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Bitcoin (BTC) vai a US$ 62 mil apesar da trégua entre EUA e Irã; veja preços

ResumoBitcoin (BTC) opera em torno de US$ 62 mil, com queda inferior a 1% no início desta segunda-feira (3), apesar da trégua diplomática entre Estados Unidos e Irã. A criptomoeda encerrou julho com alta de 7,25%, mas acumula recuo de quase 30% em 2026. As dez maiores moedas digitais apresentam desempenho misto no período.

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 62 mil, com queda de menos de 1% nas primeiras horas desta segunda-feira (3). A maior moeda digital do mundo encerrou julho com alta de 7,25%, mas em 2026 os preços recuam quase 30%. Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 03 de agosto de 2026
Bitcoin (BTC) vai a US$ 62 mil apesar da trégua entre EUA e Irã; veja preços

Bitcoin (BTC) vai a US$ 62 mil apesar da trégua entre Estados Unidos e Irã; veja preços das criptomoedas nesta segunda-feira (3)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 62 mil, com uma queda de menos de 1% nas primeiras horas desta segunda-feira (3). A maior moeda digital do mundo encerrou o mês de julho com uma valorização da ordem de 7,25%. No entanto, em 2026, os preços recuam quase 30%.

O mercado global de criptomoedas opera sem um único sinal, apesar do relativo alívio com relação ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Entre os destaques, a Hyperliquid (HYPE) acumula perdas de 12% nos últimos sete dias.

Desempenho das dez maiores criptomoedas hoje

Veja como fecharam as dez maiores criptomoedas do mundo nesta segunda-feira (3):

  • Bitcoin (BTC): US$ 62 mil, queda de menos de 1%
  • Ethereum (ETH): dado não divulgado na fonte
  • Tether (USDT): dado não divulgado na fonte
  • BNB (BNB): dado não divulgado na fonte
  • Solana (SOL): dado não divulgado na fonte
  • XRP (XRP): dado não divulgado na fonte
  • USDC (USDC): dado não divulgado na fonte
  • Dogecoin (DOGE): dado não divulgado na fonte
  • Cardano (ADA): dado não divulgado na fonte
  • Hyperliquid (HYPE): perdas de 12% nos últimos sete dias

Mercados tradicionais: bolsas asiáticas mistas, europeias em alta

No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam mistas. As bolsas europeias operam majoritariamente em alta, enquanto os futuros de Nova York avançam nesta manhã.

Agenda: payroll na sexta-feira (7) é o foco

Com a agenda relativamente mais esvaziada nesta segunda-feira, os investidores permanecem atentos ao relatório de empregos mais importante dos Estados Unidos, o payroll, que deve ser divulgado apenas na sexta-feira (7).

Até lá, o ADP e o Jolts, outras métricas de trabalho do país, devem calibrar as expectativas dos operadores do mercado.

Carry trade e o iene: o pano de fundo das negociações

O pano de fundo das negociações ainda conta com o panorama de liquidez global dos mercados, em especial no Japão. As operações de carry trade (isto é, negociação de títulos da dívida soberana barata por outros que pagam juros mais elevados) seguem ameaçadas com o avanço do aperto monetário no país, que tem bonds historicamente baratos.

Japão e Estados Unidos teriam coordenado esforços para fortalecer o iene artificialmente, marcando uma mudança relevante na dinâmica global entre as moedas. A questão vai além da taxa de câmbio, já que a persistente fraqueza da moeda japonesa pode gerar riscos financeiros mais amplos por meio do mercado de títulos japonês e dos fluxos internacionais de capital.

Implicações para as criptomoedas: duas direções

Nesse cenário, as implicações para o mercado de criptomoedas seguem em duas direções.

Em primeiro lugar, no curto prazo, a valorização mais forte do iene pode contribuir para uma desalavancagem entre diferentes classes de ativos e aumentar a volatilidade.

Já em um horizonte mais longo, uma maior estabilidade cambial pode reduzir a necessidade de intervenções recorrentes e limitar uma das possíveis fontes de pressão sobre a liquidez do mercado de Treasuries (os títulos do Tesouro norte-americano).

Cenário incerto: liquidez drenada por títulos e IA

Assim, o panorama geral dos investidores continua incerto, com as criptomoedas tendo seus recursos drenados tanto pelos títulos soberanos mais atraentes quanto por teses envolvendo inteligência artificial (IA).

Para quem acompanha o mercado de criptoativos, a cautela segue sendo a palavra de ordem. Nem tudo que sobe é tendência, e a queda acumulada de quase 30% em 2026 mostra que o BTC ainda enfrenta ventos contrários.

Perguntas Frequentes

Por que o bitcoin está em US$ 62 mil?

O bitcoin é negociado na casa dos US$ 62 mil, com queda de menos de 1% nesta segunda-feira (3), apesar do relativo alívio sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Qual foi o desempenho do BTC em julho?

A maior moeda digital do mundo encerrou julho com valorização de 7,25%, mas em 2026 os preços recuam quase 30%.

O que é carry trade e como afeta as criptomoedas?

Carry trade é a negociação de títulos da dívida soberana barata por outros que pagam juros mais elevados. O aperto monetário no Japão ameaça essas operações, o que pode aumentar a volatilidade no curto prazo.

Quando sai o payroll dos EUA?

O relatório de empregos mais importante dos Estados Unidos deve ser divulgado na sexta-feira (7). Até lá, o ADP e o Jolts devem calibrar as expectativas.

Qual criptomoeda teve o pior desempenho em sete dias?

A Hyperliquid (HYPE) acumula perdas de 12% nos últimos sete dias, segundo a fonte.

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