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Bitcoin (BTC) em disparada? Até onde a criptomoeda pode chegar, segundo especialistas

ResumoBitcoin (BTC) atingiu US$ 66 mil nesta terça-feira, impulsionado por ETFs e aumento do apetite por risco. Especialistas José Artur Ribeiro (Coinext) e Marco Aurélio de Camargos (Vault Capital) apontam o fechamento semanal como fator decisivo para confirmar a tendência de alta da criptomoeda.

Bitcoin (BTC) volta a US$ 66 mil nesta terça-feira, impulsionado por ETFs e apetite por risco. Especialistas como José Artur Ribeiro (Coinext) e Marco Aurélio de Camargos (Vault Capital) avaliam que o fechamento semanal será decisivo para confirmar tendência.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 21 de julho de 2026
Bitcoin (BTC) em disparada? Até onde a criptomoeda pode chegar, segundo especialistas

O bitcoin (BTC) voltou a ganhar força e alcançou a marca de US$ 66 mil nesta terça-feira (21), em uma alta que, para José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, tem sustentação real, mas que ainda precisa provar que veio para ficar. A recuperação foi impulsionada por uma combinação de fatores, como a entrada de mais de US$ 700 milhões nos ETFs de bitcoin à vista em cinco pregões consecutivos e a recuperação das ações de semicondutores na Ásia, que ajudou a restaurar o apetite por risco. Há, ainda, o avanço das discussões em torno do Clarity Act nos Estados Unidos, um projeto de lei que pode ampliar a participação institucional no mercado de criptomoedas no país. Na avaliação de Ribeiro, além desses fundamentos, alguns indicadores técnicos também reforçam uma leitura mais positiva para o maior ativo digital do mundo.

O que está por trás da alta do bitcoin?

Para Ribeiro, o movimento de valorização é promissor, mas ainda incompleto. Durante a correção de junho, quando o BTC recuou para US$ 58 mil, três indicadores técnicos se alinharam simultaneamente pela primeira vez desde dezembro de 2022: o RSI mensal, o Chande Momentum Oscillator e a média móvel de 50 meses. Historicamente, essa combinação marcou fundos de ciclo relevantes. O volume no mercado à vista, porém, segue contido, num sinal de que a alta reflete retorno do apetite por risco, mas não ainda convicção estrutural de novos compradores.

O papel dos ETFs e do Clarity Act

A entrada de mais de US$ 700 milhões nos ETFs de bitcoin à vista em cinco pregões consecutivos é um dos principais catalisadores. A recuperação das ações de semicondutores na Ásia também ajudou a restaurar o apetite por risco. Além disso, o avanço das discussões em torno do Clarity Act nos EUA pode ampliar a participação institucional no mercado de criptomoedas.

Até onde o bitcoin pode chegar?

Ribeiro aponta que o bitcoin precisa sustentar os US$ 65 mil no fechamento semanal para transformar o atual repique em uma tendência consistente de alta. No campo dos suportes, uma perda desse nível reativaria a faixa dos US$ 62 mil, onde está a média móvel de 200 semanas. Abaixo disso, o caminho voltaria para os US$ 58 mil, mínima registrada em junho. Já no campo das resistências, o próximo teste está em US$ 72,2 mil. Se superado com volume, abriria caminho para a faixa dos US$ 75 mil a US$ 82 mil.

O que pode impedir a alta?

Ribeiro ressalta que o macro ainda não coopera plenamente. A reunião do Fed de 28 e 29 de julho é o próximo teste, com o mercado precificando cerca de 15% de chance de uma alta de juros, mas com setembro ainda em aberto. Para que a alta se consolide, o mercado vai precisar de catalisadores concretos: Fed sem sinalização de alta em julho, inflação mais fria nos próximos meses e reversão consistente dos fluxos nos ETFs. Enquanto esses elementos não se alinham, os próximos fechamentos semanais serão o termômetro.

O que diz o CIO da Vault Capital?

A leitura é compartilhada por Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital, que também ponderou que o fechamento semanal será decisivo para confirmar se o movimento atual representa o início de uma nova tendência de alta ou apenas um repique. Para ele, o comportamento do bitcoin está chamando atenção, mas tudo o que acontece durante a semana direciona, mas não confirma. O foco final é o semanal.

Cautela com o cenário externo

O raciocínio de Camargos é simples: o catalisador geral para o mercado ficar otimista era a inflação dos EUA, que veio abaixo do esperado. Só que aquele dado contabilizava um cenário de guerra estabilizada e brent estável. O que temos agora é o inverso, e não parece algo prestes a acabar. O mercado parece ignorar fatores que normalmente pressionariam os ativos de risco. Desde a semana passada, inúmeros ataques vêm ocorrendo no Oriente Médio e não fazem preço nos ativos. Além da guerra, tarifas do Trump voltando e petróleo em US$ 90 são fatores que o preço ignora.

Qual o próximo nível de resistência e suporte?

Para Camargos, o intervalo entre US$ 66 mil e US$ 70 mil será a principal região de teste do BTC nas próximas sessões. Acima de US$ 65 mil, o corredor entre US$ 66 mil e US$ 70 mil é o mapa, degrau por degrau. A perda dos US$ 65 mil tira o amortecimento dos dealers e recoloca US$ 64.259 como gatilho de volta ao range. Ele conclui que cenário externo e preço estão contando histórias diferentes e, até uma delas ceder, compreendemos os níveis, não a narrativa.

Como o investidor deve se posicionar?

O momento exige atenção aos fechamentos semanais. Enquanto o bitcoin se mantiver acima de US$ 65 mil, o viés é de alta, com resistência em US$ 72,2 mil e alvo em US$ 75 mil a US$ 82 mil. Abaixo de US$ 65 mil, o suporte em US$ 62 mil e, em caso de perda, US$ 58 mil. O investidor deve monitorar o Fed, a inflação e os fluxos dos ETFs como catalisadores para a próxima perna de alta.

Perguntas Frequentes

O bitcoin pode chegar a US$ 100 mil?

Segundo José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, o caminho para US$ 75 mil a US$ 82 mil depende de catalisadores como Fed sem sinalização de alta e inflação mais fria. Para US$ 100 mil, seriam necessários novos fundamentos.

Qual o risco de o bitcoin cair para US$ 50 mil?

Ribeiro aponta que, abaixo de US$ 58 mil, o suporte seguinte é US$ 62 mil (média móvel de 200 semanas). Uma queda para US$ 50 mil não está no cenário atual dos especialistas.

O que é o Clarity Act?

É um projeto de lei nos Estados Unidos que pode ampliar a participação institucional no mercado de criptomoedas, segundo Ribeiro.

Quando será a próxima reunião do Fed?

A reunião do Fed de 28 e 29 de julho é o próximo teste para o mercado, com chance de 15% de alta de juros.

O que significa o RSI mensal alinhado?

O RSI mensal, junto com o Chande Momentum Oscillator e a média móvel de 50 meses, se alinhou pela primeira vez desde dezembro de 2022, marcando historicamente fundos de ciclo relevantes.

O volume no mercado à vista indica alta sustentável?

Ribeiro afirma que o volume no mercado à vista segue contido, indicando retorno do apetite por risco, mas não convicção estrutural de novos compradores.

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