Bolsas da Ásia fecham em baixa após queda de ações de IA em NY
Bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira (15), pressionadas pela queda de ações de IA em Nova York e por dados mistos da China. Kospi cedeu 0,85%, Hang Seng caiu 1% e o Xangai Composto recuou 0,54%.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira (15), após a queda de ações ligadas à inteligência artificial em Wall Street ontem e em meio a dados econômicos mistos da China. O movimento combinou dois vetores de risco: a correção dos papéis de tecnologia em Nova York e a leitura ambígua da atividade chinesa.
O índice japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com perda marginal de 0,01%, para 63.484,10 pontos. O sul-coreano Kospi cedeu 0,85% em Seul, para 6.627,26 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1%, para 24.667,24 pontos, e o Taiex recuou 0,77% em Taiwan, para 45.511,49 pontos.
Na véspera, as bolsas de Nova York tiveram baixa generalizada, pressionadas por papéis de IA, após alertas de executivos do setor sobre o desenvolvimento acelerado da tecnologia. O sinal se propagou para a Ásia na abertura e sustentou a aversão a risco ao longo do pregão.
Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,54%, para 3.864,28 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,82%, para 2.444,04 pontos. Os dados oficiais mostraram bom desempenho da indústria em agosto, mas fraqueza no varejo. A indústria sustenta o índice; o consumo, não.
A aversão ao risco na Ásia também foi reforçada pela alta do petróleo, que sustenta a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) voltará a elevar os juros básicos dos EUA nesta semana. Juro mais alto nos EUA tende a drenar fluxo de capital de mercados emergentes e asiáticos, o que explica parte da pressão vendedora.
Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com queda de 0,88% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, para 8.672,50 pontos.
O quadro da sessão é de correção concentrada em tecnologia e de cautela antes da decisão do Fed. Para o que esperar da decisão do Fed nesta semana, o mercado precifica o retorno da alta de juros, o que costuma reduzir o apetite por ativos de risco na região.
Vale acompanhar fluxo estrangeiro na B3 nos próximos dias: se o Fed confirmar o aperto, a tendência é de migração de capital para renda fixa americana e de pressão sobre bolsas emergentes.