV, com foco em empreendimentos de médio padrão. A meta de entregas para o ano foi mantida em R$ 4,5 bilhões, com 70% já contratados.

O mercado imobiliário brasileiro tem mostrado resiliência, com a taxa Selic em 9,75% ao ano e o programa Minha Casa Minha Vida aquecendo a demanda por imóveis de até R$ 350 mil. A construtora, que atua nessa faixa de preço, deve se beneficiar desse cenário.

## Riscos e pontos de atenção

O principal risco é uma eventual alta da Selic, que encareceria o financiamento imobiliário e reduziria a demanda. Outro ponto é a inflação de materiais de construção, que pode comprimir margens. A construtora, no entanto, tem conseguido repassar parte desses custos aos preços finais.

A exposição a um único segmento (média renda) também é um risco, mas a empresa tem diversificado regionalmente, com atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

## Perguntas Frequentes

### O que significa VSO?

VSO é a sigla para Vendas Sobre Oferta. É um indicador que mede a proporção de imóveis vendidos em relação ao total disponível para venda. Quanto maior, melhor.

### Qual o preço-alvo médio dos analistas para a construtora?

A média dos preços-alvo dos três principais bancos (BTG, Itaú BBA e Credit Suisse) é de R$ 26 por ação.

### A construtora paga dividendos?

Sim. A empresa tem política de distribuir 30% do lucro líquido ajustado como dividendos. No 2T26, o dividendo por ação foi de R$ 0,45.

### Como a queda da Selic impacta a construtora?

A queda da Selic reduz o custo dos financiamentos imobiliários, aumentando a demanda por imóveis. Também barateia o custo da dívida da própria construtora.

### Qual o principal concorrente da construtora?

Os principais concorrentes são as empresas de médio porte do setor imobiliário, como MRV, Tenda e Direcional, que atuam no mesmo segmento de média renda.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/investimentos/construtora-entrega-2t26-8216solido8217-analistas-mantem-recomendacao-compra-vej/
